Petróleo cede com Brent a oscilar em torno dos 98 dólares por barril
Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta sexta-feira.
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Otimismo em torno de negociações de paz com o Irão faz dólar "tropeçar" pela segunda semana consecutiva
O dólar está a oscilar entre ganhos e perdas e perto de fixar uma segunda semana seguida de desvalorizações, com o cessar-fogo anunciado entre Israel e o Líbano, assim como perspetivas de negociações entre os Estados Unidos (EUA) e o Irão, a levar os “traders” a liquidar posições em ativos-refúgio, como é o caso da “nota verde”.
O índice do dólar - que mede a força da “nota verde” face às principais concorrentes – segue praticamente inalterado e soma 0,03%, para os 98,242 pontos, tendo cedido a maior parte dos ganhos provocados pela guerra, à medida que o otimismo em relação ao cessar-fogo continua a reduzir a procura por ativos seguros. Desde o estalar do conflito que o dólar tem sido o refúgio predileto dos investidores.
Noutros pontos, face ao iene, o dólar cede 0,03%, para os 158,960 ienes. O governador do Banco do Japão, Kazuo Ueda, evitou na quinta-feira dar sinais de que um aumento das taxas de juro estivesse previsto para este mês, aumentando a probabilidade de que o banco mantenha as taxas inalteradas, pelo menos até junho.
Por cá, o euro soma 0,01%, para 1,178 dólares e caminha para uma terceira semana de ganhos, já tendo recuperado em grande parte as perdas que vinha a registar desde o início da guerra no Médio Oriente. Já a libra cede 0,01%, para os 1,353 dólares. Ambas as divisas oscilam perto de máximos de sete semanas.
Ouro caminha para quarta semana consecutiva de ganhos
O ouro está a registar uma valorização contida nesta sexta-feira, à medida que se aproxima do quarto ganho semanal consecutivo, com esperanças de que um acordo entre os Estados Unidos (EUA) e o Irão possa ser alcançado, aliviando receios de um impacto económico duradouro.
A esta hora, o ouro ganha 0,06%, para os 4.792,860 dólares por onça. No que toca à prata, o metal precioso soma 0,74%, para os 78,843 dólares por onça.
Até agora, o metal amarelo já ganhou cerca de 1% esta semana. Um cessar-fogo de dez dias entre o Líbano e Israel entrou em vigor na quinta-feira e o Presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a próxima reunião entre os Estados Unidos e o Irão poderá ocorrer durante o fim de semana.
Também uma queda do dólar apoia a valorização do ouro, à medida que a “nota verde” caminha para uma segunda queda semanal consecutiva. Já os preços do petróleo negoceiam em queda, aliviando os receios de uma inflação mais elevada, devido ao otimismo de que a guerra com o Irão possa estar a chegar ao fim.
As preocupações de que os preços mais elevados da energia possam alimentar a inflação e manter as taxas de juro globais mais altas por mais tempo fizeram com que os preços do ouro caíssem mais de 8% desde o início da guerra com o Irão, no final de fevereiro.
Embora o ouro seja considerado uma proteção contra a inflação, as taxas de juro mais altas reduzem a procura por ouro, que não rende juros. Nesta medida, os “traders” estimam agora uma probabilidade de 27% de um corte de 25 pontos base na taxa de juro da Reserva Federal em dezembro. Antes da guerra, havia expectativas de duas reduções para este ano.
Ainda a impactar a negociação do metal amarelo, os bancos indianos suspenderam as encomendas de ouro e prata a fornecedores estrangeiros, com toneladas destes metais retidos nas alfândegas, uma vez que ainda não foi emitida uma ordem governamental formal que autorize a importação de metais preciosos.
Petróleo cede com Brent a oscilar em torno dos 98 dólares por barril
Os preços do petróleo estão a registar ligeiras desvalorizações, depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter assumido um tom otimista quanto às perspetivas de um cessar-fogo permanente entre os Estados Unidos (EUA) e o Irão.
O Brent – de referência para a Europa – recua agora ligeiros 0,58%, para os 98,81 dólares por barril. Já o West texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – cai 0,96% para os 93,78 dólares por barril.
Noutras matérias-primas, também o gás natural negociado na Europa regista perdas e cede 0,51%, para mais de 42 euros por megawatt-hora.
Alguns líderes árabes do golfo e europeus afirmaram que um acordo de paz entre os EUA e o Irão poderá demorar cerca de seis meses a ser alcançado e que as partes devem prolongar o cessar-fogo para cobrir esse período, segundo fontes oficiais citadas pela Bloomberg.
