Trump diz ter cancelado ataque contra Irão. Assinala desenvolvimentos "muito positivos" nas negociações

O dia está a ser marcado pelo aviso da Agência Internacional de Energia sobre o esgotamento das reservas de petróleo. Emprego mundial também vai ressentir-se com os efeitos da guerra. Acompanhe os mais recentes desenvolvimentos da crise no Médio Oriente.
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Foto: Mark Schiefelbein / AP Donald Trump anunciou um prolongamento do cessar-fogo entre Israel e Líbano. Foto: AP Petroleiro ancorado no estreito de Ormuz Foto: Eli Hartman / Associated Press Plataformas de petróleo sob céu de anoitecer Foto: Julio Cortez / Associated Press Pedidos de subsídio de desemprego nos EUA recuam para 216 mil na semana passada
Negócios 19 de Maio de 2026 às 00:12
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Trump assinala desenvolvimentos "muito positivos" nas negociações com Irão

O Presidente norte-americano, Donald Trump, assinalou esta segunda-feira desenvolvimentos "muito positivos" nas negociações com o Irão, após ter divulgado o cancelamento de um ataque contra Teerão planeado para terça-feira. O republicano sublinhou que os aliados no Médio Oriente lhe disseram que estavam "muito perto de chegar a um acordo" que impediria o Irão de adquirir armas nucleares. "Este é um desenvolvimento muito positivo nas negociações, mas veremos se se mantém ou não", salientou Donald Trump aos jornalistas na Casa Branca. Antes, através da sua rede social, a Truth Social, Trump realçou que os Estados Unidos estão prontos para lançar um "ataque total e em grande escala contra o Irão a qualquer momento, caso não seja alcançado um acordo aceitável" com Teerão. O republicano especificou que o pedido para suspender a operação militar partiu dos líderes do Qatar, da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos, que, segundo disse, acreditam que um acordo é possível. O acordo em causa deve garantir que o Irão não adquire armas nucleares, escreveu Donald Trump, sem fornecer mais detalhes. "Para o Irão, o tempo está a esgotar-se, e é melhor que ajam rapidamente, caso contrário não restará nada deles", ameaçou o presidente norte-americano no domingo, novamente na Truth Social.
Trump diz ter cancelado ataque contra Irão na terça-feira. "Estão a decorrer negociações sérias"

O Presidente dos EUA declarou que “não vai realizar o ataque que estava programado contra o Irão” na terça-feira, tendo acedido aos pedidos de vários líderes do Médio Oriente, entre os quais o Emir do Qatar, Tamim bin Hamad Al Thani, o príncipe regente da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman Al Saud, e o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Zayed Al Nahyan. Numa nova publicação na rede social Truth Social, Donald Trump diz que “estão a decorrer negociações sérias” e que, na opinião dos seus aliados locais, “será alcançado um acordo bastante aceitável para os EUA, assim como para todos os países do Médio Oriente e não só”. O acordo terá de incluir que o "Irão não terá armas nucleares", assinala Trump, sem abordar a questão da moratória sobre o enriquecimento de urânio, que tem sido discutida recentemente         Trump acrescenta que, caso “esse acordo aceitável não seja alcançado”, instruiu o secretário da Guerra, Pete Hegseth, e as principais chefias militares norte-americanas a “estarem preparados para um ataque total e de larga escala ao Irão, a desencadear a qualquer momento”.
EUA confirmam prolongamento da isenção para petróleo russo armazenado no mar

Os Estados Unidos confirmaram esta segunda-feira que vão prolongar por mais 30 dias a isenção temporária que permite transações envolvendo petróleo russo armazenado no mar, para aliviar a pressão sobre os mercados energéticos, como tinha sido avançado pela Bloomberg.  De acordo com o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, a decisão pretende garantir que "os países mais vulneráveis" continuem a ter acesso ao petróleo russo, num contexto de forte instabilidade no mercado global de hidrocarbonetos devido à quase paralisação do tráfego no estreito de Ormuz. Através de uma publicação nas redes sociais, o secretário do Tesouro disse que a medida corresponde a uma "isenção temporária de 30 dias". Washington bloqueia normalmente transações relacionadas com petróleo russo, no âmbito das sanções impostas a Moscovo após a invasão da Ucrânia. No entanto, o Governo do Presidente norte-americano, Donald Trump, introduziu esta exceção em março, numa tentativa de conter a subida dos preços da energia provocada pela escalada do conflito no Médio Oriente. A quase interrupção da navegação no estreito de Ormuz --- uma das principais rotas marítimas mundiais para o transporte de petróleo e gás --- agravou os receios de escassez e alimentou a volatilidade dos preços internacionais. A medida agora renovada permite temporariamente operações, envolvendo petróleo russo já armazenado em navios ou instalações marítimas, apesar das restrições financeiras e comerciais impostas pelos Estados Unidos à Rússia.
EUA devem autorizar novamente venda de petróleo russo

