"Benchmark" europeu fixa novo recorde. Novo Nordisk disparou quase 10%
Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta terça-feira.
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"Benchmark" europeu fixa novo recorde. Novo Nordisk disparou quase 10%
O “benchmark” do Velho Continente atingiu nesta terça-feira um novo máximo histórico e de fecho, num dia em que a grande maioria dos índices terminou a sessão no verde, com os investidores a seguirem de perto novos dados económicos divulgados pelos EUA.
O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – avançou 0,34%, para os 588,73 pontos, fixando um novo máximo de fecho, depois de durante a sessão ter também atingido um novo recorde nos 589,47 pontos.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX ganhou 0,23%, o espanhol IBEX 35 avançou 0,14%, o italiano FTSEMIB valorizou 0,03%, o francês CAC-40 recuou 0,21%, o britânico FTSE 100 subiu 0,24% e o neerlandês AEX cedeu 0,05%.
O índice de referência está agora a caminho de fechar um dos seus trimestres mais fortes dos últimos dois anos. Nesta medida, o Stoxx 600 está agora prestes a registar o seu sexto ganho mensal consecutivo, apoiado pelo crescimento económico que se tem registado a nível global. E olhando para o futuro próximo, Alberto Tocchio, gestor na Kairos Partners, disse à Bloomberg que as perspetivas para as ações europeias em 2026 “parecem mais construtivas”. “As medidas orçamentais estão a reacender o interesse dos investidores e a confiança das empresas”, referiu Tocchio.
Durante a sessão de hoje, os volumes de negociação entre os índices europeus foram 40% inferiores à média dos últimos 30 dias, de acordo com dados compilados pela agência de notícias financeiras.
Entre os setores, o da saúde (+1,40%) e o dos recursos naturais (+1,10%) registaram os maiores ganhos. A impulsionar o setor da saúde esteve a subida de quase 10% da Novo Nordisk depois de a farmacêutica ter recebido "luz verde" para vender uma versão em comprimido do medicamento de sucesso para a obesidade, o Wegovy, nos EUA. As vendas arrancam já em janeiro e a empresa promete fazer frente à rival norte-americana Eli Lilly. Por outro lado, o setor automóvel (-0,42%) e o dos alimentos (-0,37%) lideraram as perdas.
Juros aliviam em toda a linha na Zona Euro
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro registaram alívios em toda a linha na sessão de hoje, num dia em que a grande maioria dos índices europeus fechou o dia com ganhos.
Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, aliviaram 3,6 pontos base para 2,860%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade caiu 5,1 pontos para 35595%. Já em Itália, os juros recuaram 4,9 pontos para os 3,547%.
Pela Península Ibéria, registou-se a mesma tendência, com a "yield" das obrigações portuguesas a dez anos a recuar 4,3 pontos base para 3,144% e as espanholas a caírem 4,6 pontos para 3,284%.
Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas, também a dez anos, aliviaram 2,7 pontos base, para 4,507%.
Iene ganha terreno à espera de intervenção de Tóquio no mercado cambial
O iene segue a ganhar terreno face ao dólar nesta terça-feira, depois de autoridades japonesas terem emitido um alerta esta madrugada de que a ministra das Finanças tem "carta branca" para poder intervir no mercado cambial de forma a valorizar a moeda nacional, que negociava ontem perto de mínimos em relação a outras divisas - mesmo depois de o Banco do Japão ter subido as taxas de juro para máximos de três décadas na sexta-feira.
A esta hora, o dólar perde 0,51%, para os 156,250 ienes.
Já pelos EUA, o crescimento económico registado no terceiro trimestre deste ano segue a reduzir as apostas de que a Fed irá voltar a flexibilizar as taxas diretoras na sua reunião de janeiro. O índice do dólar - que mede a força da “nota verde” face às principais concorrentes – recua 0,23%, para os 98,059 pontos.
A libra, por sua vez, segue a negociar com ganhos e avança 0,13%, para os 1,348 dólares. Ainda pela Europa, a moeda única valoriza 0,04%, para os 1,177 dólares.
