Sánchez promove ministro da Economia a vice e nomeia novo nome para Finanças
Carlos Cuerpo será o "número dois" do Governo, enquanto o novo ministro das Finanças será Arcadi España, até agora secretário de Estado de Política Territorial.
O ministro de Economia de Espanha, Carlos Cuerpo, será o "número dois" do Governo de Pedro Sánchez, na sequência da saída da ministra das Finanças para ser candidata nas eleições regionais da Andaluzia, anunciou esta quinta-feira o líder do executivo.
Carlos Cuerpo passa a ser o primeiro vice-presidente de Sánchez e torna-se assim no primeiro homem a assumir o cargo desde 2018, desde que o líder socialista é primeiro-ministro.
Quanto ao novo ministro das Finanças, será Arcadi España, até agora secretário de Estado de Política Territorial, anunciou Pedro Sánchez, numa declaração em Madrid, a partir do Palácio da Moncloa, a sede do Governo espanhol.
A ministra das Finanças e primeira vice-presidente do Governo de Espanha, María Jesús Montero, anunciou na terça-feira a saída do executivo para encabeçar a candidatura dos socialistas espanhóis nas eleições regionais da Andaluzia, agendadas para 17 de maio.
María Jesús Montero era até agora a "número 2" de Sánchez tanto no Governo como no Partido Socialista Espanhol (PSOE).
Era ministra das Finanças desde o primeiro Governo de Pedro Sánchez, formado em junho 2018, e passou a primeira vice-presidente (a figura "número 2" na hierarquia do executivo) em dezembro de 2023.
Na terça-feira, María Jesús Montero afirmou que seria o novo ministro a apresentar, previsivelmente nas próximas semanas, uma proposta de Orçamento do Estado, como reiteradamente prometido pelo Governo.
Espanha não tem um Orçamento do Estado aprovado na atual legislatura, a que saiu das eleições de julho de 2023.
O último Orçamento Geral do Estado apresentado pelo Governo, para o ano de 2023, foi aprovado pelo parlamento em dezembro de 2022.
É o orçamento de 2023, com os respetivos tetos de despesa, que continua em vigor, ao abrigo de prolongamentos de vigência, uma vez que não existe um documento novo para o substituir.
Nos últimos anos, o Governo não apresentou uma proposta de Orçamento do Estado ao parlamento por não conseguir reunir os apoios suficientes para garantir a aprovação do documento, uma vez que não tem maioria absoluta na câmara e, na atual legislatura, depende de uma geringonça de oito partidos para aprovar leis que inclui forças de esquerda e de direita e independentistas e nacionalistas do País Basco, da Catalunha e da Galiza.
Pedro Sánchez agradeceu e elogiou hoje o trabalho de oito anos de María Jesús Montero como ministra das Finanças, considerando que foi essencial para o bom desempenho da economia espanhola nos últimos anos, assim como para o equilíbrio das contas públicas e a mobilização de fundos europeus.
As eleições regionais na Andaluzia foram agendadas na segunda-feira para 17 de maio, por decisão do atual presidente do governo autonómico, Juanma Moreno (Partido Popular, PP, direita), que adiantou em algumas semanas o final da legislatura.
Nas anteriores eleições andaluzas, realizadas em 19 de junho de 2022, o PP ganhou com uma maioria absoluta inédita nesta região, que foi um feudo socialista durante décadas.
Em paralelo, o PSOE teve em 2022 o pior resultado de sempre na Andaluzia e perdeu mesmo, pela primeira vez, nas províncias de Sevilha e Huelva.
O PSOE governou a Andaluzia durante 37 anos, desde a instauração da democracia e até 2018, quando ainda foi o partido mais votado, mas perdeu o executivo na sequência de acordos entre a direita e extrema-direita (coligação de Governo PP e Cidadãos com apoio parlamentar do Vox).
A Andaluzia será a quarta região espanhola a ir a votos em menos de meio ano, com o PP a vencer até agora em todas as eleições anteriores (Extremadura, Aragão e Castela e Leão), mas sem alcançar maioria absoluta, estando a negociar a formação dos três governos com o Vox, de extrema-direita.