Preços da habitação disparam 17,6% em 2025. Aumento foi mais visível nas casas existentes
O preço das habitações continua a subir, ano após ano. Em 2025, o Índice de Preços da Habitação registou um aumento de 17,6% face aos dados registados em 2024, significando mais 8,5 pontos percentuais (p.p.) do que ano anterior, quando a aceleração já tinha sido de 9,1%. Verificou-se um aumento das transações no mercado habitacional, especialmente pelas famílias portuguesas.
Os dados anuais do índice de preços da habitação, divulgados nesta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), mostram que os preços das casas já existentes no mercado, ou seja, disponíveis no imediato, "aumentaram a um ritmo superior ao das habitações novas". Enquanto as casas novas assistiram a uma subida de 13,7%, os preços das casas já existentes dispararam 20,9%. Tal também foi verificado no preço médio anual, com as habitações existentes a verem o preço subir 18,9% e as novas a crescerem 14,2%.
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De facto, os dados do INE evidenciam que os preços da habitação estão em máximos desde 2021, com forte destaque para as habitações existentes no mercado.
Foram transacionadas 169.812 habitações, o número mais elevado da série, tendo totalizado 41,2 mil milhões de euros. Trata-se de aumentos homólogos de 8,6%, com o valor a crescer 21,7% em relação aos dados de 2024, acima do aumento de 20,8% que tinha sido então verificado. Isto significa que a procura pelo mercado de habitação tem vindo a aumentar nos últimos anos.
O INE detalha ainda que as vendas de habitações novas cresceram 5,3% para 33.567, com valores que ascenderam a 10,7 mil milhões de euros, num salto homólogo de 13%. Contudo, foi nas casas existentes que se observou o maior aumento: um salto de 9,5% nas vendas, para 136.245 casas, para um registo de 30,5 mil milhões de euros.
As famílias foram responsáveis por 148.632 transações de casas, "representando 87,5% do total das vendas, mais 1,4 p.p. relativamente ao ano anterior e o registo mais elevado desde 2019. O número de transações apurado corresponde a um aumento de 10,5% face a 2024. Em valor, as vendas às famílias cresceram 24,4%, para um total de 35,7 mil milhões de euros", lê-se no relatório anual do INE. Em 2025, cada alojamento adquirido pelas famílias teve um custo, em média, de 240.518 euros, um crescimento de 12,6% em relação a 2024.
Já as aquisições por compradores com domicílio fiscal fora do território nacional voltaram a cair, pelo terceiro ano consecutivo, na ordem dos 13,3%, num registo de 8.471 unidades. "De entre os compradores fora do território nacional, a categoria União Europeia contabilizou 4.416 alojamentos (-9,6% que em 2024), acima do registo observado nos restantes países, 4.055 alojamentos (-17,1% face a 2024)", destaca o organismo estatístico.
Em termos geográficos, a Grande Lisboa concentrou 30,1% do valor das transações de alojamentos em 2025, ainda que tenha sido a "região com o maior decréscimo na respetiva quota relativa face a 2024 (-2,1 p.p.)". A Grande Lisboa registou 31.762 vendas, na ordem dos 12,4 mil milhões de euros.
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Foram as regiões Centro (27.467) e Oeste e Vale do Tejo (16.115) que representaram, no seu conjunto, 25,7% do total das transações no ano passado, com vendas de 3,9 mil milhões de euros e de 2,9 mil milhões, respetivamente. No Norte foram contabilizados 10,5 mil milhões de euros em vendas de habitações, mais 0,8 p.p. do que em 2024. Já a Península de Setúbal registou vendas de 4,2 mil milhões de euros.
"Com exceção da Região Autónoma dos Açores e da Região Autónoma da Madeira, nas demais regiões registaram-se aumentos do número e do valor das transações de alojamentos relativamente ao ano anterior. As regiões com os crescimentos mais expressivos foram o Alentejo e o Oeste e Vale do Tejo, com taxas de variação de 12,7% e 12%, respetivamente, no número e de 27,3% e 32,3%, pela mesma ordem, no valor. Igualmente com crescimentos do número e do valor das transações superiores ao registo médio nacional, cotaram-se o Algarve, Centro, Península de Setúbal e Norte, com aumentos do número de vendas entre os 9,3% e os 11,6% e, em valor, compreendidos entre os 24,0% e 29,4%. No ano em análise, a Região Autónoma da Madeira foi a única região a apresentar uma redução homóloga simultaneamente no número e no valor de transações de alojamentos, -13,5% e -5,6%, respetivamente", indica o documento elaborado pelo INE.
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