Ouro e prata somam ganhos e voltam a aproximar-se de novo recorde
Depois de ter batido sucessivos máximos históricos entre a sessão de ontem e hoje, os preços do ouro seguem a negociar com ganhos ligeiros, depois de alguns “traders” terem aproveitado para retirar mais-valias, após a divulgação de dados económicos dos EUA terem reduzido as apostas entre os investidores de que a Fed irá cortar os juros na sua reunião de janeiro.
Após ter chegado a perder terreno esta tarde, o metal amarelo avança agora 0,16%, para os 4.450,850 dólares por onça.
A prata, por sua vez, segue o mesmo caminho após ter hoje atingido um novo recorde acima dos 70 dólares por onça. O metal branco ganha neste momento 0,61%, para os 69,459 dólares por onça.
O ouro já valorizou mais de 70% desde janeiro, marcando o seu maior aumento anual desde 1979. Já a prata subiu 141% no acumulado do ano.
O cobre, por sua vez, segue a subir 0,68%, para os 554,70 dólares por libra-peso no mercado de Nova Iorque, depois de ter registado um novo marco, ao superar a "barreira psicológica" dos 12 mil dólares por tonelada em Londres, nos contratos para entrega a três meses (março de 2026). O "metal vermelho" chegou a subir cerca de 1% esta manhã para 12.044 dólares por tonelada.
Já a platina avança 4,83%, para os 2.233,41 dólares por onça e o paládio escala 5,04%, para os 1.868,4 dólares por onça.
Petróleo recua ligeiramente com "traders" atentos a tensões geopolíticas
Os preços do petróleo negoceiam com perdas pouco expressivas nesta terça-feira, à medida que os “traders” se focam no escalar das tensões entre os EUA e a Venezuela, mas também nos desenvolvimentos em torno das negociações para pôr fim à guerra na Ucrânia.
O WTI - de referência para os EUA – cede 0,31%, para os 57,83 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – segue a desvalorizar 0,37% para os 61,82 dólares por barril.
O crude segue assim sem grandes alterações, com as potenciais vendas de petróleo venezuelano apreendido pelos EUA a pesarem contra receios de uma possível interrupção no abastecimento de “ouro negro”, após terem sido registados novos ataques ucranianos a navios russos. Os preços do petróleo subiram mais de 2% na segunda-feira, com o Brent a registar a sua maior valorização diária em cerca de dois meses.
“O mercado parece estar a debater-se entre os fatores pessimistas de excesso de oferta e as últimas preocupações com o abastecimento devido ao bloqueio dos EUA [à Venezuela], que reduziu os carregamentos e as exportações venezuelanas, bem como aos ataques da Rússia e da Ucrânia a navios e portos na segunda-feira à noite”, disse à Reuters Janiv Shah, analista da Rystad.
Wall Street arranca sem rumo com dados do PIB a afastar corte de juros em janeiro
Os principais índices norte-americanos negoceiam com uma maioria de perdas contidas, à medida que os investidores analisam a divulgação de importantes dados económicos.
O “benchmark” S&P 500 desliza ligeiros 0,01%, para os 6.877,95. Já o Nasdaq Composite avança 0,02%, para os 23.432,66 pontos. O Dow Jones, por sua vez, desvaloriza 0,19% para os 48.269,80.
Após três sessões consecutivas de ganhos que puseram o S&P 500 à beira de atingir um novo recorde, os dados mais recentes mostram que a economia dos EUA cresceu ao ritmo mais rápido em dois anos, levando os investidores a apostar que a Fed irá interromper o ciclo de flexibilização da política monetária em janeiro.
A economia dos EUA cresceu 4,3% no terceiro trimestre, um ponto percentual acima do consenso dos economistas, que apontavam para uma expansão do produto interno bruto (PIB) de 3,3%, segundo dados divulgados esta terça-feira pelo Bureau of Economic Analysis.
Já no que toca às “big tech”, “embora as ações de tecnologia tenham estado voláteis nos últimos meses, há poucos motivos para duvidar da capacidade de resistência e liderança da tecnologia neste mercado, especialmente para 2026”, disse à Bloomberg Paul Stanley, da Granite Bay Wealth Management. O especialista refere que as avaliações no setor tecnológico são elevadas, mas que algumas das “Sete Magníficas” tiveram um desempenho inferior ao do S&P 500 este ano. Isto, diz Paul Stanley, sugere que ainda há espaço para estas cotadas crescerem.
