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Reino Unido: Mandato para negociar "hard Brexit" em risco com May a cair nas sondagens

A primeira-ministra britânica voltou a cair nas sondagens para as eleições de 8 de Junho, tendo atingido um novo mínimo. May convocou eleições para tentar obter uma maioria absoluta, algo que lhe daria mais força nas negociações para o Brexit. Mas essa maioria pode estar em risco.

Reuters
Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 26 de Maio de 2017 às 10:16
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Theresa May, primeira-ministra britânica, voltou a cair nas sondagens, a menos de duas semanas das eleições legislativas (marcadas para 8 de Junho). A sondagem da YouGov, a primeira depois do ataque em Manchester, citada pela Reuters, indica que a vantagem da líder dos Conservadores desceu para cinco pontos percentuais, um novo mínimo. Na sondagem que tinha sido publicada no último sábado, May tinha já visto a diferença para os trabalhistas baixar para nove pontos. Há duas semanas a vantagem era de 18 pontos.

Assim, o apoio ao Partido Conservador recuou para os 43%, dos 44% que tinha no último inquérito. Além desta descida, os trabalhistas de Jeremy Corbin estão a ganhar terreno: subiram de 35% para 38% nesta sondagem, que foi realizada a 24 e 25 de Maio.

Em Abril, Theresa May convocou eleições antecipadas. Liderava as sondagens por uma margem superior a 20%. Com esta vantagem, May queria superar a maioria de 12 lugares alcançada por David Cameron – o seu antecessor. E com essa maioria, a primeira-ministra britânica, referem os analistas, queria ter um mandato legitimado pelos eleitores para poder negociar um "hard Brexit". Mas se no dia 8 de Junho, os eleitores replicarem aquilo que esta sondagem indica, "o seu jogo eleitoral terá falhado", escreve a Reuters.

Apesar desta queda nas intenções de voto, a classificação de Theresa May subiu ligeiramente enquanto a do líder dos Partido Trabalhista diminuiu. Theresa May estava com um "rating" de -8 e passou para 1 – um comportamento que poderá estar relacionado com o ataque em Manchester. Jeremy Corbin estava em -11 e caiu para -16, indica o inquérito da YouGov.

Antes do ataque em Manchester, na segunda-feira à noite, a campanha de May estava já em dificuldades devido a uma das suas propostas eleitorais. O Partido Conservador quer que os idosos suportem os encargos com os seus cuidados para não sobrecarregar os contribuintes. Uma proposta que os partidos já apelidaram de "imposto sobre a demência".

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