Petróleo cede terreno mas mantém-se acima dos 100 dólares. SoftBank dispara 18% na Ásia
Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta quinta-feira.
Ouro avança pela terceira sessão consecutiva com dólar mais fraco
O ouro está a negociar com valorizações pela terceira sessão consecutiva, depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter dado a entender que poderá ser alcançado um acordo de paz com o Irão, o que está a alimentar uma queda do dólar e do crude, à medida que as preocupações com a inflação diminuem ligeiramente.
A esta hora, o ouro soma 1,10%, para os 4.742,780 dólares por onça, após ter avançado mais de 3% na sessão de quarta-feira, atingindo o seu nível mais alto desde 27 de abril. No que toca à prata, o metal precioso ganha 2,83%, para os 79,56 dólares por onça.
Uma queda do dólar está a impulsionar o apetite dos investidores pelo metal amarelo, que fica assim mais barato para detentores de outras divisas, à medida que a “nota verde” oscila perto de mínimos de mais de três meses atingidos na sessão anterior.
Os preços do ouro já caíram mais de 10% desde o início da guerra, no final de fevereiro, pressionados pelos preços mais elevados do petróleo.
Os investidores aguardam agora pela divulgação do relatório mensal de emprego dos EUA, conhecido na sexta-feira, para ver se a economia norte-americana continua suficientemente resiliente para manter a política monetária da Reserva Federal inalterada.
Crude desliza com Brent ligeiramente acima dos 100 dólares por barril
Os preços do petróleo negoceiam com ligeiras desvalorizações nesta quinta-feira ainda que estejam a oscilar entre avanços e recuos, já depois das fortes quedas registadas durante o dia de ontem, à medida que os “traders” avaliam as perspetivas de sucesso de um acordo de paz entre os Estados Unidos (EUA) e o Irão, depois de Donald Trump ter ontem sinalizado que ambas as partes poderão estar próximas de um entendimento.
Nesta medida, o Brent – de referência para a Europa –, cede 0,44%, para os 100,82 dólares por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – recua 0,46% para os 94,64 dólares por barril. Ambos os preços de referência caíram cerca de 7% na sessão de quarta-feira, atingindo mínimos de duas semanas devido ao otimismo em relação a um possível fim da guerra no Médio Oriente.
Noutras matérias-primas, o preço do gás natural de referência para a Europa soma 1,52%, para os 44,57 euros por megawatt-hora.
E apesar de os mediadores paquistaneses terem afirmado que se estava perto de um acordo sobre um memorando de uma página que poria formalmente fim ao conflito, a incerteza mantém-se e os “traders” estão a abster-se de fazer grandes apostas, já que mesmo que a guerra termine, o restaurar dos fluxos de matérias-primas, como o gás natural e o crude, através do estreito de Ormuz poderá ainda ser demorado.
Assim, mesmo que se chegue a um acordo de paz, prevê-se que a oferta de petróleo diminua ainda mais nas próximas semanas, uma vez que levará tempo até que os embarques de petróleo do golfo sejam retomados e cheguem às refinarias em todo o mundo — pelo que as empresas petrolíferas continuarão a esvaziar os tanques de armazenamento para satisfazer a procura de pico do verão.
Noutros pontos, os “stocks” de crude e combustíveis dos EUA continuaram a diminuir na semana passada, à medida que os países procuravam compensar as perturbações no abastecimento causadas pela crise no Médio Oriente, informou a Administração de Informação Energética na quarta-feira. Os “stocks” de crude norte-americanos caíram em 2,3 milhões de barris, para 457,2 milhões de barris na semana passada.
Tecnológicas e possível fim da guerra no golfo levam Ásia a novos máximos. SoftBank dispara 18%
Os principais índices asiáticos fecharam em alta, seguindo o movimento registado durante a sessão de ontem em Wall Street, impulsionados por uma forte recuperação das cotadas japonesas, com os índices do país a atingirem novos recordes depois de terem estado encerrados desde o final da semana passada devido a um feriado nacional.
Os futuros do norte-americano S&P 500 seguem praticamente inalterados, enquanto pela Europa os futuros do Euro Stoxx 50 somam cerca de 0,20%, apontando para uma abertura com ganhos moderados.
Por Taiwan, o TWSE pulou 1,93%, tendo atingido um novo máximo histórico nos 42.156,06 pontos. Já pela China, o Hang Seng de Hong Kong subiu 1,64%, enquanto o Shanghai Composite avançou 0,38%. Na Coreia do Sul, o Kospi fixou um novo máximo histórico de 7.531,88 pontos, com o “benchmark” do país a encerrar com ganhos de 1,36%, tendo o “market cap” agregado das bolsas do país ultrapassado o do Canadá para se tornar no sétimo maior mercado acionista do mundo, apenas dias depois de ter ultrapassado o Reino Unido.
O otimismo dos investidores foi sustentado por sinais de que os EUA e o Irão poderão estar a aproximar-se de um acordo para pôr fim ao conflito. O índice regional MSCI Ásia-Pacífico subiu até 2%, após ter registado um ganho de 2,4% na sessão anterior.
E a par do otimismo em relação a uma resolução da guerra no Médio Oriente, também o apetite por cotadas do setor tecnológico voltou a apoiar os ganhos, com a TSMC (+2,67%), o SoftBank Group (+18,44%) e a Tencent (+3,54%) entre os principais catalizadores desta subida.
“Novas esperanças de que o fim do conflito entre os EUA e o Irão possa estar à vista suscitaram um clima de apetite pelo risco nos mercados”, escreveu à Bloomberg James Reilly, da Capital Economics, numa nota.