Secretas vigiam empresários ligados a Putin. Há 25 milhões congelados em contas suspeitas
O Ministério Público congelou cerca de 25 milhões de euros em contas bancárias por suspeitas de violação das sanções impostas pela União Europeia (UE) a empresas russas ou por suspeitas de branqueamento de capitais, sobretudo na área do imobiliário de luxo, avança o Expresso esta sexta-feira. Os empresários com ligações ao Kremlin estão ainda na mira do Serviço de Informações de Segurança (SIS).
Um dos 26 inquéritos nas mãos do Ministério Público diz respeito a um empresário russo que viveu em Lisboa durante quatro meses e que tinha ligações suspeitas no sul de Espanha. Até ao início de 2025, geria uma "multinacional de branqueamento de capitais", que "lavava" dinheiro por toda a Europa cobrando 2% a 3% de taxas. Em Espanha, movimentava cerca de 300 mil euros em dinheiro por dia. Outro caso envolve a vice-primeira-ministra da Rússia, Tatyana Golikova, e negócios nebulosos no ramo do imobiliário de luxo em Cascais.
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Muitas empresas russas têm usado como testas de ferro empresários portugueses para assim esconderem o rasto da sua proveniência. Há casos em que são até cidadãos ucranianos a viver em Portugal e que dão a cara por negócios entre Lisboa e Moscovo. Os serviços secretos portugueses têm estado muito atentos aos empresários russos que passam por Portugal. "Em várias ocasiões, a atividade desses indivíduos, normalmente empresários ou investidores, pode ser enquadrada no contexto do branqueamento de capitais e evasão de sanções impostas à Federação da Rússia", refere fonte oficial do SIS.
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