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Ao minutoAtualizado há 11 min • 14h50

Wall Street volta a abrir em terreno misto. CoreWeave cai mais 6%, Netflix cede 2%

Acompanhe, ao minuto, a evolução do mercado desta sexta-feira.

Wall Street volta a abrir em terreno misto. CoreWeave cai mais 6%, Netflix cede 2%
Wall Street volta a abrir em terreno misto. CoreWeave cai mais 6%, Netflix cede 2% AP/Richard Drew
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há 13 min.14h48

Wall Street em terreno misto após intervenção de Warsh esfriar apostas em nova subida das taxas de juro

bolsas, Wall Street

As principais praças norte-americanas abriram a última sessão da semana em terreno misto, ainda a reagir à intervenção do presidente da Reserva Federal (Fed), Kevin Warsh, nos encontros anuais do Fundo Monetário Internacional (FMI), esta sexta-feira.

Warsh não fez comentários sobre a política monetária de curto prazo, levando os investidores a reduzirem para cerca de 15% as apostas numa subida de juros em outubro, revertendo parte do aumento registado depois , acima do esperado, divulgados esta semana.

Neste contexto, o S&P 500 sobe 0,07% e o Dow Jones avança 0,55%, ao passo que o Nasdaq Composite cai 0,38%. Apesar do abrandamento no "sell-off" das tecnológicas mais recente, o Nasdaq Composite caminha para um fecho semanal negativo superior a 2%. O Dow Jones, por seu lado, está a apontar para um fecho semanal positivo.

Em termos individuais, destaca-se a queda de quase 2% da Netflix, após a gigante do "streaming" ter anunciado a nomeação de Peter Rice como novo diretor de conteúdos, em substituição de Bela Bajaria. Também foi noticiado recentemente que a Netflix vai cortar cerca de mil postos de trabalho, .

A CoreWeave volta a recuar, cerca de 6%, com os receios sobre o risco de crédito da empresa a persistirem. Esta semana, as ações da fornecedora de capacidade de computação para inteligência artificial já desvalorizaram mais de 20%.

Em sentido contrário, a Tesla de Elon Musk está em terreno positivo, subindo 1,40% após ter , que deverá chegar dos 0 aos 100 quilómetros por hora em menos de um segundo.

"A economia continua em expansão, mas as famílias e as empresas mais alavancadas estão a sentir a pressão", afirmou Florian Ielpo, responsável de macroeconomia da Lombard Odier Investment Managers, citado pela Bloomberg. "Isso sustenta uma visão construtiva sobre as obrigações soberanas, a par de uma abordagem mais seletiva às ações".

Os resultados das empresas vão ser o principal catalisador na próxima semana, segundo Francisco Simón, do Santander Asset Management, citado pela Bloomberg. Os investidores estão cada vez mais atentos às previsões das administrações, já que os mercados precisam de confirmar que as perspetivas de lucros continuam a justificar as avaliações.

11h10

Euribor sobe a três e a seis meses e desce a 12 meses

A taxa Euribor subiu esta sexta-feira a três e a seis meses e desceu a 12 meses em relação a quinta-feira.

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, avançou, ao ser fixada em 2,970%, mais 0,016 pontos que na quinta-feira.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a agosto indicam que a Euribor a seis meses representava 40,3% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,03% e 24,27%, respetivamente.

Já no prazo de 12 meses, a taxa Euribor baixou, para 3,215%, menos 0,002 pontos que na véspera.

A Euribor a três meses avançou, ao ser fixada em 2,642%, mais 0,006 pontos.

Em 10 de setembro, como esperado pelos mercados, o Banco Central Europeu (BCE) subiu as taxas diretoras, em 25 pontos base, depois de as ter mantido em julho.

11h09

Juros com ligeiras subidas na Zona Euro. “Gilts” a caminho da melhor semana desde agosto

bolsas mercados Europa DAX

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro negoceiam com ligeiros agravamentos esta sexta-feira. A semana ficou marcada pela procura de refúgio nas obrigações, perante o “sell-off” nas ações ligadas à inteligência artificial (IA) e os receios de um abrandamento do crescimento na economia.

Os juros das “Bunds” alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, sobem 0,5 pontos-base para 3,414%, enquanto a “yield” das obrigações francesas com a mesma maturidade avança 1,1 pontos-base para 4,802%. Em Itália, os juros agravam-se 0,4 pontos para 4,486%.

