"Investigação é bem-vinda". Carlos Moedas reage a buscas na Carris

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa garante que a autarquia não é alvo da investigação. No Canal NOW, Carlos Moedas referiu ainda que estão em curso auditorias internas e externas na Carris.
"Investigação é bem-vinda". Carlos Moedas reage a buscas na Carris
Cláudia Arsénio 13:04

Carlos Moedas sublinhou, em exclusivo no NOW, que "esta investigação é bem-vinda", numa reação às buscas que estão a decorrer esta sexta-feira na sede da Carris, em Santo Amaro. Felicitou ainda o Ministério Público (MP), destacando a necessidade de apurar a verdade sobre o acidente no Elevador da Glória.

O autarca deixou também a garantia que a Câmara Municipal de Lisboa (CML) não é alvo da investigação. "Obviamente, a Câmara não está envolvida", afirmou. 

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Carlos Moedas acrescentou que estão em curso auditorias internas e externas na Carris e que o acontecimento o marcou: "Este é um drama tão grande para a cidade que eu não sou, obviamente, o mesmo".

A Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmou à Lusa a "realização de diligências de busca, entre as quais a um posto de trabalho na Carris, no âmbito de inquérito a correr termos no DIAP Regional de Lisboa".

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Também a Carris confirmou à Lusa estarem a decorrer buscas judiciais na sede da empresa, em Santo Amaro, e que "está a colaborar com as autoridades". Apesar de questionada acerca do teor das buscas por parte da Polícia Judiciária (PJ), a Carris escusou-se a adiantar mais pormenores.

A operação para recolha de provas envolve mais de duas dezenas de inspetores da PJ e é diretamente acompanhada no terreno pelo procurador Joaquim Morgado, responsável pelo processo-crime que corre termos no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa. Segundo o , em causa estão crimes de homicídio por negligência e violação de regras de segurança.

O elevador da Glória descarrilou a 3 de setembro de 2025, com uma das duas cabinas a embater violentamente contra um edifício, provocando 16 mortes e mais de 20 feridos, entre portugueses e estrangeiros de várias nacionalidades.

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A Câmara de Lisboa, sob presidência de Carlos Moedas (PSD), suspendeu "de imediato" o funcionamento dos ascensores da Bica e do Lavra e do funicular da Graça para os equipamentos serem inspecionados.

A investigação do GPIAAF - Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários - ao acidente com o elevador da Glória detetou falhas e omissões na manutenção do ascensor, apontando também a falta de formação dos funcionários e de supervisão dos trabalhos efetuados pela empresa prestadora do serviço.

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Segundo os investigadores, "embora as ações de manutenção contratualmente previstas e planeadas estivessem a ser registadas como cumpridas em sistema de registo próprio, ao qual a Carris tem acesso direto, foram recolhidas evidências de que tal registo não corresponde às tarefas que efetivamente foram executadas".


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