General Horta Inta-A empossado Presidente de transição da Guiné-Bissau
Militares tomaram o poder no país esta quarta-feira antes de serem conhecidos os resultados das eleições presidenciais. Oposição diz que se trata de um "falso golpe de Estado".
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O general Horta Inta-A foi esta quinta-feira, 27 de novembro, empossado Presidente de transição da Guiné-Bissau, numa cerimónia que decorreu no Estado-Maior General das Forças Armadas guineense, um dia depois de os militares terem tomado o poder.
A informação está a ser veiculada nas redes sociais de meios de comunicação guineenses, nomeadamente a Televisão da Guiné-Bissau (TGB).
Os militares tomaram ontem o controlo da Guiné-Bissau, tendo justificado a intentona como um meio para restaurar a "segurança nacional e ordem pública".
Esta ação surge na sequência das eleições presidenciais do passado domingo que opuseram Umaro Sissoco Embaló, atual chefe de Estado, e Fernando Dias da Costa, apoiado pelos partidos PAIGC e PRS. Antes de se conhecerem oficialmente os resultados, ambos os candidatos reclamaram vitória.
Inta-A era atualmente chefe do Estado-Maior do Exército da Guiné-Bissau, cargo para o qual foi nomeado em setembro de 2023 pelo Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló. Antes disso, o militar tinha sido Chefe Maior particular de Embaló.
A oposição diz que este golpe de Estado foi patrocinado por Umaro Sissoco Embaló. É um "falso golpe de Estado" garante Fernando Dias da Costa, numa declaração divulgada através da rede Facebook. O candidato presidencial garante que ganhou as eleições à primeira volta, tendo sido esta razão para a atuação dos militares a mando de Embaló.
Fernando Dias da Costa reclama ainda a libertação de Domingos Simão Pereira, líder da PAIGC, preso pelos militares e pede que União Africana, a CPLP, a CEDEAO e a União Europeia desenvolvam ações tendentes a repor a normalidade.
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