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Nova proposta deve "valorizar toda a tabela remuneratória" da Função Pública, diz o STE

Helena Rodrigues confirma que o Governo conta apresentar uma nova proposta sobre os aumentos salariais da Função Pública na sexta-feira e diz que espera que todos os aumentos ao longo da tabela remuneratória sejam reforçados.

Maria Helena Rodrigues STE
Maria Helena Rodrigues STE Sérgio Lemos
04 de Outubro de 2023 às 12:35

A proposta que o Governo vai apresentar aos sindicatos da Função Pública na sexta-feira deve valorizar "toda a tabela remuneratória", e não apenas a base, defende o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE).

"Estamos à espera da proposta que vai apresentar mas para nós ficou claro que tem de ser assim", disse aos jornalistas a presidente da frente sindical liderada pelo Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), Helena Rodrigues, que propõe aumentos mínimos de 5% para todos. "Tem de ser para toda a tabela remuneratória".

"Se houver uma atualização da base e ela já está hoje, 9 euros - que é pouco - acima do salário mínimo ela vai continuar, mas o que queremos é uma atualização igual para todos, para os outros também".

O acordo assinado em concertação social previa que o salário mínimo subisse de 760 euros para 810 euros este ano, mas o primeiro-ministro admitiu na segunda-feira que fique acima do valor previsto.

A primeira proposta apresentada pelo Governo para a Função Pública prevê que a base remuneratória suba dos atuais 796,2 euros para cerca de 821 euros, mas o Governo disse esta quarta-feira aos sindicatos que vai rever estes valores.

A Fesap conta, pelo menos, com uma revisão dos valores mais baixos, mas o STE conta com uma revisão de toda a tabela.

A proposta do Governo prevê aumentos salariais de 52 euros com um mínimo de 2%, em linha com o que está no acordo assinado com os sindicatos da UGT.

Isto implicaria que os salários subissem entre 6,8% e 2%, numa estrutura decrescente que só cobrira a inflação prevista para este ano (acima de 5%) no caso de salários de cerca de mil euros.

Quando apresentou a primeira proposta, na semana passada, a secretária de Estado da Administração Pública, Inês Ramires, não explicou qual a despesa associada, mas relacionou os valores apresentados com o referencial do acordo de rendimentos assinado em concertação social, de 4,8%, referencial esse que também está em negociação.

Já a Frente Comum protesta contra o facto de os aumentos da Função Pública estarem dependentes do que é negociado com as confederações patronais com assento em concertação social.

"Perversão completa" das negociações, acusa Frente Comum

"O Governo assume que a concertação social é um sítio onde se discutem coisas que influenciam a administração pública. Isto é uma perversão completa deste processo negocial que decorre aqui. Os patrões do setor privado não têm rigorosamente nada a ver com a base remuneratória da administração pública", sustenta."Quem define os salários na administração pública é o Governo, não a concertação social".

Sebastião Santana, coordenador da estrutura da CGTP que defende, como a CGTP, aumentos de 15% (com um mínimo de 150 euros) sublinha que o Estado tem margem financeira para reforçar os aumentos.

"Estamos com uma desvalorização salarial muito superior a 20% nos últimos anos. A proposta que o Governo tem em cima da mesa é miserabilista, resulta de uma assinatura de um acordo que não foi subscrito pela Frente Comum (…), havendo um excedente orçamental superior a 2.600 milhões de euros até agosto, falta ver como é fica no final do ano, o que se exige é investimento pública e melhoria dos serviços públicos".

A estrutura da CGTP admite avançar para ações de protesto.

Notícia atualizada pelas 13:14 com as declarações de Sebastião Santana, da Frente Comum.

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