Nove arguidos no caso do surto de legionella
Sete pessoas e duas empresas foram constituídas arguidas no inquérito relacionado com o surto de 'legionella' ocorrido em Vila Franca de Xira em Novembro de 2014, informou hoje a Procuradoria-Geral da República (PGR).
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Numa resposta enviada à agência Lusa, a PGR refere que foram constituídos nove arguidos -- sete pessoas singulares e duas sociedades -- e que o inquérito se encontra em investigação no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Vila Franca de Xira.
"O inquérito encontra-se em investigação e envolve recolha e análise de prova que se tem vindo a revelar como muito complexa e exames periciais igualmente de grande complexidade, alguns deles complementares a outros já realizados, mas essenciais para a descoberta da verdade", adianta a PGR.
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Entretanto, a multinacional General Electric, em comunicado enviado à Lusa, refere que a empresa e quatro dos seus empregados foram constituídos arguidos neste processo.
A empresa adianta que "está a acompanhar o tema" e que cumprirá com "todas as suas obrigações legais".
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Fonte ligada à investigação revelou à Lusa que a empresa Adubos de Portugal é a outra sociedade constituída arguida no processo.
Anteriormente, a Lusa contactou o advogado da Adubos de Portugal, José Eduardo Martins, que apenas disse não ter declarações a fazer, tal como a assessoria de imprensa da empresa.
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"Não confirmo nem desminto. Não tenho qualquer declaração a fazer por parte do meu cliente", afirmou o advogado.
O caso remonta a 2014, quando um surto de legionella em Vila Franca de Xira causou 12 mortes e infectou 375 pessoas com a bactéria.
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De acordo com o balanço feito na altura, as vítimas mortais tinham entre 43 e 89 anos e eram nove são homens e três mulheres. A taxa de letalidade do surto foi de 3,2%.
O surto, o terceiro com mais casos em todo o mundo, teve inicio a 7 de Novembro e foi controlado em duas semanas. Na altura, o então ministro da Saúde, Paulo Macedo, realçou a resposta dos hospitais, que "trataram mais de 300 pneumonias".
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Em novembro do ano passado, quando fez um ano sobre o caso, fonte do MP adiantou à Lusa que deram entrada 211 queixas de lesados diretos e de familiares das vítimas.
A doença do legionário, provocada pela bactéria 'legionella pneumophila', contrai-se por inalação de gotículas de vapor de água contaminada (aerossóis) de dimensões tão pequenas que transportam a bactéria para os pulmões, depositando-a nos alvéolos pulmonares.
A investigação é dirigida pelo DIAP de Vila Franca de Xira, coadjuvado pela Polícia Judiciária.
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