Entre os movimentos do mercado, a Johnson & Johnson segue a perder mais de 1%, depois de a empresa ter sido condenada a pagar cerca de 1,56 mil milhões de dólares a uma mulher que alegou que o pó de talco para bebés da marca lhe terá causado cancro.
Prata bate recorde e ultrapassa os 70 dólares por onça
A prata bateu um novo recorde histórico e atingiu esta terça-feira os 70 dólares por onça, segundo dados da Bloomberg.
Cerca das 13:11 horas de Lisboa, a onça de prata era negociada a 70,294 dólares (cerca de 59,9 euros), tendo subido cerca de 1,7 dólares desde a abertura.
A prata já subiu cerca de 144% este ano liderando a tendência de valorização dos metais preciosos, numa sequência de descidas das taxas de juro e escassez do metal.
Cobre ultrapassa a barreira dos 12 mil dólares por tonelada pela primeira vez
O cobre acaba de registar um novo marco, ao superar a "barreira psicológica" dos 12 mil dólares por tonelada em Londres, nos contratos para entrega a três meses (março de 2026). O "metal vermelho" chegou a subir cerca de 1% esta manhã para 12.044 dólares por tonelada.
A dar força à negociação estão as paralisações em minas, bem como perturbações no comércio - consequência da ameaça da imposição de tarifas sobre este metal pelo Presidente dos EUA, Donald Trump.
Com uma valorização de 36% desde o início do ano, o metal industrial encaminha-se para o maior ganho anual desde 2009.
Novo Nordisk recebe luz verde dos EUA para vender Wegovy
A Food and Drug Administration (FDA) dos EUA aprovou esta terça-feira a venda do medicamento Wegovy em versão comprimido da farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk em terras norte-americanas. A empresa afirmou que solicitou ainda a aprovação para a venda na Europa e em outras partes do mundo no segundo semestre de 2025.
O Wegovy, usado para lutar contra a obesidade a longo prazo, começará a ser vendido nos EUA já em janeiro.
Taxas Euribor descem a três, a seis e a 12 meses
A taxa Euribor desceu esta terça-feira a três, a seis e a 12 meses em relação a segunda-feira.
Com estas alterações, a taxa a três meses, que recuou para 2,018%, permaneceu abaixo das taxas a seis (2,131%) e a 12 meses (2,265%).
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, baixou, ao ser fixada em 2,131%, menos 0,003 pontos do que na segunda-feira.
Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a outubro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,5% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.
Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,75% e 25,25%, respetivamente.
No prazo de 12 meses, a taxa Euribor também caiu, para 2,265%, menos 0,004 pontos do que na segunda-feira.
No mesmo sentido, a Euribor a três meses desceu, para 2,018%, menos 0,004 pontos do que na segunda-feira.
Na passada quinta-feira, o Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas diretoras, de novo, pela quarta reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou este ciclo de cortes em junho de 2024.
A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 04 e 05 de fevereiro de 2026, em Frankfurt, Alemanha.
Em relação à média mensal da Euribor de novembro esta subiu de novo nos três prazos, mas de forma mais acentuada do que no mês anterior e nos prazos mais longos.
A média da Euribor em novembro subiu 0,008 pontos para 2,042% a três meses. Já a seis e a 12 meses, a Euribor avançou 0,0024 pontos para 2,131% e 0,030 pontos para 2,217%.
As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.
Stoxx 600 renova máximo histórico à boleia do setor da saúde
As bolsas europeias estão a negociar sem rumo definido, ainda que o índice de referência para o bloco tenha batido máximos históricos esta manhã, numa altura em que o setor da saúde impulsiona o sentimento dos investidores na reta final do ano.
Este será o terceiro ano consecutivo de ganhos para a Europa. O Stoxx 600 também encaminha-se para terminar um dos trimestres mais fortes em dois anos, numa altura em que as ações beneficiam das descidas das taxas de juro pelos bancos centrais e do otimismo em relação ao crescimento das economias europeias e americana.
