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João Soares preocupado com "promiscuidade entre política e negócios"

O deputado socialista João Soares considera injusta a medida de coacção de prisão preventiva aplicada a José Sócrates, salientando estar preocupado com a "promiscuidade entre política e os negócios e entre a Justiça e a comunicação social".

Correio da Manhã
25 de Novembro de 2014 às 10:47

"Considero injusta a medida de coacção de prisão preventiva aplicada (...) a José Sócrates. Conheço há muito e confio, como cidadão e advogado, em João Araújo, advogado de José Sócrates. Portanto, quero crer que essa medida é, como João Araújo disse, injustificada", escreveu João Soares na sua conta pessoal no Facebook.

O antigo presidente da Câmara Municipal de Lisboa criticou também toda a situação e condução mediática do período que mediou o interrogatório do ex-governante.

"Desde o momento da sua detenção, e durante três dias, a investigação foi 'libertando' para a comunicação social os 'factos' que considerou necessários divulgar para 'fundamentar', junto da opinião pública, a medida de coacção mais gravosa. A cirurgia foi feita de tal forma que dispensou, no comunicado do Tribunal, a divulgação dos fundamentos da prisão preventiva. Enquanto cidadão, preocupa-me tanto a promiscuidade entre a política e os negócios, como entre a Justiça e a comunicação social", refere no Facebook.

O Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC) decretou segunda-feira à noite a prisão preventiva do ex-primeiro ministro José Sócrates, do seu motorista, João Perna, e do empresário Carlos Santos Silva.

Ao advogado Gonçalo Trindade Ferreira, o juiz Carlos Alexandre determinou a proibição de contactos com os restantes arguidos, de se ausentar para o estrangeiro, com a obrigação de entregar o passaporte e de se apresentar duas vezes por semana ao Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP).

José Sócrates, detido na sexta-feira, está indiciado por fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais e corrupção e o motorista João Perna por fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais e detenção de arma proibida.

O empresário Carlos Santos Silva, ex-administrador do Grupo Lena, está indiciado por fraude fiscal, branqueamento de capitais e corrupção, enquanto o advogado Gonçalo Ferreira é suspeito de ter cometido os crimes de fraude fiscal e branqueamento de capitais.

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