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Hélder Bataglia constituído arguido na Operação Monte Branco

Hélder Bataglia foi interrogado outra vez esta semana, avança o Correio da Manhã, que acrescenta que o ex-presidente da Escom terá sido constituído arguido, agora na Operação Monte Branco. A PGR confirmou que o responsável ficou sujeito à medida de coacção de termo de identidade e residência.

Hélder Bataglia
Bruno Simão/Negócios
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O Correio da Manhã noticiou esta sexta-feira, 3 de Fevereiro, que Hélder Bataglia foi constituído arguido no âmbito da Operação Monte Branco, depois de ter voltado a prestar depoimento.

A PGR entretanto já confirmou a informação. "Confirma-se que Hélder Bataglia foi constituído arguido e interrogado pelo Ministério Público no âmbito do processo Monte Branco". 

 

"O arguido, que é suspeito da prática de factos susceptíveis de integrarem os crimes de branqueamento, burla e fraude fiscal, ficou sujeito à medida de coacção de termo de identidade e residência", acrescenta a mesma fonte ao Negócios. 


As declarações de Bataglia terão, segundo o mesmo jornal, voltado a comprometer Ricardo Salgado. 

O caso Monte Branco começou a ser investigado em 2011, na sequência da Operação Furacão tornada pública em 2005.

Hélder Bataglia tinha já prestado depoimento no dia 5 de Janeiro, mas desta feita no âmbito da Operação Marquês, processo no qual também é arguido. Segundo noticiou o Expresso, o ex-presidente da Escom terá prestado depoimento durante 10 horas, tendo prestado declarações que terão ditado o inquérito de Ricardo Salgado, que foi constituído arguido posteriormente.


O Expresso dizia na edição do último fim-de-semana que o depoimento do de Bataglia "reforça os indícios de culpabilidade do ex-primeiro-ministro", José Sócrates.

Bataglia terá dado informações que indiciam como motivo para a alegada corrupção de Sócrates ter a ver com vários processos que envolvem a Portugal Telecom, nomeadamente o chumbo à OPA da Sonae e, mais tarde, à venda da Vivo e entrada na Oi. O Expresso diz que o Ministério Público acredita que os alegados pagamentos a Sócrates começaram a 2007 através de um primo - José Paulo Pinto de Sousa.


(Notícia actualizada, pela segunda vez, às 18:08 com mais informação)
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