China pede libertação de Maduro, Índia está preocupada
A China pediu aos Estados Unidos a libertação imediata do Presidente da Venezuela que foi detido em Nova Iorque, depois de ter sido capturado numa operação militar norte-americana levada a cabo no sábado.
"A China pede aos Estados Unidos que garantam a segurança pessoal do presidente Nicolás Maduro e da sua mulher, que os libertem imediatamente e que cessem os seus esforços para derrubar o Governo venezuelano", afirmou este domingo, 4 de janeiro, a diplomacia de Pequim.
PUB
Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da China classificou a operação como uma "flagrante violação do direito internacional".
A Índia, outro dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) foi mais comedida na sua reação. O Governo liderado por Narendra Modi, expressou hoje “profunda preocupação” com a situação na Venezuela, através de um comunicado oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros, em que não faz qualquer menção explícita ao Presidente venezuelano deposto, Nicolás Maduro.
Ainda no plano das reações, a Amnistia Internacional diz ser “provável” que a detenção de Nicolás Maduro por parte dos EUA constitua uma violação do direito internacional.
PUB
Os Estados Unidos lançaram no sábado “um ataque em grande escala contra a Venezuela”, que capturou o Presidente venezuelano e a mulher, Cilia Flores, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.
O anúncio foi feito pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, horas depois do ataque contra Caracas.
O líder venezuelano já tinha sido formalmente acusado em 2020 pelo Ministério Público para o Distrito Sul de Nova Iorque, que no sábado apresentou novas acusações junto do mesmo tribunal.
PUB
Maduro está acusado de narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína para os Estados Unidos e crimes relacionados com armas automáticas.
No sábado, ainda antes da confirmação da captura do Presidente da Venezuela, a diplomacia chinesa já tinha condenado os ataques militares lançados pelas forças norte-americanas contra Caracas.
A China declarou-se “profundamente chocada” com a operação militar norte-americana e condenou o que descreveu como o “uso descarado da força” contra um país soberano.
PUB
No entendimento do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, estas ações violam gravemente o direito internacional, infringem a soberania da Venezuela e ameaçam a paz e a segurança na América Latina e no Caribe.
A China, que mantinha uma relação diplomática e económica próxima com a Venezuela, reiterou a oposição a intervenções militares e defendeu os princípios da soberania estatal e da não ingerência nos assuntos internos de outros países.
A comunidade internacional tem-se dividido entre a condenação aos Estados Unidos e saudações pela queda do líder da Venezuela, reeleito em julho, numa votação contestada pela oposição.
PUB
O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou “profunda preocupação” com a recente “escalada de tensão na Venezuela”, alertando que a ação militar dos EUA poderá ter “implicações preocupantes” para a região.
O Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela decidiu que a vice-presidente executiva Delcy Rodríguez deverá assumir a presidência interina, "de forma a garantir a continuidade administrativa e a defesa integral da nação".
O tribunal não especificou quando Rodríguez deverá tomar posse.
PUB
A tomada de posse do novo parlamento, em funções até 2031 e dominada pelo regime leal a Maduro, estava marcada para segunda-feira.
Saber mais sobre...
Saber mais Força de paz Crime Acusação Defesa Venezuela China Nicolás Maduro Estados Unidos Ministério dos Negócios Estrangeiros BRICS Tribunal de Justiça Organização das Nações Unidas Amnistia InternacionalMais lidas
O Negócios recomenda