Na Península Ibérica, a sobe 0,2 pontos-base para 3,876%, enquanto a das obrigações espanholas avança 0,5 pontos para 4,020%.

Fora da Zona Euro, as “Gilts” britânicas a dez anos veem a “yield” a recuar 0,7 pontos base para 5,365%. Os juros de prazos mais curtos também aliviam, depois de Andrew Bailey, governador do Banco de Inglaterra, ter afirmado que ainda há poucos sinais de que a inflação se esteja a enraizar na fixação de preços e salários no Reino Unido.

Nos EUA, a “yield” das “Treasuries” a dez anos sobe 3,2 pontos-base para 5,089%, depois do alívio da sessão anterior. Os pela Reserva Federal (Fed) este mês, depois de o presidente da Fed, Kevin Warsh, não ter feito comentários sobre a política monetária nas reuniões anuais do FMI.

Já no Japão, a “yield” a dez anos subiu 2,6 pontos base para 2,909%. Kazuo Ueda, governador do Banco do Japão (BoJ), reiterou que o banco central vai continuar a subir os juros, mas sem urgência.

“Dado que a taxa de inflação subjacente se aproxima dos 2% e que as condições financeiras atuais continuam expansionistas, acredito que continuaremos a subir a taxa de juro de referência em resposta à evolução da economia, dos preços e das condições financeiras”, afirmou Ueda, num discurso lido em Tóquio por um dos vice-governadores, citado pela Bloomberg.

*Tomás Cardoso Lima, editado por Rui da Rocha Ferreira

09h34

Europa sobe e caminha para melhor semana face a Wall Street desde março

As ações europeias negoceiam em alta, com os investidores a reduzirem as apostas numa nova subida dos juros nos EUA este mês. A esta hora, o Stoxx 600, índice de referência das bolsas europeias, avança 0,34% para os 642,31 pontos.

Nas principais praças europeias, o alemão DAX sobe 0,57% para os 25.527,40 pontos, o espanhol Ibex ganha 0,50% para os 19.274,00 pontos e o italiano FTSE MIB avança 0,65% para os 49.720,03 pontos. O AEX, de Amesterdão, valoriza 0,60% para os 1.139,38 pontos. Em Lisboa, o PSI sobe 0,31% para os 9.403,11 pontos. Em sentido contrário, o francês CAC-40 recua 0,18% para os 7.920,57 pontos e o britânico FTSE 100 cede 0,09% para os 10.830,67 pontos.

A maioria dos setores negoceia em alta, com destaque para o setor aeroespacial e da Defesa, as telecomunicações e o automóvel, que avançam 1,31%, 1,11% e 1,03%, respetivamente. Em sentido contrário, a saúde é o setor que mais recua, com uma queda de 0,46%.

O Stoxx 600 caminha para o melhor desempenho semanal face ao S&P 500 desde a semana de 27 de março, com as ações europeias a acumularem uma subida semanal de 1,6%. O movimento reflete a procura por setores defensivos pelos investidores, perante a volatilidade nas ações ligadas à inteligência artificial.

“Os dados económicos da Zona Euro estão a suportar os mercados, apesar da pressão causada pelos riscos geopolíticos e pela subida da inflação”, afirmou Guillermo Hernández Sampere, responsável de “trading” da MPPM, citado pela Bloomberg. “Ao mesmo tempo, as atenções estão também nos mercados obrigacionistas, já que as ‘yields’ de alguns países da Zona Euro poderão continuar a subir, exercendo mais pressão sobre a moeda e o Banco Central Europeu”, acrescentou.

O setor bancário está em foco em vésperas da época de apresentação de resultados dos principais bancos europeus. O índice do setor caiu 8,6% desde o máximo de 19 anos atingido há menos de seis semanas. Pesaram a subida das “yields”, preocupações com o e o excesso de posições dos investidores no setor.

Entre os principais movimentos empresariais, a Nordex dispara 13%, depois de a fabricante de turbinas eólicas ter apresentado resultados preliminares do terceiro trimestre muito acima do esperado e elevado a meta de margem para o conjunto do ano. .

