Passos Coelho e PSD convidam PS a discutir reforma do Estado
Luís Montenegro, líder da bancada parlamentar do PSD, convidou o Partido Socialista a discutir a reforma do Estado, admitindo que o guião apresentado por Paulo Portas é um documento para discussão, melhoria e até para crítica. Passos Coelho também deixou esse convite, agora que "já ficamos com as dores todas".
Pedro Passos Coelho e o PSD, pela voz do líder da bancada do partido, Luís Montenegro, voltaram a convidar o PS para discutir a reforma do Estado.
O primeiro-ministro lembrou que há um ano fez o convite ao PS de discutir o refundar do Estado. "Não foi possível durante todo este tempo", já que para Passos Coelho o PS teve "medo de ficar associado aos cortes". Mas, acrescentou, agora, "como já ficamos com as dores todas talvez o PS queira dar o seu contributo para a reforma do Estado", que, segundo o primeiro-ministro é "um processo contínuo e não fechado no tempo".
Até porque, lembrou o primeiro-ministro, apesar de haver medidas que tiveram de ser aceleradas e comprimidas numa única legislatura, há outras acções que terão de ser feitas em duas legislaturas.
"Até por isso é importante que os partidos, em particular o PS, dessem o seu contributo para essa reforma". É que "a reforma do Estado dá sustentabilidade a todo o sacrifício que o país fez".
Passos Coelho falava em resposta à intervenção do líder da bancada parlamentar do PSD, Luís Montenegro, que também convidou o PS a juntar-se à discussão na reforma do Estado. Aliás, o deputado social-democrata levou, para mostrar, o guião de Paulo Portas – "que foi logo desdenhado pelo PS" -, tendo depois mostrado o que considerou ser a proposta do PS para a reforma do Estado: uma folha em branco.
Quando ao guião de Paulo Portas, "admitimos que é um documento aberto, que chame à reflexão os partidos, que possa ser melhorado, complementado, até criticado", mas é "um ponto de partida de discussão para o futuro".
Por isso, "quero, nesta ocasião, com toda humildade democrática convidar o PS a entrar neste debate", convidando o PS a escolher os deputados para que a comissão parlamentar sobre a reforma do Estado possa avançar. "Estamos sempre disponíveis para dialogar, para discutir o futuro do nosso país".