Supremo Tribunal considera ilegais as tarifas comerciais dos EUA. Trump diz que tem "plano B"

A justiça americana tem estado a avaliar se a imposição de tarifas comerciais é válida à luz de uma lei de 1977 que dá ao Presidente dos EUA poderes de decisão em situações de emergência.
Supremo Tribunal dos EUA considera ilegais as tarifas comerciais de Trump
Laurent Gillieron / Lusa_EPA
Rui da Rocha Ferreira 15:07

O Supremo Tribunal de Justiça dos EUA considerou ilegais as tarifas comerciais impostas pelos EUA a vários países, naquela que foi a principal bandeira económica do Presidente dos EUA, Donald Trump, neste seu segundo mandato.

A justiça americana considerou na análise que fez do caso que a Administração americana excedeu a autoridade ao invocar uma lei federal, com poderes de emergência, para impor as chamadas "tarifas recíprocas". A decisão do Supremo Tribunal americano teve a votação a favor de seis juízes, tendo outros três votado contra. Ou seja, houve uma maioria clara, mas não unânime sobre o tema.

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"O Presidente afirma o poder independente para impor tarifas sobre importações de qualquer país, qualquer produto, a qualquer taxa, por qualquer período de tempo. Essas palavras não podem ter esse peso", pode ler-se na decisão do Supremo Tribunal de Justiça.

Em concreto, o Supremo Tribunal anula duas categorias de tarifas. As tarifas comerciais aplicadas a um grande número de países no mundo, para compensar os défices dos EUA com vários países e blocos económicos, e ainda tarifas específicas ao México, Canadá e à China, sobre o alegado envio de fentanil de forma ilegal para os EUA.

A correspondente da CNN na Casa Branca, Kaitlan Collins, avançou uma primeira reação de Donald Trump à decisão, dizendo que o líder americano considerou a decisão como uma "vergonha" e que tem um plano alternativo para responder à decisão anunciada esta sexta-feira.

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A decisão não detalha, no entanto, como é que os países afetados pelas tarifas de Trump podem pedir compensações pela aplicação das taxas alfandegárias. O Supremo deixou para um tribunal de instância inferior a decisão sobre a potencial devolução do dinheiro das tarifas aos países parceiros comerciais dos EUA.

Os EUA já arrecadaram, segundo a análise dos economistas da Penn-Wharton, 175 mil milhões de dólares em tarifas aplicadas às importações de bens de outros países.

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Em janeiro, numa antecipação à análise do Supremo Tribunal de Justiça dos EUA, o Presidente americano, Donald Trump, já tinha dito que uma eventual . "Por outras palavras, se o Supremo Tribunal decidir contra os EUA nesta questão de Segurança Nacional, estamos lixados!", sublinhou na altura.

As tarifas aplicadas pelos EUA à importação de bens de outros países foi justificada à luz de uma lei de 1977 (International Emergency Economic Powers Act) que dá ao Presidente dos EUA poderes de decisão em situações de emergência.

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A política comercial dos EUA no segundo mandato de Donald Trump, com as tarifas comerciais à cabeça, moldou de forma significativa a relação entre os diferentes blocos económicos e geopolíticos no mundo, levando à criação de acordos específicos entre os americanos e diferentes países. 

"Tomamos nota da decisão do Supremo Tribunal dos EUA e estamos a analisá-la cuidadosamente. Mantemos o contacto próximo com a Administração norte-americana, enquanto procuramos obter esclarecimentos sobre as medidas que tencionam adotar em resposta a esta decisão", reagiu já Olof Gill, porta-voz da Comissão Europeia.

(Notícia atualizada com mais informação)

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