*Tomás Cardoso Lima, editado por Rui da Rocha Ferreira

09h25

Dólar recua com Warsh a não dar sinais de nova subida dos juros

O índice do dólar da Bloomberg recua 0,1%, depois de ter caído 0,3% na sessão anterior, a maior descida em mais de um mês. A queda acontece depois das declarações de Kevin Warsh, presidente da Reserva Federal (Fed) dos EUA, que não deu sinais de maior urgência num novo aperto na política monetária, apesar de a para o ritmo mais rápido em cinco meses. A “yield” das obrigações do Tesouro norte-americano a dez anos sobe 1,5 pontos-base para 5,073%.

Neste contexto, o euro avança 0,17% para 1,1238 dólares e a libra esterlina valoriza 0,30% para 1,3315 dólares. Face à moeda japonesa, o dólar pouco varia, nos 157,91 ienes. O dólar australiano ganha 0,49% para 0,6955 dólares norte-americanos e o neozelandês sobe 0,62% para 0,5656 dólares.

Durante as reuniões anuais do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Banguecoque, limitou-se a reforçar o compromisso com a estabilidade de preços. “Não faço juízos antecipados sobre as reuniões”, afirmou, citado pela Bloomberg.

Agora, os mercados atribuem uma probabilidade de 15% a uma subida dos juros na reunião de 27 e 28 de outubro, face a mais de 25% que eram atribuídos na quinta-feira. , a primeira subida desde 2023. Os economistas da Goldman Sachs consideram que as declarações de Warsh apontam para uma pausa em outubro e esperam uma última subida em dezembro.

Já no mercado de opções, o sentimento face ao euro melhorou contra a maioria das principais moedas, com exceção do franco suíço, face ao qual o pessimismo se mantém devido à procura por ativos de refúgio. A proteção contra uma queda do euro face ao dólar a uma semana custa 26 pontos-base mais do que uma aposta na subida, uma diferença que a 5 de outubro chegava aos 167 pontos base. Em sentido contrário, face ao franco suíço, o pessimismo com o euro voltou a aumentar.

Os analistas da Natixis veem nesta diferença uma oportunidade para ganhos caso o sentimento nos dois câmbios se aproxime.

*Tomás Cardoso Lima, editado por Rui da Rocha Ferreira

08h42

Petróleo continua a recuar. Ataque a navio de Singapura em Ormuz não abala mercado

Petroleo

O preço do petróleo está a recuar após a Agência Internacional de Energia (AIE) ter anunciado que os países membros vão acelerar a libertação de 100 milhões de barris de crude, que estavam pendentes de um acordo anunciado em março deste ano.

A esta hora, o Brent, crude de referência para a Europa, cai 0,66%, para os 105,26 dólares por barril, depois de ter subido 1,3% no acumulado da semana. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência para os EUA, recua 0,68%, para os 97,29 dólares por barril.

Segundo dados da Baltic Exchange, o custo de enviar uma carga típica de crude norte-americano da costa do Golfo dos EUA para Roterdão desceu cerca de 12% na última semana.

Os esforços de Washington para fazer baixar os custos da energia podem limitar novas subidas, mantendo o Brent entre os 104 e os 106 dólares por barril, afirmou Vandana Hari, fundadora da empresa de análise energética Vanda Insights, à Bloomberg.

Em destaque nesta sexta-feira está o GFS Pride, com bandeira de Singapura, que afundou enquanto era rebocado para terra, depois de ter sido atingido por um projétil da Guarda Revolucionária Islâmica, segundo o Comando Central dos EUA. Apesar do ataque, mais de 40 embarcações atravessaram o estreito de Ormuz nas últimas 24 horas, o que sugere que os fluxos continuam, apesar da tensão na região. O navio foi atingido na terça-feira, segundo a Autoridade Marítima e Portuária de Singapura (MPA). Os 21 tripulantes foram retirados sem ferimentos antes de a embarcação se afundar.

"É provável que o conflito se agrave", escreveram analistas do Eurasia Group numa nota enviada à Bloomberg, aumentando de 35% para 65% a probabilidade de uma intensificação do conflito. "O impasse atual deixou de ser sustentável para os EUA", acrescentaram.

Os ataques iranianos a petroleiros e navios de carga têm-se intensificado nas últimas semanas, aumentando os riscos para todo o tipo de fluxo comercial no estreito de Ormuz.

Segundo os dados da Administração de Informação de Energia dos EUA, as reservas de crude dos Estados Unidos diminuíram 8,6 milhões de barris na semana passada, a maior queda desde fevereiro, em parte devido às paragens de produção causadas pelo furacão Isaias, ao forte ritmo de refinação e às exportações.

