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Produção de petróleo com maior queda de sempre em março. Nova ronda de negociações até ao fim da semana

Acompanhe os desenvolvimentos do dia no conflito no Médio Oriente.
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Foto: Vahid Salemi/ AP Homem faz o sinal de vitória enquanto passa em frentea um cartaz, em teerão, que mostra aviões americanos a cair em redes iranianas. Foto: Olga Fedorova/ Lusa_EPA Protestoscontra a guerra em Nova Iorque, EUA. Foto: Olga Fedorova/ Lusa_EPA Polícia detém manifestantes em protesto contra a guerra em Nova Iorque, EUA- Foto: Vahid Salemi/ AP Mulheres de mãos dadas em apoio ao Governo iraniano. Foto: Vahid Salemi/ AP Mulheres passam na baixa e Teerão. Foto: Vahid Salemi/ AP Homem conduz mota com imagens do antigo e atual líderes do Irão. Foto: Vahid Salemi/ AP Mulher iraniana com "pin" do antigo líder supremo do Irão. Foto: Julia Demaree Nikhinson Donald Trump fala à imprensa.
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há 1 min.13h16

Teerão pondera suspender tráfego marítimo no estreito de Ormuz para evitar colapso das negociações

Teerão está a considerar avançar com uma suspensão de curto-prazo na navegação de navios com carregamentos de e para o Irão através do estreito de Ormuz para evitar “testar” , ao mesmo tempo que procura não comprometer a nova ronda de negociações que poderá ser anunciada, segundo informação avançada por fontes com conhecimento do assunto e citada pela Bloomberg.

A possível pausa reflete o desejo de Teerão de evitar uma escalada do conflito num momento diplomático delicado, enquanto Washington e Teerão organizam a logística para mais um encontro presencial, que poderá realizar-se ainda nesta semana.

Ainda assim, as fontes citadas pela agência de notícias revelam que o próximo passo a ser dado não está fechado. O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica poderá mudar rapidamente de rumo, por exemplo, ao tentar demonstrar que o bloqueio dos EUA pode ser desafiado sem consequências, uma manobra que poderá comprometer a via diplomática.

11h39

Países voluntários vão discutir missão em Ormuz na sexta-feira

O Presidente francês e o primeiro-ministro britânico vão presidir na sexta-feira, a partir de Paris, a uma videoconferência de países para organizar uma missão defensiva no estreito de Ormuz, anunciou hoje a presidência francesa.

A missão destina-se "a restaurar a liberdade de navegação no estreito de Ormuz quando as condições de segurança o permitirem", precisou a presidência, citada pela agência de notícias France-Presse (AFP).

Na reunião presidida por Emmanuel Macron e Keir Starmer vão participar "países não-beligerantes prontos a contribuir" para "uma missão multilateral e puramente defensiva", de contornos ainda por definir e distinta dos esforços dos Estados Unidos.

O anúncio segue-se ao bloqueio no estreito ordenado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, na sequência da falta de acordo com Teerão para terminar a guerra contra que Estados Unidos e Israel iniciaram em 28 de fevereiro.

11h37

BP afirma que volatilidade do petróleo terá impacto nos resultados do 1.º trimestre

Fabian Strauch / picture-alliance / dpa / AP Images

A petrolífera BP informou hoje que as condições do mercado e a volatilidade dos preços do petróleo provocada pela guerra no Irão terão um impacto nos seus resultados financeiros do primeiro trimestre do ano.

A empresa, cotada na Bolsa de Londres, estima um resultado excecional na comercialização de petróleo nos primeiros três meses de 2026, após uma fraqueza registada no último trimestre de 2025.

Num comunicado divulgado hoje, a BP acrescentou que está a observar "impactos associados à situação atual no Médio Oriente e às condições do mercado, que se traduzem numa maior volatilidade dos preços do petróleo bruto, do gás natural e dos produtos refinados durante a última parte do primeiro trimestre".

