“Joint-venture” com a Moeve permite “criar grande grupo europeu na Península Ibérica”, diz Paula Amorim
Paula Amorim diz que as parcerias da Galp “com operadores altamente credíveis”, como é a Moeve, têm demonstrado “consistentemente capacidade na criação de valor”. Junção de negócios de refinação e distribuição pode “impulsionar um crescimento sustentável”.
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A Galp e a Moeve estão a arrancar negociações para fundirem as operações de “downstream”, tanto dos negócios de refinação como da distribuição de combustíveis. São os primeiros passos de uma estratégia que, diz Paula Amorim, permite à Galp a flexibilidade para suportar um “crescimento sustentável e gerador de valor”, assim como a “oportunidade de criar um grande grupo europeu na Península Ibérica”.
“Estou extremamente confiante por termos alcançado este acordo preliminar” com a Moeve, diz a presidente da Galp, salientando que “a visão de crescimento da Galp sempre se pautou por parcerias com operadores altamente credíveis, que demonstraram consistentemente capacidade na criação de valor”.
Estas negociações, com vista à junção dos negócios de refinação e distribuição de combustíveis, poderão, caso sejam bem-sucedidas, “agregar as capacidades e a experiência complementares da Galp e da Moeve nas operações de ‘downstream’”. E desta forma, nota Paula Amorim, líder do grupo Amorim, “temos a oportunidade de criar grandes grupos europeus na Península Ibérica”.
Presidente da Galp
Ao juntarem estes negócios, que representam cerca de 30% das operações da Galp, sendo os outros 70% o “upstream”, cada um beneficia “de maior foco, alocação de capital ajustada e flexibilidade essencial para impulsionar um crescimento sustentável e gerador de valor”, acrescenta a presidente.
Comentando esta potencial junção, por Maarten Wetselaar, CEO da Moeve, salienta este mesmo ponto: “o investimento disciplinado, a inovação tecnológica e as parcerias de longo prazo são essenciais para garantir que a transição energética se traduza em negócios prósperos e preparados para o futuro na região”.
Paula Amorim diz acreditar “firmemente que esta oportunidade reforça a nossa capacidade de apoiar e promover uma transição energética justa, capaz de endereçar a evolução das necessidades do mercado e de assegurar um fornecimento de energia seguro e responsável à Península Ibérica”.
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