08h03

Ouro estabiliza após a maior subida em mais de duas semanas

Ouro

O ouro estabilizou depois de um discurso do presidente da Reserva Federal, Kevin Warsh, em Banguecoque, ter levado os investidores a reduzir as apostas numa subida das taxas de juro por parte do banco central na reunião deste mês.

A esta hora, o metal amarelo valoriza 0,3%, para os 4.171,59 dólares por onça, depois de ter registado, na véspera, a maior valorização em mais de duas semanas, com uma subida de 1,61%. Já a prata sobe 0,13%, para 57,55 dólares por onça.

Na reunião do Fundo Monetário Internacional, na sexta-feira, Warsh deu ao mercado poucas pistas antes do período de silêncio do banco central, que começa no sábado, antes da reunião daqui a duas semanas. Mas sem sinalizar uma preocupação acrescida com a inflação, os investidores desfizeram as apostas numa subida, que passaram de uma probabilidade de cerca de uma em três para 15% após o discurso. Uma nova subida das taxas seria um obstáculo para o ouro, uma vez que este não paga juros.

O metal precioso tem sido penalizado este ano pelos custos de financiamento mais elevados. Recuou em valor cerca de um quinto desde que a guerra entre os EUA e o Irão eclodiu, no final de fevereiro, perturbando os mercados de energia e alimentando a inflação. Isso levou os bancos centrais a endurecerem a política monetária, tendo a Reserva Federal aumentado as taxas de juro de referência, no mês passado, pela primeira vez desde 2023.

Os preços do ouro tiveram um breve impulso quando a preocupação com os investimentos em inteligência artificial levou os investidores a abandonar as ações tecnológicas e a procurar ativos de refúgio. Isto gerou também uma uma descida das taxas de rendibilidade nos juros da dívida, o que beneficiou o metal amarelo.

08h01

Jacarta destoa da subida da Ásia e afunda 11%

Traders, mercados, bolsas

A bolsa da Indonésia destacou-se na negociação desta sexta-feira nas praças da região da Ásia e do Pacífico, atravessando a pior sessão em quase 30 anos. A queda ocorre que o estatuto de mercado emergente do país está em risco. O principal índice do país chegou a afundar mais de 11%, a maior queda desde janeiro de 1998.

No resto da região, nota-se um movimento contrário, com as ações a seguirem em alta. Os investidores reduziram as apostas de, depois de o Presidente da Reserva Federal (Fed) não ter dado sinais de maior urgência no aperto monetário, .

“Não faço juízos antecipados sobre as reuniões”, afirmou Warsh em Banguecoque, citado pela Bloomberg. A probabilidade atribuída pelos mercados a uma nova subida este mês desceu para 15%, face a mais de 25% na quinta-feira. A recuperação das fabricantes de chips também ajuda, com a Samsung Electronics e a SK Hynix a valorizarem mais de 4% cada.

No Japão, o Nikkei 225 avançou 1,39% para 65.322,06 pontos. Na Coreia do Sul, o Kospi sobiu 2,05% para 5.668,05 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng soma 0,46% para 24.173,39 pontos, enquanto o Shanghai Composite recua 0,21%. Na última cotação, o JKSE da Indonésia tombava 10,76% para 5.233,00 pontos.

No caso da Indonésia, a MSCI pondera uma dupla despromoção. Atualmente classificado como mercado emergente, uma alteração mais comum seria para mercado de fronteira. No entanto, o país seria classificado diretamente como mercado isolado (“standalone”), categoria reservada a quem não cumpre os critérios de nenhum dos dois índices. A decisão final está prevista para junho de 2027. Em causa estão as estruturas acionistas opacas, suspeitas de negociação coordenada e fraca fiscalização.

“É um golpe enorme na credibilidade”, disse Felix Darmawan, analista da PT BCA Sekuritas, à Bloomberg. “Junho de 2027 dá ao regulador algum tempo para arrumar a casa, mas os danos na confiança estrangeira começam agora”, acrescentou.

Em termos líquidos, os investidores estrangeiros retiraram mais de 4,9 mil milhões de dólares das ações da Indonésia este ano, com o JKSE a acumular uma queda de 39%, o pior desempenho a nível mundial.

*Tomás Cardoso Lima, editado por Rui da Rocha Ferreira

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