União Europeia Preços sobem até 25% na cantina do Parlamento Europeu e surpreendem funcionários

Preços sobem até 25% na cantina do Parlamento Europeu e surpreendem funcionários

A cantina em Bruxelas subiu os preços até 25%, apanhando de surpresa os funcionários. A administração do Parlamento Europeu diz que tal se deve a uma decisão de baixar os subsídios dos contribuintes europeus.
Preços sobem até 25% na cantina do Parlamento Europeu e surpreendem funcionários
Reuters
Tiago Varzim 13 de agosto de 2019 às 16:00
A inflação na Zona Euro continua abaixo dos 2% e sem sinais de dinamismo, como pretenderia o Banco Central Europeu (BCE), mas em Bruxelas, em específico no Parlamento Europeu, os preços estão a aumentar a um ritmo mais elevado. Segundo o jornal especializado em política europeia, Politico, os preços da cantina subiram até 25%, levando à surpresa dos funcionários.

Este aumento significativo dos preços praticados nas cantinas e bares do Parlamento Europeu refletem o pagamento do IVA belga - que anteriormente não era cobrado - e os novos contratos com empresas privadas que arrancaram a 5 de agosto. Anteriormente havia apenas uma empresa prestadora desse serviço, mas agora existem oito empresas de diferentes tamanhos de forma a promover a concorrência. 

A mudança apanhou de surpresa os funcionários que estão em Bruxelas (a maior parte está de férias dado que a sessão legislativa está encerrada) principalmente porque tanto no Conselho Europeu como na Comissão Europeia os preços são significativamente mais baixos. A mudança já teria sido comunicada no final do ano passado pela administração do Parlamento. 

A explicação oficial do Parlamento Europeu é que os aumentos dos preços refletem a decisão de diminuir os subsídios pagos pelos contribuintes europeus que ainda persistem noutras instituições europeias. De acordo com as minutas de uma reunião da administração do Parlamento Europeu, esses subsídios passaram de cinco milhões por ano para quase zero e o orçamento anual de catering baixou para menos de um milhão.

"O fim dos subsídios diretos de comida em 2015 e a definição gradual dos preços ligada aos desenvolvimentos no mercado dos bens alimentares permitiu um corte de 70% no orçamento do Parlamento alocado ao setor da comida e da restauração", disse Delphine Colard, a porta-voz do Parlamento, ao Politico. 

Numa nota enviada aos funcionários, a direção-geral das infraestruturas e logísticas do Parlamento argumentou que, apesar da subida dos preços, estes vão ter um serviço melhor com opções mais nutritivas e mais amigas do ambiente.

Contudo, os sindicatos dos trabalhadores, citados pelo Politico, dizem que os aumentos têm sido constantes ao longo dos últimos anos, que são desproporcionais face à evolução salarial e que o impacto é mais sentido pelos funcionários com menor poder de compra dado que quem tem cargos de relevo não tende a usar a cantina. O Parlamento diz que os estudantes e os estagiários terão uma redução no preço da diária.

O Parlamento Europeu tem cantinas em Bruxelas, Estrasburgo (onde decorrem as sessões plenárias) e no Luxemburgo (cujas instalações são usadas sobretudo para trabalho administrativo).



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