Ao minutoAtualizado há 16 min14h00

Irão reclama jurisdição sobre estreito de Ormuz. Líder supremo exige manter urânio no país

EUA e Irão estão novamente a discutir os pormenores de um potencial acordo de cessar-fogo. Urânio volta a ser uma questão central que pode dividir as duas partes. Na quarta-feira, EUA intercetaram um petroleiro que estaria a furar o bloqueio ao crude iraniano.
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Foto: Abedin Taherkenareh Praça Valiasr, em Teerão. Foto: Abedin Taherkenareh Uma mulher passa em frente de um cartaz com o novo líder supremo do Irão. Foto: Farooq Khan/AP Muram em teerão com o atual e antigo líderes supremos do Irão. Foto: Abedin Taherkenareh/ AP Um mural sobre o conflito EUA-Irão, em Teerão.
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há 17 min.13h59

Autoridades iranianas reclamam jurisdição sobre o estreito de Ormuz

AP

O publicou um mapa do que considera ser a sua jurisdição nesta passagem estratégica, onde os navios devem obter autorização para navegar.

A Autoridade para o Estreito do Golfo Pérsico (PGSA, na sigla em inglês) indicou que, no leste do estreito, a sua área de controlo estende-se desde a linha que liga o Monte Mubarak, em território iraniano, até à cidade de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos (EAU), enquanto no lado oeste estaria sob controlo iraniano a região que se estende da ilha iraniana de Qeshm à cidade de Umm al-Quwain (EAU).

"O trânsito por esta área para atravessar o estreito de Ormuz requer a coordenação e autorização da Autoridade para o Estreito do Golfo Pérsico", afirmou a agência iraniana na rede social X.

A Guarda Revolucionária iraniana publicou um mapa semelhante no início deste mês, mostrando as áreas que considera estarem sob o seu controlo militar desde o início da guerra com os Estados Unidos, em 28 de fevereiro, que impuseram um bloqueio aos portos e navios iranianos.

A navegação pelo estreito, que transportava 20% do petróleo mundial antes da guerra, tinha praticamente parado com o bloqueio iraniano, mas nos últimos dias Teerão tem permitido a passagem de alguns navios. A Guarda Revolucionária iraniana anunciou na quarta-feira que em 24 horas permitiu a passagem de 26 petroleiros e navios comerciais sob a sua "coordenação e proteção".

O Irão quer formalizar a cobrança de portagens para o trânsito marítimo pelo estreito através de um projeto de lei que ainda aguarda aprovação, apesar de o país ter anunciado que em breve anunciará um novo mecanismo para a travessia da zona. Apesar disso, o Banco Central do Irão anunciou no final de abril que já estava a receber pagamentos de navios que atravessavam o estreito de Ormuz.

Os Estados Unidos responderam ao controlo do estreito de Ormuz pelo Irão com um bloqueio aos portos e embarcações iranianas desde 13 de abril e, até à data, obrigaram 89 embarcações a mudar de rumo, segundo o Comando Central dos EUA (CENTCOM).

Uma autoridade dos Emirados Árabes Unidos classificou esta quinta-feira o plano do Irão para controlar o estreito de Ormuz como uma ilusão.

"O regime [iraniano] está a tentar impor uma nova realidade a partir de uma óbvia derrota militar, mas as tentativas de controlar o estreito de Ormuz ou de infringir a soberania marítima dos Emirados não passam de uma ilusão", declarou Anwar Gargash, conselheiro do presidente dos Emirados Árabes Unidos, no X.

11h56

Líder supremo diz que reservas de urânio devem permanecer no Irão

O líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, emitiu uma diretiva que determina que as reservas de urânio possuído pelo país - altamente enriquecido e quase apto para a produção de armas nucleares -, não deve ser enviado para o estrangeiro, segundo avançam várias agências de notícias internacionais, que citam informação recolhida pela Reuters junto de fontes iranianas de alto nível.

As autoridades iranianas acreditam que enviar urânio para o estrangeiro deixaria o país mais vulnerável a futuros ataques por parte dos Estados Unidos e de Israel, sendo que este tem sido o ponto de maior discórdia e desentendimento nas negociações entre Washington e Teerão.

Os EUA continuam a exigir que Teerão entregue estas reservas, tendo até sido estudada a possibilidade de parte do urânio enriquecido poder ser enviado para um país terceiro - que não os EUA -, devido ao receio de que Teerão possa utilizar o metal radioativo para construir uma bomba atómica. 

Em reação à diretiva de Khamenei, os preços do petróleo, que até agora negociavam com desvalorizações na sessão desta quinta-feira, seguem agora a inverter esta tendência. O Brent - de referência para a Europa - soma mais de 2% e negoceia acima dos 107 dólares por barril. 

11h35

EUA abordam petroleiro iraniano no Golfo de Omã

As forças armadas norte-americanas anunciaram, esta quarta-feira, que abordaram um petroleiro com bandeira iraniana no Golfo de Omã, por suspeitas de tentar violar o bloqueio marítimo imposto pelos EUA.

09h39

Irão já está a analisar uma nova proposta de acordo dos EUA

Jose Luis Magana/ AP

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Ismail Bagaei, disse esta quinta-feira que Teerão está a analisar uma nova proposta dos Estados Unidos para pôr fim à guerra.

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