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Presidente da Câmara da Ribeira Grande arguido em processo de peculato e abuso de poder

Em causa está um contrato com o artista brasileiro MC Kevinho para um concerto ocorrido em abril no município açoriano.

Sérgio Lemos
Lusa 02 de Julho de 2019 às 13:40
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A PJ dos Açores constituiu esta terça-feira, 2 de julho, "vários arguidos", entre os quais o presidente da Câmara da Ribeira Grande e também líder do PSD/Açores, numa operação por suspeitas de "crimes de peculato, prevaricação, abuso de poder e falsificação de documentos".

À agência Lusa, o coordenador da Polícia Judiciária nos Açores, João Oliveira, confirmou a existência de "vários arguidos", entre os quais o líder do PSD/Açores e autarca do concelho micaelense, Alexandre Gaudêncio (na foto), acrescentando que estão desde manhã a ser feitas buscas domiciliárias, na Câmara Municipal da Ribeira Grande e noutras instalações municipais.

"Também estão a ser feitas buscas num conjunto de empresas que têm relações contratuais com a câmara", acrescentou o coordenador da PJ nos Açores.

Numa nota enviada à imprensa, que antecedeu o contacto da agência Lusa com a PJ, é referido que "estão em curso, nos Açores e também numa empresa do Continente, cerca de dez buscas a instalações autárquicas, empresas, residências e viaturas, com vista à apreensão de elementos com interesse probatório".

A polícia acrescenta que "foram já constituídos vários arguidos, entre os quais o presidente da edilidade, estando sobretudo em causa suspeita de reiterada violação de regras de contratação pública, de urbanismo e ordenamento do território, com presumíveis favorecimentos de empresários e entidades de direito privado, com prejuízos para o erário público".

A revista Sábado diz que está em causa um contrato com o artista brasileiro MC Kevinho para um concerto ocorrido em abril no município açoriano.
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