UE recusa levantar sanções à Rússia sem fim da guerra. Zelensky pede fim do conflito "o quanto antes"
Líderes europeus reforçam apoio à Ucrânia numa altura de mudança de estratégia por parte dos EUA.
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A Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, recusou-se a levantar qualquer sanção contra a Rússia "a não ser que pare com a guerra". A declaração, dada antes da entrada para a reunião do Conselho Europeu desta sexta-feira, foi feita ao lado do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e do presidente do Conselho Europeu, António Costa.
"Vamos aumentar a pressão sobre a Rússia com um novo pacote de sanções", garantiu von der Leyen. As declarações podem ser interpretadas com uma indireta aos EUA, que negociaram com a Rússia a libertação de diesel para os mercados internacionais e nesta sexta-feira prolongaram a suspensão de sanções sobre a petrolífera russas Lukoil.
Já Zelensky disse querer "terminar esta guerra o quanto antes". "Mas não vemos qualquer abertura por parte da Rússia", sublinhou o líder ucraniano.
De recordar que no fim de semana passado os EUA anunciaram uma trégua energética entre a Ucrânia e a Rússia, mas que não se verificou, com ambos os lados a prolongarem ataques entre si.
Já o presidente do Conselho Europeu, o português António Costa, disse que este é um momento para "aumentar o apoio à Ucrânia e aumentar a pressão à Rússia". "Este é o tempo para a paz, não é o tempo para continuar a guerra. Volodymyr, pode contar connosco", garantiu Costa.