A perspetiva das ações europeias para 2026, para o gestor Alberto Tocchio, da Kairos Partners, “parece mais construtiva”, também porque as medidas fiscais dos países estão a reacender o interesse dos investidores e a confiança das empresas - que focam cada vez mais os seus negócios na inteligência artificial.
Esta terça-feira, o "benchmark" do bloco, o Stoxx 600, valorizava 0,32% para 588,62 pontos, um novo recorde, com o setor da saúde a saltar mais de 1%. Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX soma 0,14%, o espanhol IBEX 35 cede 0,18%, o italiano FTSEMIB desvaloriza 0,03%, o francês CAC-40 perde 0,19%, o britânico FTSE 100 sobe 0,1%, e o neerlandês AEX soma 0,04%.
O otimismo surge sobretudo à boleia das ações de uma das cotadas mais valiosas do bloco, a Novo Nordisk. A farmacêutica salta 7,25% após ter recebido "luz verde" para vender uma versão em comprimido do medicamento de sucesso para a obesidade, o Wegovy, nos EUA. As vendas arrancam já em janeiro e a empresa promete fazer frente à rival americana Eli Lilly.
"A competição que impulsiona ambas as empresas a oferecerem resultados para o consumidor é fantástica e será um impulso para a Novo Nordisk, que realmente teve dificuldades no último ano. A empresa precisava de apresentar bons resultados aos investidores", disse Danni Hewson, da AJ Bell, à Reuters.
Na segunda-feira, a China anunciou que irá impor tarifas provisórias de até 42,7% sobre as importações de laticínios da União Europeia. A medida está a ser vista como uma retaliação às tarifas impostas pelo bloco aos veículos elétricos.
"A renovação das tensões comerciais com a China pode comprometer o pouco otimismo que ainda resta em relação ao crescimento europeu", disse Ipek Ozkardeskaya, analista do Swissquote Bank.
Iene valoriza com possível intervenção de Tóquio. Dólar em queda
O iene japonês está a valorizar esta manhã face às restantes divisas, numa altura em que o dólar americano também cede pelo segundo dia consecutiv. As autoridades nipónicas emitiram um alerta esta madrugada de que a ministra das Finanças tem "carta branca" para poder intervir no mercado cambial de forma a valorizar a moeda nacional, que negociava ontem perto de mínimos em relação a outras divisas - mesmo depois de o Banco do Japão ter subido as taxas de juro para máximos de três décadas na sexta-feira.
A ameaça de intervenção está a manter os investidores pessimistas em relação ao iene sob controlo por enquanto, embora a fraqueza da moeda no curto prazo possa persistir, dizem os analistas da Reuters, já que o tom cauteloso do banco central na semana passada indicou um ritmo lento de aumentos nas taxas de juros no próximo ano.
Matt Simpson, analista de mercado da StoneX, disse à agência que, se as autoridades japonesas têm alguma intenção de intervir, "o período de baixa liquidez entre o Natal e o Ano Novo seria o mais vantajoso para o iene", apesar de não achar a intervenção necessária.
Neste contexto, o dólar cai 0,71% para 155,94 ienes e o euro cede 0,54% para 183,69 ienes. Já a moeda única sobe 0,18% para 1,1783 dólares. O índice do dólar da DXY tomba 0,33% para 97,957 pontos, numa altura em que o apetite por ativos risco continuou a melhorar no final do ano. O índice caminha para uma queda de 1,4% no mês e de 9,6% no ano, a maior queda anual desde 2017.
“É um ambiente de negociação leve antes do Natal, mas agora o caminho é para uma continuação da fraqueza do dólar”, disse Rodrigo Catril, estratega de câmbio do National Australia Bank.
Os investidores estarão de olho nos dados do PIB dos EUA, divulgados ainda esta terça-feira. O relatório foi adiado devido à paralisação do governo, que durou 43 dias, estando agora desatualizados. Assim, é improvável que os mercados sejam influenciados pelos dados.
Juros das dívidas europeias aliviam perante incerteza geopolítica
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a agravar nesta terça-feira, num dia em que os investidores estão mais apostados em ativos considerados como refúgio (casos do ouro e das obrigações), dada a incerteza geopolítica com o escalar da tensão entre os EUA e a Venezuela, e com os americanos a apontarem novamente baterias à Gronelândia.