Os EUA deverão renovar a autorização para que a Rússia venda crude e produtos petrolíferos já carregados em petroleiros, de acordo com fontes citadas pela Bloomberg, poucos dias depois de a licença dada anteriormente pela Administração Trump, que vigorou até 16 de maio, ter expirado. A licença poderá ser emitida por um período superior ao dos anteriores 30 dias ou ser sujeita a revisões sucessivas à medida que a guerra no Irão se prolonga, de acordo com as fontes. Tal como a permissão anterior, deverá ser emitida pelo Gabinete de Controlo de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro, que não comentou a eventual decisão à agência noticiosa.  A decisão pretende aliviar a escassez de oferta de petróleo a nível global causada pelo fecho do estreito de Ormuz, por onde transitava cerca de 20% do fornecimento mundial de crude. Contudo, as duas licenças anteriores – e a medida semelhante que abrangeu o Irão durante um mês entre março e abril  – não tiveram grande reflexo no diminuir dos preços do petróleo. Esta é já a terceira autorização concedida pelos EUA para que a Rússia venda petróleo sob sanções desde que esteja já em trânsito. A primeira foi emitida em março e expirou ao fim de 30 dias. A renovação chegou alguns dias depois, apesar de o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, ter garantido que o prolongamento não iria acontecer, tendo terminado no último sábado.            

Trump pondera retomar ataques ao Irão devido a impasse. Responsável dos EUA nega levantamento de sanções sem contrapartidas

O Presidente dos EUA considera "insuficientes" as contra-propostas apresentadas por Teerão ao plano de Washington para um acordo de paz, avança esta segunda-feira a, citando um alto responsável norte-americano. E a paciência de Donald Trump está a esgotar-se, devendo mesmo reunir terça-feira os mais altos responsáveis da segurança nacional para discutir as opções militares, acrescentou. A mesma fonte afirmou que se Teerão não mudar a sua posição, os Estados Unidos terão de continuar as negociações "através de bombas". E, garantiu que, ao contrário do que a imprensa iraniana noticiou, a Casa Branca não irá aliviar quaisquer sanções ao Irão "à borla", sem qualquer cedência de Teerão, em particular na questão do programa nuclear. A Axios refere que a mais recente proposta enviada pelo Irão terá apenas "alguns retoques" de linguagem, mas mantém os aspetos fundamentais que dividiam as duas partes.
Embarcação iraniana conseguiu "furar" bloqueio dos EUA, diz Fars

Uma embarcação iraniana que transportava gás natural liquefeito (GNL) terá conseguido contornar o bloqueio norte-americano do estreito de Ormuz. De acordo com a agência de notícias Fars, o navio terá conseguido atracar na ilha de Kharg, "sem ser detetado" pela marinha dos EUA.  A Casa Branca ainda não confirmou ou desmentiu a notícia. Há duas semanas, a embarcação iraniana encontrava-se retida na costa da Índia, impossibilitada de continuar a travessia e entrar em águas iranianas devido ao bloqueio imposto pelo Presidente dos EUA, Donald Trump, a todos os navios do país. 
EUA terão proposto levantamento temporário de sanções sobre petróleo iraniano

Os EUA terão proposto um levantamento temporário das sanções existentes sobre o petróleo iraniano, segundo avança a agência de notícias iraniana Tasnim, citada pela Bloomberg. Segundo a informação revelada, que cita uma fonte conhecedora do processo, os EUA terão concordado em suspender as restrições ao petróleo iraniano enquanto decorrem as negociações entre os dois países. A decisão acontece pouco tempo depois da visita do Presidente dos EUA, Donald Trump, à China. Uma das poucas declarações oficiais saídas desse encontro aponta justamente na necessidade de restabelecer a circulação de matérias-primas energéticas através do estreito de Ormuz. "Ambas as partes concordaram que o estreito de Ormuz deve permanecer aberto para garantir o livre trânsito de energia".
Reservas de petróleo vão esgotar-se numa questão de semanas, avisa agência de energia

O diretor executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, advertiu esta segunda-feira que a "almofada" das reservas comerciais de petróleo acumuladas antes da guerra no Médio Oriente e do encerramento de Ormuz vai-se esgotar numa questão de semanas. Leia a notícia completa .
Irão formaliza criação de organismo para gerir estreito de Ormuz

O Irão formalizou esta segunda-feira a criação de um novo organismo para a gestão do estreito de Ormuz, uma via marítima estratégica para o comércio mundial de hidrocarbonetos que Teerão controla desde o início da guerra. Leia a notícia completa .
Guerra no Irão pode trazer mais desemprego e menos rendimento aos trabalhadores, alerta OIT

crise no Médio Oriente está a afetar cada vez mais o emprego, as condições de trabalho e os rendimentos, alertou esta segunda-feira a Organização Internacional do Trabalho (OIT), apontando para um impacto previsível "muito para além da região". Leia a notícia completa .
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