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Custo da mão de obra continua a pressionar construção de habitações

A mão de obra continua a gerar um contributo positivo para o índice de custos das construções. O preço dos materiais está a descer há dois meses.

BEI financia construção de 12 mil casas em Portugal, promovendo emprego e cidades competitivas
BEI financia construção de 12 mil casas em Portugal, promovendo emprego e cidades competitivas João Cortesão
09 de Janeiro de 2026 às 11:44

O custo da mão de obra no setor da construção habitacional continuar a crescer. Só em novembro, a mão de obra aumentou 8,7%, revela o Instituto Nacional de Estatística (INE) esta sexta-feira. 

No penúltimo mês do ano, os custos de construção de novas habitações deram um salto de 4,5% em termos homólogos, significando ainda uma subida de 0,1 pontos percentuais (p.p.) acima de outubro, de acordo com os dados provisórios do INE.

No mesmo sentido, os preços dos materiais apresentaram uma variação positiva de 1%, depois de um aumento de 1,3% no mês anterior. Em novembro, o preço dos materiais desacelerou pelo segundo mês consecutivo. 

Entre os materiais que mais influenciaram a subida estão os vidros e espelhos, com um crescimento de 25%, os móveis de cozinha, artigos sanitários e elevadores com subidas de 5%. Já o betume e capa de aço maciço e gavanizada registou uma descida de 10%.

O custo da mão de obra "contribuiu com 3,9 p.p. para a formação da taxa de variação homóloga do índice e os materiais registaram um contributo de 0,6 p.p.", destaca o INE no relatório mensal.

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