“O tema dominante agora não é a escalada, mas a estabilização”, disse à agência de notícias financeiras Priyanka Sachdeva, da Phillip Nova. “Os mercados petrolíferos estão a enviar uma mensagem clara: o medo impulsionou a recuperação, a diplomacia está a impulsionar a correção e a incerteza irá impulsionar a volatilidade daqui para a frente”, resumiu.
Na quinta-feira, o Presidente dos EUA afirmou que não esperava ter de prolongar o cessar-fogo de duas semanas – que termina na próxima terça-feira - para chegar a um acordo, prevendo uma resolução “em breve”, mas que, se fosse necessário, o faria.
O republicano revelou ainda que poderá viajar para o Paquistão — que acolheu uma primeira ronda de negociações — caso se chegasse a um acordo com o Irão.
Após um período de negociação excecionalmente volátil, os movimentos dos preços acalmaram, com o Brent a oscilar numa faixa de cerca de 10 dólares por barril esta semana, em comparação com o recorde de 38 dólares em meados de março. Um indicador da volatilidade do contrato de futuros situa-se agora perto do nível mais baixo desde o início do mês passado.
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A recuperação dos mercados bolsistas que levou vários índices a atingirem novos recordes estagnou na Ásia nesta sexta-feira, à medida que os investidores reduziram as suas posições antes do fim de semana, enquanto aguardam avanços na prorrogação do cessar-fogo entre os Estados Unidos (EUA) e o Irão. Os índices de Wall Street fecharam ontem em máximos históricos e os futuros do S&P 500 permanecem ainda inalterados. Já pela Europa, os futuros do Euro Stoxx 50 cedem 0,10%.
Pelo Japão, o Topix caiu 1,01%. Já o Nikkei seguiu a mesma tendência e perdeu 1,13%, depois de ontem ter atingido um novo máximo histórico, assim como um recorde de fecho. Já por Taiwan, o TWSE recuou 0,88%, pondo fim a dois dias consecutivos de novos recordes, enquanto pela Coreia do Sul o Kospi desvalorizou 0,45%. No que toca à China, o Hang Seng de Hong Kong cedeu 1,19% e o Shanghai Composite registou uma ligeira queda de 0,15%.
O Brent caiu mais de 1%, depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter manifestado otimismo quanto à garantia de um cessar-fogo permanente com o Irão. Os investidores aguardam progressos nas negociações que possam reabrir o estreito de Ormuz, facilitando o fluxo de petróleo bruto e aliviando a pressão sobre as economias, após a subida dos preços da energia na sequência do início do conflito, no final de fevereiro.
E embora o petróleo tenha reduzido o seu prémio de risco impulsionado pela guerra e as ações tenham subido para máximos históricos, decisores de política monetária continuam a alertar que os mercados podem estar a subestimar o impacto económico da guerra. “Os mercados entram na última sessão da semana situados em níveis técnicos e psicológicos fundamentais, com a convicção ainda a faltar, enquanto os investidores aguardam sinais mais claros do Médio Oriente”, escreveu à Bloomberg Nick Twidale, da AT Global Markets.
Nesta medida, Trump afirmou, sem apresentar provas, que o Irão tinha concordado com condições às quais há muito se opunha, incluindo a renúncia às ambições de possuir armas nucleares e a entrega de urânio aos EUA. O acordo incluiria também “petróleo gratuito” e a abertura do estreito de Ormuz, afirmou o republicano. As perspetivas de um acordo com o Irão “parecem muito boas”, acrescentou.
Ainda assim, Teerão não confirmou ter feito essas concessões. Trump anunciou, também, um cessar-fogo de 10 dias entre Israel e o Líbano.
Entre os movimentos de mercado pela região asiática, a fabricante chinesa de chips Yuanjie Semiconductor Technology (+9,34%) ultrapassou a Kweichow Moutai (-3,94%) e tornou-se na ação unitária mais cara da China continental, revelando uma mudança no interesse dos investidores em direção à tecnologia e marcando um afastamento dos líderes da “velha economia”. As ações da Yuanjie Semiconductor Technology atingiram um máximo histórico de 1.439 yuans nesta sexta-feira. Entretanto, a principal destilaria da China registou a maior queda em um ano, após anunciar a sua primeira queda anual nas vendas e nos lucros em duas décadas.