22.03.2026
Pedro Sánchez teme crise global de energia. Irão ameaça fechar por completo Ormuz
EUA deram 48 horas ao Irão para abrir por completo Ormuz, caso contrário vão atacar centrais elétricas do país. Irão já ameaçou retaliar e promete manter o estreito fechado. Acompanhe os desenvolvimentos deste domingo no conflito no Médio Oriente.
Lusa 22 de Março de 2026 às 18:57
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O primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez, exigiu este domingo a abertura do Estreito de Ormuz e a preservação dos recursos energéticos do Médio Oriente, alertando que a guerra entre Irão, Estados Unidos e Israel pode provocar uma crise energética global. Numa mensagem publicada na rede social X, o chefe de Governo espanhol afirmou que se chegou a um "ponto de inflexão global" e advertiu que "uma escalada maior poderá desencadear uma crise energética de longo prazo para toda a humanidade". Por esse motivo, exigiu a "abertura do Estreito de Ormuz e a preservação de todos os recursos energéticos" na região, sublinhando que "o mundo não deveria pagar pelas consequências desta guerra". Na sexta-feira, o Governo espanhol anunciou também um conjunto de medidas para mitigar o impacto económico do conflito, num montante de 5.000 milhões de euros.
O Presidente do Líbano, Joseph Aoun, denunciou os ataques israelitas realizados este domingo no sul do país contra pontes e outras infraestruturas, classificando-os como um “prelúdio de uma invasão terrestre”. Em comunicado, a Presidência refere que Joseph Aoun “condenou o ataque e a destruição por Israel de infraestruturas e instalações vitais no sul do Líbano, em particular a ponte de Qasmiyeh sobre o rio Litani e outras pontes”. “Estes ataques representam uma escalada perigosa e uma violação flagrante da soberania do Líbano e são considerados um prelúdio a uma invasão terrestre”, considera o Presidente, depois de Tel Aviv ter anunciado que o exército israelita, que já tinha lançado incursões terrestres, recebeu ordens para destruir “todas as pontes” alegadamente utilizadas pelo Hezbollah pró-iraniano.
Quartéis, instalações de fabrico de armas e a rede de águas e energia do Irão foram este domingo atacadas pelas forças israelitas, de acordo com comunicados das autoridades israelitas e iranianas citados pelas agências Efe e AFP. Segundo um comunicado das Forças de Defesa de Israel (FDI) citado pela agência Efe, o exército israelita "continua a intensificar o seu impacto operacional nos sistemas e capacidades militares do regime". Entre as instalações atacadas encontra-se uma base militar iraniana utilizada para treino de soldados, uma instalação de produção e armazenamento de armas do Ministério da Defesa iraniano e pelo menos um quartel-general do Ministério da Inteligência e Segurança. Já as autoridades iranianas reconheceram este domingo que as infraestruturas de água e energia do país sofreram danos significativos após ataques conjuntos dos Estados Unidos e Israel, segundo o ministro da Energia. "A infraestrutura vital de água e eletricidade do país sofreu graves danos em resultado de ataques terroristas e cibernéticos levados a cabo pelos Estados Unidos e pelo regime sionista", disse Abbas Aliabadi, citado pela agência de notícias ISNA e pela AFP. De acordo com o responsável do Crescente Vermelho iraniano, Pirhossein Kolivand, o número total de locais civis danificados — incluindo edifícios residenciais e comerciais, escolas, centros médicos e veículos — atingiu os 81.365, um número baseado nas "últimas avaliações no local". Em Teerão, os jornalistas da AFP reportaram danos em vários edifícios residenciais e outras infraestruturas civis, mas não foi possível aceder aos locais afetados fora da capital nem verificar de forma independente o número de vítimas. Hoje, a agência de notícias ISNA também noticiou que ataques aéreos danificaram um hospital em Ahvaz, no sul do país, e outros meios de comunicação mostraram imagens de equipas de resgate em edifícios em Tabriz (norte).
