Inflação voltou a subir em dezembro. Vai em 2,8%
A taxa de inflação homóloga apurada provisoriamente pelo INE para dezembro aponta para 2,8%. Este é o valor mais alto desde setembro de 2012.
A taxa de inflação homóloga terá voltado a subir em dezembro de 2021, fixando-se nos 2,8%, mostra a primeira estimativa revelada esta segunda-feira, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Em novembro estava em 2,6% e é preciso recuar a setembro de 2012 para encontrar um valor mais elevado.
Conforme explica o INE, o indicador subjacente de inflação – que exclui os produtos alimentares não transformados e os energéticos, que são os que apresentam normalmente maior volatilidade de preços – também subiu face a novembro, fixando-se agora em 1,8% em termos homólogos, quando no mês anterior estava em 1,7%.
A decomposição do índice mostra bem como a inflação global continua a ser fortemente afetada pelos preços da energia: a taxa de inflação homóloga dos bens energéticos deverá ter ficado em 11,2%. Ainda assim, houve já um movimento de travagem na subida destes preços: em novembro a taxa de inflação dos bens energéticos tinha sido de 14,1%.
Em contrapartida, os preços dos bens alimentares não transformados subiram mais depressa: este agregado escalou para 3,2% em dezembro, quando em novembro tinha ficado em 0,8%, nota o INE.
Em termos mensais, ou seja, comparando com novembro de 2021, a inflação global de dezembro terá sido nula e a variação média dos últimos doze meses subiu para 1,3% (em novembro estava em 1%).
O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português, que permite as comparações com outros Estados-membros da União Europeia, terá registado uma variação homóloga de 2,8% (2,6% no mês anterior).
Os dados definitivos referentes ao IPC do mês de novembro serão publicados no próximo dia 12 de janeiro, adianta o INE.
(Notícia atualizada às 11:21 com mais informação)