António Costa: Prisão preventiva de Sócrates "não penaliza nem afecta as firmes convicções do PS"
Na primeira reacção à prisão preventiva do antigo primeiro-ministro, António Costa afirmou que "devemos dar tempo à justiça para fazer o seu trabalho e esperar com serenidade".
"O trabalho da justiça incide sobre um caso concreto mas que em nada afecta o orgulho que devemos ter em medidas como o Simplex ou o Plano Tecnológico", afirmou o novo secretário-geral do Partido Socialista a propósito da prisão preventiva do antigo primeiro-ministro José Sócrates.
António Costa garantiu que a prisão preventiva de José Sócrates "não penaliza nem afecta as firmes convicções do PS" e pediu aos socialistas para separem os seus sentimentos da actividade política. "Temos o peso da responsabilidade de construir uma alternativa para o País. Temos que separar os sentimentos de cada um da actividade política e esperar com serenidade que a justiça faça o seu trabalho", apelou o secretário-geral socialista em declarações aos jornalistas, acrescentando que "este é o tempo da justiça apurar o que houver para a apurar". "Temos que confiar na justiça", disse António Costa.
No passado sábado, após José Sócrates ter sido detido para interrogatório, António Costa apelou aos militantes socialistas para não confundirem a "solidariedade e amizades pessoais" com a acção política que o partido tem de desenvolver.
O líder escreveu, na altura, que a justiça tem de funcionar de forma independente e que ao partido cabe afirmar-se como "alternativa ao Governo".
O antigo primeiro-ministro José Sócrates vai ficar detido no Estabelecimento Prisional de Évora, onde já passou a noite, depois do primeiro interrogatório judicial e de ter sido colocado em prisão preventiva.