DCIAP pede levantamento da imunidade a eurodeputado do PSD
O Departamento Central de Investigação e Ação Penal do Porto (DCIAP) pediu o levantamento da imunidade parlamentar do eurodeputado José Manuel Fernandes.
De acordo com o jornal O Minho, o DCIAP quer ouvir o eurodeputado do PSD no âmbito de uma investigação referente a um concurso público de 2008, quando José Manuel Fernandes era presidente da Câmara Municipal de Vila Verde.
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Em nota ao jornal, o ex-autarca refere que este pedido foi anunciado no passado dia 31 de janeiro e diz que, se tal fosse "juridicamente possível, teria já prescindido da imunidade parlamentar". José Manuel Fernandes indica ainda "total disponibilidade para colaborar com as autoridades competentes".
Em nota enviada à Lusa, o eurodeputado afirma a sua "total disponibilidade e prontidão para colaborar com as autoridades competentes" e manifesta-se convicto de que se concluirá pela "inexistência de qualquer ilegalidade ou irregularidade".
A receção de um pedido para levantamento da imunidade parlamentar de José Manuel Fernandes foi anunciada em 31 de janeiro, no início uma sessão plenária no Parlamento Europeu.
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"Se fosse juridicamente possível, teria já prescindido da imunidade parlamentar. Não sendo, quero que o levantamento da imunidade aconteça o mais brevemente possível. Manifesto a minha total disponibilidade para colaborar com as autoridades competentes, assim contribuindo para o completo esclarecimento da situação", sublinha o eurodeputado, na nota hoje enviada à Lusa.
Segundo o eurodeputado, em causa está um concurso público internacional lançado pelo município de Vila Verde há mais de dez anos e adjudicado em 2008, mas cujas obras "nunca chegaram a ser concretizadas, por ter sido posteriormente reequacionada a sua pertinência, face à grave crise financeira que, entretanto, Portugal atravessava".
"Não houve, por isso, nenhuma transação financeira nem dispêndio de qualquer dinheiro público", sublinha.
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Diz ainda que a competência relativa às obras municipais estava delegada desde 2005, início do mandato, noutro membro do executivo municipal.
Garante que a sua intervenção no processo se limitou a participar na votação em sede de executivo camarário, enquanto presidente da câmara, e a remeter o mesmo para a assembleia municipal.
"Estou plenamente convicto de que todo o processo foi conduzido de forma competente e cuidada, na observância plena dos regulamentos e das normas legais", conclui.
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