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Empresários reunidos em Cabo Verde dizem que não é o momento para investir em África

O empresário fundador do jornal “Verdade de Moçambique”, Eirk Charras, disse esta quarta-feira, na Cimeira Africana sobre inovação que decorre na cidade da Praia, em Cabo Verde, que o "momento ainda não é propício para o empreendedorismo em África".

Reuters
06 de Fevereiro de 2014 às 00:23

O engenheiro e empresário Erik Charras, nomeado Jovem Líder Global pelo Fórum Económico Mundial, falava no painel dedicado aos casos de sucesso em África no domínio da inovação e empreendedorismo.

Erik Charras fundador do jornal “Verdade de Moçambique” explicou que um dos principais constrangimentos é o facto de os governos e investidores não colocarem dinheiro nos projectos empreendedores jovens.

"O que me faz realmente acreditar que o momento ainda não é o certo para a África e que os casos de sucesso são excepções, é que ainda não há um ambiente que conduz a essa realidade [de sucesso]. O nível de dificuldades que qualquer empreendedor enfrenta é enorme, desde a pessoa que quer vender chinelos a alguém que pensa em algo completamente novo" fundamentou.

Erik Charras é da opinião que alguns dos entraves têm a ver com o elevado nível de impostos, mas também porque os governos não estão interessados em colocar verbas na inovação e empreendedorismo jovem.

"Um dos exemplos que dou sempre é que Mark Zuckerberg nunca poderia ter desenvolvido algo como o Facebook em África. Porque aqui quando alguém tem uma ideia, não tem pessoas dispostas a investir e correr o risco de perder dinheiro. Outra questão é que lá [nos EUA] as finanças não vão atrás deles antes de começarem a ganhar dinheiro".

"Em África, já na fase da ideia, lá estão as finanças a cobrar impostos. Nenhum governo dá fundos de inovação. Tudo o que há nesta matéria são negócios de Organizações Não Governamentais (ONG), das Nações Unidas. Há dinheiro para workshops, mas para o empreendedor não", garantiu.

A questão da concorrência que a elite política faz ao empresariado também foi abordado por Eric Charras que aponta a corrupção em África como outro dos grandes entraves a inovação no sector empresarial.

Já o empresário do Gana, Herman Chinery-Hess, acusou alguns governos africanos de serem "inimigos" do empresariado e do negócio, acrescentando que não se pode falar de inovação nesse continente se os Governos não apoiam os empreendedores.

"O Governo é inimigo de empresariado e do negócio. Deste modo, nós não podemos falar da inovação e empreendedorismo em África se o Governo não apoiar, por isso devemos pressioná-los para que possam mudar de postura", disse o empresário da área de informática.

No entender de Herman Chinery-Hess, há países em África que funcionam como "empresas privadas" pertencentes aos políticos, já que segundo ele, "em muitos casos" quando os empreendedores apresentam uma ideia ao Governo, o mesmo copia essa ideia e faz a sua implementação como se fosse criado pelo referido executivo.

"Os problemas do continente africano acabam com a criação de oportunidades de negócio, por isso deve dar-se oportunidade aos jovens empreendedores de inovar e criar coisas novas, mas em África as pessoas que trabalham no Governo e que deviam ajudar, não fazem isso", adiantou.

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