União Europeia Juncker: "Ter triplo A na frente social é tão importante como triplo A na economia"

Juncker: "Ter triplo A na frente social é tão importante como triplo A na economia"

O presidente da Comissão Europeia pediu uma "parceria entre iguais" para promover o desenvolvimento sustentável.
Juncker: "Ter triplo A na frente social é tão importante como triplo A na economia"
Margarida Peixoto 18 de junho de 2019 às 18:00
"Ter triplo A na frente social é tão importante como ter na economia," disse esta terça-feira, 18 de junho, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker. O líder europeu falava na cerimónia de abertura do European Development Days, um evento que decorre entre hoje e amanhã em Bruxelas, que reúne mais de oito mil pessoas para debater o desenvolvimento sustentável e encontrar soluções para combater as desigualdades.

Num discurso focado nas intenções europeias - "a Europa não deve ser uma fortaleza", e "solidariedade e igualdade não são só palavras bonitas" - Juncker defendeu que "o investimento é o maior aliado na luta contra as desigualdades".

E por isso defendeu mais investimento para que os países de baixos e médios rendimentos tenham melhor educação e saúde. Lembrou que a União Europeia está investida em promover a criação de mais 10 milhões de empregos em África nos próximos cinco anos e recordou a proposta para duplicar o orçamento do programa Erasmus+.

"Com um orçamento de 30 mil milhões de euros, teremos três vezes mais trocas" no âmbito do Erasmus Pus, garantiu Juncker. A proposta para aumentar o orçamento do programa faz parte das iniciativas no âmbito do próximo orçamento europeu para o período de 2021 a 2027, sobre o qual os líderes europeus ainda não conseguiram fechar um acordo.

Juncker defendeu que promover o conhecimento entre culturas e povos será uma forma também de travar as desigualdades.

O outro lado da moeda

Mas se o discurso de Juncker foi povoado de esperança e boa vontade, a intervenção do Presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, foi carregada de realidade. "Apesar das ajudas, a economia de Cabo Verde ainda não conseguiu encontrar uma forma de aproveitar as suas potencialidades", assumiu.

E citou os números: a pobreza em Cabo Verde continua a afetar 35,4% da população, tendo a pobreza extrema uma incidência de 10,6%. Em 2017, a taxa de desemprego foi de 12,2%, tendo atingido os 32,4% na faixa etária dos 15 aos 24 anos, e os 12,8% entre as mulheres.

Jorge Carlos Fonseca assumiu a excessiva centralização administrativa em Cabo Verde, a concentração no turismo e a sua grande vulnerabilidade às alterações climáticas.

(A jornalista viajou a Bruxelas a convite da Comissão Europeia)



pub

Marketing Automation certified by E-GOI