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Centeno revê em baixa investimento público para este ano

Os novos números do Governo mostram que espera fazer menos investimento este ano do que tinha planeado anteriormente. Executivo tentará compensar nos anos seguintes.

Miguel Baltazar
Nuno Aguiar naguiar@negocios.pt 13 de Abril de 2017 às 21:36
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Mário Centeno espera hoje investir cerca de menos 300 milhões de euros em 2017 do que antecipava há apenas seis meses. A explicação estará num 2016 que, neste capítulo, desiludiu ainda mais do que se previa.

 

Confuso? Comecemos pelo princípio. O ano passado foi terrível para o investimento público. O pior pelo menos nos últimos 20 anos. Pelos vistos, foi até pior do que o Governo achava que iria ser em Outubro, momento em que publicou as suas últimas previsões. Nessa altura, apenas a três meses do final do ano, as Finanças esperavam que fossem investidos 1,9% do PIB, cerca de 3,5 mil milhões de euros. Na realidade, o investimento público ficou-se pelos 1,5%, cerca de 2,8 mil milhões.

 

Ou seja, um ano que já se achava que seria muito mau foi ainda pior. Partir de uma base tão baixa torna mais difícil a recuperação em 2017. Daí que o Governo espere agora investir 2% do PIB em vez dos 2,2% que estavam orçamentados. Uma diferença de perto de mais de 300 milhões de euros.

 

Na realidade, isso significa que o investimento terá de crescer mais este ano do que se esperava. Em vez de passar de 1,9% do PIB para 2,2%, passará de 1,5% para 2%. Mas mesmo esta aceleração é insuficiente para compensar totalmente a perda de terreno do ano anterior.

 

Recorde-se que o investimento tem sido um dos temas mais quentes do debate político em torno da consolidação orçamental, com a oposição a acusar o Governo de cortar de forma drástica nessa rubrica para conseguir atingir as metas orçamentais. O Executivo defende-se, argumentando que a queda do investimento em 2016 se deveu essencialmente a atrasos nos fundos comunitários.

 

O Governo tentará compensar nos anos posteriores, mantendo o investimento público em 2,1% do PIB todos os anos até 2021. Um compromisso mais ambicioso do que no anterior Programa de Estabilidade.

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