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Barnier: Ainda não há acordo para o Brexit, "apesar dos esforços intensos"

O responsável da União Europeia pelas negociações com o Reino Unido com vista à saída deste país da região rejeitou que tenha sido alcançado um acordo sobre o Brexit, uma vez que ainda há “questões-chave em aberto”.

Reuters
Negócios jng@negocios.pt 14 de Outubro de 2018 às 19:28
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As negociações para o Brexit vão continuar, uma vez que o acordo entre a União Europeia e o Reino Unido ainda não está fechado. Uma das questões mais difíceis está relacionada com a fronteira da Irlanda. 

"Apesar dos esforços intensos, algumas questões chave ainda estão abertas, revelou Michel Barnier, citado pelas agências de informação internacionais. A ausência de consenso sobre as questões em causa impossibilita a concretização de um acordo sobre o Brexit.

 

As declarações surgem depois de terem circulado rumores sobre as duas partes terem chegado a um acordo que desbloqueava o Brexit. Rumores esses que dispararam depois de o ministro britânico do Brexit, Dominic Raab, ter ido a Bruxelas para reuniões negociais com o responsável europeu pelo dossiê, Michel Barnier.

Barnier revelou que a questão em torno da fronteira da Irlanda continiua a ser um sério obstáculo ao não-acordo. A posição europeia consiste na necessidade de um mecanismo de salvaguarda que assegure que a Irlanda do Norte (parte do Reino Unido) continue obrigada a respeitar as regras aduaneiras estipuladas pelo mercado único europeu, isto mesmo que o Reino Unido adopte outro tipo de relação comercial com a União. Note-se que Londres rejeita continuar a respeitar a liberdade de movimento de cidadãos, uma das quatro liberdades de movimentos fundamentais do mercado único que Bruxelas considera indivisíveis (as outras dizem respeito a capitais, bens e serviços).

O responsável europeu pelas negociações salienta que é necessário "evitar-se uma fronteira" entre a Irlanda e o Reino Unido.

 

Do lado do Reino Unido, a primeira-ministra Theresa May pediu maior flexibilidade relativamente à exigência de Bruxelas respeitante ao chamado "backstop" (o tal mecanismo de salvaguarda) para o problema relacionado com a fronteira entre a Irlanda e a Irlanda do Norte. No fundo, trata-se de uma cláusula impeditiva do estabelecimento de controlos rígidos na fronteira entre as duas Irlandas.

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