As obrigações alemãs a dez anos, tidas como referência para o contexto europeu, estão a ceder 2,4 pontos-base para uma taxa de 2,872%.
Já em França, a descida dos juros é mais expressiva, de 3,1 pontos-base, para 3,580%. Em Itália a descida é superior, de 3,6 pontos-base, para 3,560% de rendibilidade.
A "yield" das Obrigações do Tesouro portuguesas a 10 anos descem 3,2 pontos para 3,155%. Espanha acompanha a tendência, com os juros da dívida a 10 anos a descerem igualmente 3,2 pontos-base para 3,298%.
No Reino Unido, a rendibilidade das obrigações situa-se nos 4,511%, uma descida de 2,3 pontos-base. Nos EUA, as obrigações seguem também a aliviar 1,6 pontos-base para uma taxa de rendibilidade de 4,147%.
Ouro rasa a fasquia dos 4.500 dólares, batendo o 50.º recorde do ano
Mais um dia, mais um recorde para a negociação do ouro. Durante a sessão desta terça-feira, o metal amarelo negociou nos 4.497,55 dólares, ficando pela primeira vez muito próximo da barreira dos 4.500 dólares. O ouro já valorizou 71% no acumulado do ano e estabeleceu por 50 vezes um novo máximo de negociação, segundo dados da Bloomberg.
Nos últimos dias, a incerteza geopolítica em torno do braço de ferro que envolve os EUA e a Venezuela tem estado a dar força aos ativos-refúgio, como o ouro. E os investidores esperam também que a Reserva Federal (Fed) dos EUA volte a reduzir as taxas de juro em 2026, um cenário que dá força aos metais preciosos, por não renderem juros.
Às 08:45 horas, a negociação de ouro tinha recuado ligeiramente, para os 4.493,04 dólares por onça, mas representando ainda assim uma valorização de 1,11% face à sessão do dia anterior.
"As tensões entre os EUA e a Venezuela estão a manter o ouro no radar dos investidores como proteção conta a incerteza", analisou Tim Waterer, analista-chefe da empresa KCM Trade, citado pela agência Reuters.
"Estes desenvolvimentos, embora não desencadeiem movimentos claros de aversão ao risco, contribuem sem dúvida para a procura do ouro como um instrumento necessário de cobertura", comenta Ahmad Assiri, estratega da Pepperstone Group.
Ainda no mercado do ouro, destaque para o Ministério das Finanças da Tailândia, que está a ponderar colocar impostos e restrições relativas a algumas transações de ouro feitas online, enquanto o banco central local está a analisar a possibilidade de impor limites à negociação de barras de ouro.
Noutros metais, a prata avançou também para um novo máximo histórico de negociação, tocando nos 69,98 dólares por onça durante a sessão desta terça-feira. A esta hora, também já cedeu ligeiramente, valorizando 0,81% para os 69,60 dólares. Desde o início do ano, a prata já valorizou 140%.
Preços do petróleo seguem estáveis apesar da pressão americana à Venezuela
Os preços do petróleo negoceiam praticamente inalterados na manhã desta terça-feira, à medida que os investidores mantêm uma posição de "esperar para ver" sobre os dois grandes temas que têm dominado a atualidade do setor: o escalar das tensões entre os EUA e a Venezuela; e a negociação de um plano de paz entre a Ucrânia e a Rússia.
Os maiores desenvolvimentos chegam do lado do continente americano, com o Presidente dos EUA, Donald Trump, a manter a pressão sobre o congénere venezuelano, Nicolás Maduro. O líder americano considera que a demissão de Maduro seria "sensata" e confirmou que os EUA vão apoderar-se do petróleo dos navios apreendidos nas últimas semanas.
"Vamos ficar com ele [petróleo]. Podemos usá-lo para reservas estratégicas. Também vamos ficar com os navios", declarou.
Apesar da vigilância apertada dos EUA aos petroleiros venezuelanos, a agência de notícias Bloomberg revela que pelo menos uma dúzia de navios conseguiram fazer abastecimentos na Venezuela desde que os norte-americanos iniciaram uma monitorização das embarcações que entram em águas do país da América Latina.
