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Ministra mostrou "grande receptividade" às propostas dos sindicatos da polícia

A ministra da Administração Interna e a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) concordaram hoje em "pontos fundamentais" para o estatuto da PSP e agendaram uma reunião final para 5 de Junho.

Negócios com Lusa 28 de Maio de 2015 às 22:43
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Depois de uma reunião considerada "importante e decisiva", e que durou quase a tarde toda, o presidente da ASPP/PSP, Paulo Rodrigues (na foto), disse à Lusa que mesmo assim não foram abordados todos os temas mas que foram debatidos dos mais importantes e que tiveram "grande receptividade" da ministra.

 

Uma das propostas que a estrutura sindical apresentou, no âmbito do processo de alteração do estatuto profissional, foi a da aposentação aos 60 anos, sem cortes, e a passagem à pré-aposentação de forma automática (agora depende de parecer), algo a que a ministra da Administração Interna, Anabela Rodrigues, foi receptiva, disse o dirigente.

 

"Era um dos problemas de âmbito socioprofissional mas também de funcionamento da própria PSP, tendo em conta o envelhecimento do efectivo, e esse problema de alguma forma ficará resolvido, porque aos 55 anos e 36 de trabalho, o elemento pode passar à pré-aposentação", disse Paulo Rodrigues.

 

O "Diário de Notícias" tinha noticiado esta quinta-feira que os polícias deverão manter direito a 36 horas semanais de trabalho, pelo menos 25 dias de férias, reforma aos 60 anos e pré-reforma aos 55, e ter o subsídio de fardamento integrado no salário. 

 

O jornal tinha adiantado que a ministra da Administração Interna foi obrigada a recuar nas suas intenções por Pedro Passos Coelho, que quer, "a todo o custo", evitar conflitos com aquele corpo da administração pública.

 

Outra das propostas da ASP/PSP e à qual a ministra também foi receptiva, disse Paulo Rodrigues, é a da valorização da experiência profissional na progressão na carreira, algo que não tem acontecido e que é uma "das grandes injustiças", que prejudicava a estabilidade e até aumentava a conflitualidade interna, disse.

 

Nas palavras do responsável, à Lusa, a ministra também foi receptiva à proposta das 36 horas de trabalho, ficando por discutir, no próximo dia 05, questões como os dias de férias ou a tabela remuneratória.

 

"Da parte da ministra houve grande receptividade às nossas propostas, o que nos satisfaz, até porque estávamos neste processo de forma céptica", disse Paulo Rodrigues à Lusa, acrescentando que, se a próxima reunião também decorrer da mesma forma, em meados do próximo mês o processo pode estar completo e haver condições para aprovar o estatuto da PSP.

 

Em Março, o Ministério tinha apresentado uma proposta de alteração ao estatuto que gerou descontentamento entre os polícias, tendo os sindicatos apresentado contrapropostas, que estão agora a ser debatidas. 

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