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Seguro responde a Portas e diz que PS não está disponível para alterar Constituição

O secretário-geral do Partido Socialista não quis falar sobre a reforma do Estado porque “hoje é dia para discutir o Orçamento do Estado”. Contudo, António José Seguro acabou por adiantar que recusa alterar a Constituição, "designadamente com o intuito de desmantelar o Estado Social".

Correio da Manhã
31 de Outubro de 2013 às 14:19

“Hoje é para debater o Orçamento do Estado. Noutro dia, teremos tempo para falar sobre aquilo que o Governo chama de reforma do Estado”. A ideia de que esta quinta-feira não é para responder a questões sobre o guião da reforma do Estado, apresentado na véspera por Paulo Portas, foi repetida várias vezes por António José Seguro, quando falava aos jornalistas, à saída do debate parlamentar do Orçamento do Estado para 2014.

Apesar de dizer que haverá “oportunidade” de falar sobre o tema noutra altura, o secretário-geral do maior partido da oposição acabou por responder a questões que tocam nessa reforma do Estado.

“A nossa posição é muito clara: o PS não está disponível para alterar a Constituição, designadamente com o objectivo muito simples [deste guião], que é desmantelar o Estado Social”, declarou Seguro. “Não estamos disponíveis para isso, já o dissemos várias vezes”. No documento, o Governo convida os partidos políticos e os parceiros sociais a participar no debate de reforma do Estado que passa, também, por uma revisão constitucional.

Sobre a possibilidade de se sentar com Passos Coelho para discutir este tema, António José Seguro afirmou que não sentia necessidade disso, adiantando que o fazia nos debates parlamentares.

Dando a entender que não considera as 112 páginas de guião de reforma do Estado como uma efectiva reforma do Estado, o líder socialista também acrescentou que o que consta do documento são propostas de “cortes”.

António José Seguro criticou ainda o primeiro-ministro por se centrar no discurso de que é necessário que a troika saia do País em Junho do próximo ano, como previsto no programa de ajustamento económico e financeiro. “O Governo cria a ilusão de que a troika, indo embora, leva os problemas com ela. Não é verdade. Hoje, os problemas do País, a começar pela elevada taxa de desemprego, são muito maiores do que há dois anos”, concluiu.

O líder do maior partido da oposição não respondeu às perguntas dos jornalistas sobre a ausência da tomada de posse de António Costa como presidente da Câmara Municipal de Lisboa e do lançamento do livro de José Sócrates, eventos da semana passada.

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