Contratos pouco claros nas novas PPP arriscam deixar “concursos desertos”
Em entrevista ao Negócios, os sócios da Gómez-Acebo & Pombo defendem que a previsibilidade contratual será determinante para atrair investidores para as novas PPP e evitar que os projetos, dos rodoviários aos portos e à ferrovia, fiquem pelo caminho.
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As parcerias público-privadas (PPP) estão a entrar numa nova fase em Portugal, marcada pela necessidade de investimento em infraestruturas, mas também por desafios como a digitalização, a cibersegurança e a transição energética. Ana Luísa Guimarães e Ricardo Campos, sócios da Gómez-Acebo & Pombo, defendem que a previsibilidade contratual será determinante para atrair investidores e evitar que os projetos, dos rodoviários aos portos e à ferrovia, fiquem pelo caminho. Nas concessões portuárias, alertam para a necessidade de conciliar contratos flexíveis com a segurança exigida pelos privados, ao mesmo tempo que sublinham os desafios na contratação de mão de obra.