Justiça Manuel Vicente não é arguido no processo que colocou Procurador em preventiva

Manuel Vicente não é arguido no processo que colocou Procurador em preventiva

A Procuradoria-Geral da República informa, em comunicado, que Manuel Vicente, vice-presidente de Angola, não é arguido no processo Fizz, que esta quinta-feira colocou em prisão preventiva um procurador.
Manuel Vicente não é arguido no processo que colocou Procurador em preventiva
Alexandra Machado 25 de fevereiro de 2016 às 21:50
"Neste momento, o inquérito tem três arguidos constituídos - uma pessoa colectiva e duas singulares - não se encontrando entre os mesmos Manuel Vicente". É com esta frase que a Procuradoria-Geral da República fala, pela primeira vez, neste processo do vice-presidente de Angola, que tem sido dado como indiciado de corrupção activa no processo Fizz.

Manuel Vicente tem sido dado como indiciado de corrupção activa do procurador Orlando Figueira, que arquivou vários casos relacionados com Angola enquanto foi procurador no Ministério Público. Manuel Vicente estará indiciado em co-autoria com Paulo Blanco, seu advogado, que já assumiu ter sido constituído arguido, depois de buscas aos seus escritórios na passada terça-feira.


Em declarações à Lusa, Paulo Blanco explicou que os elementos da PJ levaram cópias de declarações, sobre os vencimentos que o actual vice-presidente de Angola, Manuel Vicente, auferia entre 2007 e 2010, quando exercia actividades na Sonangol, BCP (Activo Bank) e Banco Angolano de Investimentos (BAI), entre outras entidades, e que pertenciam a um processo que foi arquivado em 2012.

A Procuradoria-Geral da República diz, ainda, em comunicado que "as investigações prosseguem sob a direcção do Ministério Público e com a coadjuvação da Polícia Judiciária". Isto no comunicado em que confirma a medida de coacção máxima aplicada a Orlando Figueira, que esteve esta quinta-feira a ser ouvido pela juíza de instrução criminal.

Orlando Figueira ficará em prisão preventiva, no Estabelecimento Prisional de Évora, por suspeitas de corrupção passiva, branqueamento de capitais e falsidade informática. Segundo tem sido noticiado, as suspeitas são de que tenha recebido luvas para arquivar processos relacionados com altas figuras de Angola, sob o pretexto da "falta de provas", que visavam nomeadamente o actual vice-presidente Manuel Vicente, Álvaro Sobrinho, antigo-presidente do BES Angola, e o general Bento Kangamba. Orlando Figueira foi o procurador responsável pelos processos "BES Angola" e "Caso Banif", que arquivou.



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