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Isabel dos Santos: “Gostaria de continuar a investir em Portugal”

“Gostava que a Efacec fosse líder na mobilidade eléctrica”, confessa Isabel dos Santos. A empresária já fechou o capítulo BPI, de onde saiu depois de um braço-de-ferro com o Caixabank e diz que tem uma “parceria sólida” com aquele banco em Angola.

Celso Filipe cfilipe@negocios.pt 05 de Março de 2018 às 09:30
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"Gostava que a Efacec fosse líder na mobilidade eléctrica", confessa Isabel dos Santos. A empresária já fechou o capítulo BPI, de onde saiu depois de um braço-de-ferro com o Caixabank e diz que tem uma "parceria sólida" com aquele banco em Angola.

Os seus investimentos em Portugal são para manter?
Gosto muito de Portugal, é um país que descobri relativamente tarde. Vim para cá como visitante e gostei. Tenho parceiros em quem confio e gostaria de continuar a investir em Portugal.

Tem uma outra parceria com o Governo angolano, na Efacec. Essa parceria pode ser afectada à luz da polémicas da Sonangol?
Acho que são duas parcerias diferentes. Mas tenho consciência de que, com a dificuldade económica que existe hoje em Angola, possivelmente a entidade que detém a participação na Efacec, neste caso a ENDE, possa ter algumas dificuldades em participar no investimento. Neste caso vamos estudar uma forma de apoiar a manutenção desse investimento, ou caso isso não seja possível, com que ele se reduza ou seja vendido a outro parceiro.

Ficou triste por ter perdido a sua posição no BPI?
Não. Os negócios são assim mesmo. Nós, empresários, gostamos de montar um negócio, vê-lo bem-sucedido e depois pensamos em fazer mais outro.

Já fechou esse capítulo?
Sim. Temos uma parceria ainda bastante sólida com o BPI em Angola, no BFA, e de alguma forma continuamos a trabalhar juntos como parceiros.

As suas apostas estratégicas enquanto empresária vão manter-se?
Banca, energia, grande distribuição, são o meu enfoque. E futuramente a mobilidade eléctrica. Acredito muito nesta evolução e no salto para os carros eléctricos. Nem sei se irão chamar-se carros. Gosto de pensar que não vai haver condutores, nem volantes, nem rodas, por isso não sei se serão carros. Acho que há aí um grande mercado e gostava que a Efacec fosse líder nesse mercado. Em Portugal há muito talento, estamos a fazer parcerias com algumas das universidades e a olhar para o desenvolvimento de aplicações, software, programação, enfim, tudo o que é parte integrante da gestão da mobilidade eléctrica. E acho que Portugal vai ser líder nesse mercado.

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