Energéticas puxam pelos ganhos da bolsa de Lisboa. Galp sobe quase 4%
O PSI destoou das perdas sentidas nas restantes praças europeias, numa altura em que a escalada de tensões entre EUA e Irão volta a agitar os mercados.
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A bolsa de Lisboa vai para o fim de semana de Páscoa com valorizações, tendo terminado a segunda sessão do mês em alta, contrariando as perdas das principais praças europeias, pressionadas pela perspetiva de que a guerra no Médio Oriente não esteja perto do fim, como afirmou Donald Trump na passada quarta-feira.
O índice de referência nacional, o PSI, subiu 0,75% para 9.369,63 pontos, com oito dos seus 16 títulos no verde e outros oito no vermelho.
Os ganhos foram liderados pelo setor energético de peso em Lisboa. A Galp esteve na frente do pódio e avançou 3,88% para 21,14 euros por ação, beneficiando da escala dos preços do petróleo. Esta quinta-feira, o Brent soma 5,91% para 107,14 dólares por barril.
Também os pesos-pesados EDP e EDP Renováveis ganharam 1,29% e 2,01%, para 4,71 euros e 14,23 euros por título, respetivamente. A REN somou 1,73% para 3,825 euros por ação.
Apesar do destaque das energéticas, a Ibersol foi a segunda cotada que mais subiu, ao ganhar 3,26% para 11,1 euros por ação. Já a Nos somou 1,09% para 5,56 euros, a Sonae 0,72% para 1,968 euros e a Mota-Engil 0,08% para 4,726 euros por título.
Do lado das perdas, estiveram as três empresas ligadas ao setor de pasta e papel. A Altri liderou a tabela, ao recuar 3,11% para 4,835 euros por ação. Também a Navigator e a Semapa perderam 1% para 3,374 euros e 0,67% para 22,2 euros por título.
Seguiu-se os CTT com perdas de 1,1% para 6,31 euros, a Teixeira Duarte com uma queda de 0,67% para 0,45 euros e a Corticeira Amorim que desceu 0,3% para 6,54 euros por título.
Entre os peso-pesados que ficaram no vermelho, destaque para a Jerónimo Martins que cedeu 1,05% para 20,74 euros e o BCP que perdeu 0,94% para 0,8646 euros por ação.