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Carlos Santos Silva regressa a casa com pulseira electrónica

A medida de coacção do empresário envolvido na Operação Marquês foi revista. Carlos Santos Silva, ex-administrador do grupo Lena e amigo de José Sócrates, vai sair da prisão, mas ficará em casa com pulseira electrónica.

Reuters
Negócios 22 de Maio de 2015 às 19:19
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Carlos Santos Silva, empresário e ex-administrador do Grupo Lena e amigo de José Sócrates, vai regressar a casa com pulseira electrónica, avançam as televisões.

O empresário está em prisão preventiva desde Novembro, tal como o ex-primeiro-ministro. Mas ao contrário do que vai acontecer com José Sócrates, Carlos Santos Silva vai sair da prisão. O Correio da Manhã noticiou esta sexta-feira, 22 de Maio, que José Sócrates vai permanecer em prisão preventiva. O juiz Carlos Alexandre manteve os fundamentos da decisão de manter o ex-primeiro-ministro em prisão preventiva, devendo ter alegado, segundo o CM, que poderia haver perturbação da investigação caso Sócrates saísse da prisão.

 

A 24 de Novembro José Sócrates e Carlos Santos Silva conheceram as medidas de coacção no âmbito da Operação Marquês. Ambos ficaram em prisão preventiva, tendo a primeira revisão das medidas de coacção mantido os dois arguidos detidos. Agora na segunda reavaliação das medidas de coacção, Santos Silva vê desagravada a medida, para prisão domiciliária com pulseira electrónica.

No âmbito deste caso há mais arguidos. O ex-motorista de José Sócrates, João Perna, também é arguido, assim como o advogado Gonçalo Trindade Ferreira. Juntaram-se a este grupo mais dois arguidos, numa fase posterior. É o caso de Paulo Lalanda Castro, administrador da Octapharma, e mais recentemente Joaquim Barroca Rodrigues, um dos donos do grupo Lena.

João Perna já está em liberdade provisória, com apresentações periódicas às autoridades, estando, ainda, impedido de viajar para o estrangeiro e contactar com outros arguidos. Na primeira revisão das medidas de coacção, João Perna tinha passado de prisão preventiva para prisão domiciliária. Gonçalo Trindade Ferreira ficou, desde logo, com a medida menos gravosa, proibido de contactar com outros arguidos e de viajar para o estrangeiro e obrigado a apresentações bissemanais no DCIAP. 

Já Paulo Lalanda Castro, constituído arguido mais tarde, está com termo de identidade e residência. E Joaquim Barroca Rodrigues ficou em prisão domiciliária com pulseira electrónica. Segundo noticiou a Lusa, também a mulher de Carlos Santos Silva, Inês do Rosário, é arguida neste processo. 

 
De que são suspeitos?
José Sócrates está indiciado pelos crimes de fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais e  corrupção.

Carlos Santos Silva está indiciado por fraude fiscal qualificada, corrupção e branqueamento de capitais.

João Perna, ex-motorista de José Sócrates, é suspeito de fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais e detenção de arma proibida. 


Gonçalo Trindade Ferreira é indiciado por fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais.

Joaquim Barroca é suspeito de fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais e corrupção activa.

Paulo Lalanda Castro é indiciado por fraude fiscal e branqueamento de capitais.
 



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