Espera-se que estas condições de mercado tenham impacto nos resultados financeiros, insistiu a BP, que prevê divulgar no dia 28 de abril os seus resultados do primeiro trimestre de 2026.

Hoje, o barril de petróleo Brent para entrega em junho caiu mais de 1%, face ao otimismo do mercado quanto à possibilidade de os EUA e o Irão continuarem a negociar para chegar a um acordo de paz, e apesar de o presidente norte-americano, Donald Trump, manter bloqueado o estreito de Ormuz.

Os contratos de futuros do Brent, o petróleo de referência da Europa, caíram esta manhã 1,49%, para 97,88 dólares no mercado de futuros de Londres.

11h36

AIE: Produção de petróleo regista maior queda de sempre em março

A produção de petróleo sofreu uma queda de 10,1 milhões de barris por dia em março devido à guerra no Médio Oriente, a maior queda da história, indicou hoje a Agência Internacional de Energia (AIE).

No relatório mensal sobre o mercado do petróleo publicado hoje, a AIE indicou que, em março, as perdas de produção decorrentes do conflito no Médio Oriente representaram, de forma acumulada, mais de 360 milhões de barris, prevendo um aumento para 440 milhões de barris em abril.

No início de abril, o bloqueio quase total do estreito de Ormuz pelo Irão significava que por ali saíam 3,8 milhões de barris por dia de crude, gás natural e produtos refinados, quando em fevereiro, antes do início das hostilidades, eram mais de 20 milhões de barris por dia.

Embora países, como a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e o Iraque, tenham habilitado outras vias para exportar uma parte dos hidrocarbonetos à margem do estreito de Ormuz, as perdas nas exportações de petróleo ultrapassam os 13 milhões de barris por dia, compensadas em parte recorrendo às reservas, que estão a diminuir.

No que diz respeito à procura, a AIE reviu fortemente em baixa as previsões para este ano e estima agora que esta será, em média, de 104,259 milhões de barris por dia, o que significa menos 730.000 barris por dia do que tinha calculado em março, durante os primeiros dias da guerra.

Entre o segundo e o quarto trimestre, a queda no consumo será de 1,5 milhões de barris por dia, a mais "abrupta" desde o início da crise da covid-19 em 2020.

Se as interrupções se prolongarem, a queda da procura pode atingir cinco milhões de barris por dia em termos homólogos entre o segundo e o quarto trimestre.

Os autores do relatório alertaram que se as interrupções na produção e exportação de petróleo do Médio Oriente continuarem elevadas será necessário continuar a recorrer às reservas a ritmos "insustentáveis" de seis milhões de barris por dia (2.000 milhões de barris no conjunto do ano).

O diretor executivo da AIE, Fatih Birol, alertou que "abril deverá ser pior do que março" para o setor energético, mesmo que se encontre uma saída para a guerra, pois, embora no mês passado o mercado tenha sido abastecido com os petroleiros carregados no Golfo Pérsico antes do início do conflito, isso não pode acontecer agora.

"É a crise energética mais grave da história", advertiu Birol, que salientou que esta afeta "o petróleo e o gás natural, mas também outros produtos básicos essenciais, como os fertilizantes, os produtos petroquímicos ou o hélio".

10h24

EUA propõem a Irão pausa de 20 anos no enriquecimento de urânio

Os Estados Unidos propuseram uma suspensão de 20 anos do programa de enriquecimento de urânio iraniano, com vista a um acordo para pôr fim à guerra, informou a comunicação social norte-americana na segunda-feira.

Jornais norte-americanos, que citam responsáveis próximos das discussões, realizadas no sábado em Islamabade, Washington pediu a Teerão, nessa ocasião, que se comprometesse a não enriquecer urânio durante duas décadas.

Esta pausa de 20 anos seria acompanhada por um alívio das sanções, indica o Wall Street Journal.