Às 08:29 horas, o preço do Brent, o índice de referência para a Europa, negociava nos 62,10 dólares por barril, o que representava uma descida de 0,05%. Já o West Texas Intermediate (WTI), a referência americana, negociava nos 58,01 dólares, mantendo-se inalterado face à sessão anterior.
"Os mercados de petróleo estão a atravessar as últimas semanas de 2025 com os preços em grande medida contidos, refletindo um braço de ferro entre fundamentos persistentes e notícias ocasionalmente otimistas", considera Priyanka Sachdeva, analista na empresa Philip Nova, citada pela agência Reuters.
Ásia aproxima-se do final do ano com ganhos ligeiros. Iene recupera com possível intervenção
Com o "rally" do Pai Natal à porta, as bolsas asiáticas começam a entrar na corrida aos ganhos de final de ano e registaram mais valorizações (ainda que modestas) esta terça-feira, à exceção da bolsa de Hong Kong.
O iene continua no centro das atenções dos mercados. A divisa nipónica está a recuperar das quedas de ontem, isto depois de a Ministra das Finanças do país, Satsuki Katayama, ter dito que tem "carta branca" para intervir no mercado cambial contra as oscilações da moeda, que teima em não valorizar, mesmo depois de a subida dos juros pelo Banco do Japão. Já no ano passado, o Governo japonês gastou cerca de 100 mil milhões de dólares para sustentar o iene.
Além disso, o Goldman Sachs anunciou que planeia expandir as suas aquisições e investimentos no mercado de negócios empresariais do Japão na próxima década, em cerca de 800 mil milhões de ienes (5,1 mil milhões de dólares), o que ajudou a impulsionar o sentimento.
No Japão, o Topix subiu pelo terceiro dia consecutivo à boleia da banca, que espera um novo aumento das taxas de juro. O índice cresceu 0,53% para 3.423,25 pontos. O Nikkei 225 subiu ligeiros 0,021% para 50.412,87 pontos, limitado pela tomada de mais-valias também nas ações ligadas ao sistema financeiro.
Na China, o Shangai Composite ficou praticamente inalterado nos 3.919,98 pontos e o Hang Seng, em Hong Kong, perdeu 0,12% para 25.770,54 pontos. O sul-coreano somou 0,28% para 4.117,32 pontos e o taiwanês Taiex ganhou 0,57% para 28.310,47 pontos.
As ações asiáticas estiveram ainda a ser contagiadas pelo otimismo que surge nos EUA, onde o apetite pelas ações de tecnologia voltaram a dominar a negociação, aliadas à expectativa de corte de juros pela Reserva Federal no início do próximo ano. O otimismo entre os investidores ajudou o índice de referência norte-americano, o S&P 500, a apagar as perdas de dezembro nesta segunda-feira, encaminhando-o para o oitavo mês consecutivo de ganhos, o que marcaria a sequência mais longa de subidas desde 2018. O mercado estará agora atento se este otimismo vai ser levado para 2026.
"As ações estão a ser impulsionadas por uma combinação poderosa de lucros resilientes e uma crença crescente de que a política monetária (dos EUA) se tornará mais favorável”, disse Dilin Wu, estratega do Pepperstone Group, à Bloomberg. “Os mercados estão a prever cada vez mais um cenário de aterragem suave, em que o crescimento desacelera, mas evita a recessão, enquanto as expectativas de cortes nas taxas de juros da Reserva Federal em 2026 aliviaram as pressões sobre as avaliações e reavivaram o apetite por risco", acrescentou.
Pela Europa, o sentimento deverá ser também contido, com os futuros do Euro Stoxx 50 praticamente inalterados. Esta terça-feira serão conhecidos mais dados da maior economia do mundo, como os números da produção industrial de outubro, bem como as segundas estimativas, referentes ao terceiro trimestre, para o PIB e o PCE (índice de preços para despesas de consumo pessoal) – o indicador de inflação preferido da Fed -, que deverá dar mais clareza aos investidores sobre os próximos passos do banco central.
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