O Irão ameaçou este domingo fechar completamente o Estreito de Ormuz, uma via navegável estratégica para o abastecimento global de petróleo, caso os Estados Unidos ataquem as suas centrais elétricas. Se as ameaças de Washington se concretizarem, o estreito "será completamente fechado e não será reaberto" até que as centrais elétricas destruídas sejam recuperadas, avisou o Centro de Comando Conjunto de Khatam al-Anbiya, num comunicado transmitido pela televisão estatal iraniana. Teerão já tinha respondido ao ultimato de 48 horas dado pelo Presidente norte-americano para a abertura total do Estreito de Ormuz dizendo que este canal permanece aberto à navegação internacional, exceto para Israel e os Estados Unidos da América (EUA). Donald Trump ameaçou este domingo atacar as centrais elétricas iranianas se Teerão não abrir "totalmente" o Estreito de Ormuz no prazo de 48 horas. Em resposta, as forças armadas iranianas alertaram que, se as suas centrais elétricas forem bombardeadas, atacarão a infraestrutura energética dos EUA, as centrais de dessalinização e os locais de tecnologia da informação na região. "O Estreito de Ormuz está aberto a todos, exceto aos inimigos", disse o representante permanente do Irão na Organização Marítima Internacional (IMO) e embaixador iraniano em Londres, Ali Mousavi, segundo a agência Mehr, citada pela EFE. Mousavi indicou que a passagem de navios pelo estreito estratégico é possível "com coordenação com as autoridades iranianas para disposições de segurança e proteção".
A Eslovénia impôs, desde as 00:00 deste domingo, um limite de abastecimento de combustível de 50 litros por dia para particulares e de 200 litros para empresas, face à escassez provocada pela elevada procura, acentuada por condutores de países vizinhos. A limitação decidida pelo Governo vai manter-se em vigor “até nova ordem”, com o objetivo de mitigar os problemas de abastecimento que se verificaram nos últimos dias, com longas filas nos postos e com o fim do combustível nalguns locais, refere a agência de notícias eslovena STA. Os preços dos combustíveis na Eslovénia são mais baixos do que em países vizinhos, como a Itália e a Áustria, o que tem aumentado a procura pelos postos de abastecimento eslovenos. O Governo também mobilizou o exército, para garantir o abastecimento e o transporte de combustível. As empresas de venda de combustível deverão informar o Governo na segunda-feira sobre a situação dos postos de abastecimento, para o executivo avaliar novas medidas, anunciou o primeiro-ministro, Robert Golob. O chefe de Governo adiantou que o executivo pretende restringir, em particular, a venda de combustível a estrangeiros. Nos últimos dias, verificaram-se tensões nos postos de abastecimento dada a enorme procura pelo facto de os preços serem inferiores ao de países vizinhos. Para aliviar a pressão na véspera das eleições que se realizam este domingo, o Governo colocou à venda parte das reservas estratégicas de gasóleo e liberalizou os preços nas autoestradas, que, apesar de serem mais elevados do que nos restantes postos de abastecimento do país, continuam a ser mais baratos do que nos países vizinhos.
A guerra no Médio Oriente entrou numa "fase perigosa" com ataques próximos de instalações nucleares no Irão e em Israel, alertou este domingo a Organização Mundial de Saúde (OMS). "Os ataques a instalações nucleares representam uma ameaça crescente à saúde pública e à segurança ambiental", afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, na rede social X. O responsável da OMS fez um apelo urgente a "todas as partes para que exerçam a máxima contenção militar e evitem qualquer ação que possa desencadear incidentes nucleares". No sábado, o Irão atacou Dimona, cidade do sul de Israel onde se situa um centro de investigação nuclear, em retaliação por um ataque, no mesmo dia, ao seu complexo nuclear de Natanz, no centro do país. Há uma crescente tensão no Médio Oriente após o início da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irão, que teve início em 28 de fevereiro. Em retaliação aos ataques dos EUA e Israel, o Irão encerrou o Estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão.
