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Milho ucraniano encalhado à procura de novo comprador

“O comprador final no Líbano recusou-se a aceitar o carregamento devido a falhas nos prazos de entrega”, diz, através do Twitter, a embaixada ucraniana em Beirute.

O Razoni foi inspecionado em Istambul, seguiu viagem para Tripoli, mas o comprador recusou a carga.
O Razoni foi inspecionado em Istambul, seguiu viagem para Tripoli, mas o comprador recusou a carga. Reuters
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 09 de Agosto de 2022 às 21:14
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O Razoni, primeiro cargueiro a sair da Ucrânia com cereais para exportação desde que o país foi invadido pela Rússia a 24 de fevereiro, ficou “encalhado” depois de o comprador se ter recusado a aceitar a carga.

A partida da embarcação, do porto de Odessa, aconteceu a 1 de agosto. A bordo estão 26 mil toneladas de milho, com destino ao Líbano. O navio devia ter chegado ao destino a 7 de agosto, mas está ancorado ao largo da costa sul da Turquia.

Nos termos do acordo mediado pelas Nações Unidas e pela Turquia para a retoma das exportações de cereais da Ucrânia, as embarcações que saem do país são controladas por representantes da Turquia, Ucrânia, Rússia e ONU, que se certificam de que a bordo seguem apenas cereais, fertilizantes ou alimentos. No sentido contrário, a verificação visa sobretudo garantir que não transportam armas.

Desde a assinatura do acordo, a 22 de julho, já dez cargueiros saíram da Ucrânia com mais de 305.000 toneladas de cereais. O primeiro a fazer a entrega no destino final – Turquia – foi o Polarnet, que chegou a 8 de agosto.

“O comprador final no Líbano recusou-se a aceitar o carregamento devido a falhas nos prazos de entrega”, diz, através do Twitter, a embaixada ucraniana em Beirute. O vendedor está agora à procura de outro comprador no Líbano ou noutro país.

Já o agente expedidor afirmou que o comprador inicial rejeitou o cereal devido a preocupações com a sua qualidade. A ONU já veio relativizar o acontecimento, lembrando que é comum um carregamento mudar de mãos a meio do caminho. 

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