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Taxa de inflação ultrapassa reforço salarial previsto para a função pública em 2023

Margem orçamental prevista para aumentos salariais em 2022 e 2023 é de 1,8%, segundo o Programa de Estabilidade. A taxa de inflação prevista para 2022 é de 2,9%.

Fernando Medina, que toma posse como ministro das Finanças esta quarta-feira, já tem vários compromissos deixados pelo antecessor.
Mariline Alves
Negócios jng@negocios.pt 01 de Abril de 2022 às 08:57
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Apesar do reforço de 200 milhões de euros para os salários da função pública, inscritos no Programa de Estabilidade e previstos para este ano e para 2023, o valor da subida nos salários não é suficiente para que, no próximo ano, seja igual à taxa de inflação, prevista pelo Executivo.


Os cálculos são apresentados hoje pelo Público que refere ainda que quando o anterior Governo negociou com os sindicatos os aumentos salariais para este ano, foi adotada a regra que a subida dos rendimentos dos trabalhadores do Estado teria de ser idêntica à taxa média de inflação registada em Novembro do ano anterior. Foi a partir desta nova regra que se chegou aos 0,9% previstos para a atualização salarial em 2022, prevista no OE chumbado pela Parlamento, que teria um impacto de 220 milhões de euros.    


Agora, numa altura em que as pressões inflacionistas se agravaram ainda mais por causa da guerra na Ucrânia, as contas foram revistas. No Programa de Estabilidade 2022-2026, entregue no Parlamento no início desta semana ainda pela equipa de João Leão, os aumentos previstos para os salários da função pública são maiores, tanto para 2022 como para 2023.


Mas, no mesmo Programa de Estabilidade, está definida uma margem orçamental para aumentos salariais na ordem dos 1,8%, sendo que a taxa de inflação prevista para este ano é de 2,9%.

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