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PCP insiste numa "efectiva renegociação" da dívida pública portuguesa

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, defendeu hoje "uma efectiva renegociação" da dívida pública, reiterando que a proposta do PS e do BE "fica aquém do necessário".

Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 29 de Abril de 2017 às 17:44
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Da parte de Portugal, segundo Jerónimo de Sousa, importa que o Governo assuma o "enfrentamento dos interesses e objetivos da União Europeia e de todos quantos especulam" com a dívida pública nacional.

 

"Sem prejuízo da concretização de micro soluções como aquelas que PS e BE avançam – manifestamente insuficientes e limitadas – o que se impõe é uma efetiva renegociação que assegure a redução do montante da dívida e do volume do serviço da dívida", disse, em Coimbra, num almoço de militantes e simpatizantes em que foram apresentados os primeiros candidatos da CDU à Câmara e Assembleia Municipal locais.

 

O serviço da dívida "consome hoje 8.000 milhões de euros", que são "retirados à resposta aos problemas nacionais, designadamente ao investimento", sendo preciso baixar o montante da dívida "em termos sustentáveis e compatíveis com o desenvolvimento e as necessidades do país", preconizou o líder comunista.

 

Importa, na sua opinião, promover "uma política em rutura com as receitas e caminhos que afundaram o país" e que afirme, também, a sua soberania "e o liberte dos constrangimentos internos e externos que sufocam e bloqueiam o seu desenvolvimento, desde logo a renegociação da dívida, mas também das imposições" da UE e do euro.

 

Por isso, o PCP tem vindo a propor "uma renegociação da dívida nos seus montantes, prazos e juros como condição indispensável ao desenvolvimento soberano" de Portugal.

 

"Não é o caso da proposta avançada por PS e BE. Ela corresponde no fundamental às posições conhecidas do PS: uma resposta circunscrita a medidas de gestão corrente da dívida direta do Estado e outras dependentes na sua concretização das decisões da União Europeia", afirmou o secretário-geral do PCP, reafirmando a necessidade de "outra política ao serviço do povo" e do país.

 

Criticando o Programa de Estabilidade e o Programa Nacional de Reformas "que o Governo minoritário do PS agora aprovou", disse ser importante não omitir "os avanços conseguidos e valorizá-los".

 

"Mas não se pode deixar de constatar a existência de contradições e limitações decorrentes das opções políticas do Governo PS", as quais "têm reflexos cada vez mais evidentes nas decisões que se impunham para dar novos e mais decididos passos na reposição de direitos e rendimentos dos trabalhadores e das populações e para a concretização de novos avanços na solução dos problemas nacionais", sublinhou Jerónimo de Sousa.

 

Os primeiros candidatos da CDU aos órgãos municipais de Coimbra, nas autárquicas de 01 de outubro, são o atual vereador e professor Francisco Queirós e o deputado municipal Manuel Rocha, diretor do Conservatório de Música de Coimbra, respetivamente, que também intervieram na sessão.

 

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