Um míssil balístico iraniano atingiu este domingo a cidade israelita de Arad, causando pelo menos 59 feridos, seis em estado grave, segundo um balanço provisório dos serviços de emergência. "Os socorristas e médicos do Magen David Adom (MDA, equivalente israelita da Cruz Vermelha) prestaram cuidados e transportam 59 feridos para os hospitais em dezenas de ambulâncias, unidades móveis de cuidados intensivos e helicópteros do MDA e da Força Aérea", indicou este organismo de socorro. O exército israelita referiu-se a “impacto direto” e disse que as suas defesas não conseguiram intercetar mísseis que atingiram as cidades de Arad e, horas antes, Dimona, ambas no sul do pais. “A guerra não está perto de acabar”, disse o chefe do exército de Israel, Eyal Zamir. De acordo com os primeiros relatórios, no ataque a Arad, o míssil atingiu o centro da cidade e vários edifícios residenciais. "Três edifícios foram diretamente atingidos e são reportados danos estruturais graves. Um incêndio declarou-se no andar de uma das estruturas", segundo os bombeiros da região sul do país. Horas antes o Magen David Adom anunciou ter assistido 39 pessoas feridas com estilhaços num ataque de mísseis iraniano a Dimona, no sul de Israel. A televisão estatal iraniana classificou este ataque à cidade israelita, onde existe um centro de investigação nuclear, como “uma resposta” ao ataque de Israel ao complexo nuclear iraniano de Natanz. A cidade de Dimona alberga o Centro de Investigação Nuclear do Neguev Shimon Peres, uma instalação dedicada a pesquisa que, segundo a imprensa estrangeira, esteve envolvida na produção de armas nucleares nas últimas décadas. A Organização de Energia Atómica do Irão tinha anteriormente indicado que o complexo iraniano de enriquecimento de combustível de Natanz tinha sido alvo de ataque na manhã deste domingo, precisando que “nenhuma fuga de material radioativo tinha sido identificada” na zona.
O exército iraniano anunciou este domingo que atacará as infraestruturas energéticas e as instalações de dessalinização de água na região, caso Donald Trump concretize as ameaças de destruir as centrais elétricas iranianas. "Se a infraestrutura petrolífera e energética do Irão for atacada pelo inimigo, todas as infraestruturas energéticas, de tecnologia da informação e de dessalinização de água pertencentes aos Estados Unidos e ao regime da região serão alvo de ataques", declarou o porta-voz do comando operacional do exército, Khatam al-Anbiya, num comunicado publicado pela agência Fars. A fonte não especificou a que "regime" se referia. Antes, Donald Trump deu ao Irão 48 horas - a partir das 23:00 de sábado (hora de Lisboa) - para abrir o estreito de Ormuz ao tráfego marítimo, sob pena de destruir as centrais elétricas iranianas.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou atacar as centrais elétricas do Irão se a República Islâmica "não abrir totalmente" o estreito de Ormuz no prazo de 48 horas. "Se o Irão não abrir totalmente, sem ameaças, o estreito de Ormuz num prazo de 48 horas a partir deste preciso momento, os Estados Unidos atacarão e arrasarão as suas diversas centrais elétricas, começando pela maior", escreveu Trump na rede social que lhe pertence, Truth Social, este sábado à noite. A mensagem de Trump surge depois de as Forças Armadas dos EUA terem anunciado, pouco antes, que enfraqueceram a capacidade do Irão de "ameaçar a liberdade de navegação" no estreito de Ormuz, após terem atacado, esta semana, um arsenal subterrâneo situado ao longo da costa do país. A instalação era utilizada para armazenar mísseis de cruzeiro antinavio e outros materiais, explicou num vídeo publicado nas redes sociais o líder do Comando Central dos EUA, Brad Cooper. O Estreito de Ormuz é a única passagem marítima entre o Golfo Pérsico e o Oceano Índico e por ele transitam 20% das exportações globais de petróleo bruto e cerca de um quinto do gás natural liquefeito. Trump ameaça atacar centrais elétricas se Estreito de Ormuz não abrir em 48 horas
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