Em troca, o Irão teria proposto suspender as atividades nucleares durante cinco anos, escreveu, por sua vez, o The New York Times

O Presidente norte-americano, Donald Trump, desencadeou a guerra em 28 de fevereiro, afirmando que o Irão estava a desenvolver uma bomba atómica — o que Teerão nega — e prometendo nunca permitir que o país tivesse uma arma nuclear.

O vice-presidente norte-americano, JD Vance, saiu de mãos vazias das negociações com o Irão no domingo, sendo que os principais pontos de discórdia dizem respeito à reabertura do estreito de Ormuz e ao programa nuclear iraniano.

Estas propostas relatadas pela imprensa dos EUA parecem ser uma versão atenuada das exigências formuladas publicamente por Donald Trump, que exigiu que o Irão renunciasse definitivamente às ambições nucleares.

09h31

Nova ronda de negociações de paz pode acontecer no final da semana

A nova ronda de negociações presenciais com vista a assegurar um cessar-fogo de longo prazo, , poderá decorrer já no final desta semana.

A notícia é avançada pela Reuters, com base em cinco fontes, e citada por vários meios de comunicação internacionais esta manhã. A agência diz que as equipas de negociação podem regressar a Islamabad no final desta semana, depois de uma primeira ronda falhada, no passado fim de semana. O dia exato não foi fechado, mas os dois países acreditam que pode acontecer até ao fim desta semana.

09h09

Agência Internacional de Energia e FMI alertaram sobre impactos da guerra

A Agência Internacional de Energia (AIE), o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial alertaram na segunda-feira para o impacto "global e altamente assimétrico" da guerra no Médio Oriente

Para as três instituições, o conflito no Médio Oriente está a afetar os importadores de energia, particularmente os países mais desfavorecidos.

Os responsáveis das três instituições internacionais, Kristalina Georgieva (FMI), Ajay Banga (Banco Mundial) e Fatih Birol (AIE), realizaram na segunda-feira uma reunião no âmbito do grupo de coordenação criado no início de abril para coordenar a resposta das agências aos efeitos económicos da guerra no Médio Oriente.

Neste sentido, manifestaram preocupação com a segurança alimentar e a perda de emprego como fatores resultantes da crise nos preços do petróleo, gás e fertilizantes agrícolas.

Por outro lado, alguns produtores de petróleo e gás da região também sofreram uma queda drástica nas receitas de exportação.

No comunicado conjunto, as três instituições disseram que a situação continua incerta, assinalando que a navegação no Estreito de Ormuz ainda não regressou à normalidade.

O documento alertou que, mesmo após a retoma dos fluxos marítimos regulares, vai demorar tempo para que o fornecimento global de matérias-primas essenciais regresse aos níveis anteriores ao conflito.

Neste sentido, os preços dos combustíveis e dos fertilizantes podem manter-se elevados durante um longo período.

O Fundo Monetário Internacional, o Banco Mundial e a Agência Internacional de Energia avisaram ainda que as interrupções no fornecimento podem provocar escassez nos setores da energia, alimentar e outros.

A guerra provocou deslocações forçadas, provocou desemprego e reduziu as viagens e o turismo, uma situação que pode tardar a ser invertida, referiram.

A mais recente crise no Médio Oriente começou no dia 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel iniciaram os bombardeamentos aéreos contra o Irão, provocando grandes constrangimentos no Estreito de Ormuz, uma das principais vias de navegação.

09h01

China avança com plano para a paz. Xi compromete-se a ter "papel construtivo"

A China avançou com uma proposta de quatro pontos para a paz no Médio Oriente. De acordo com a agência Xinhua, o Presidente Xi Jinping compromete-se a ter um "papel construtivo" na promoção de negociações de paz.

Xi terá tomado esta posição durante um encontro com o príncipe herdeiro de Abu Dhabi, Khaled bin Mohamed, em Pequim, onde os dois se reuniram para para discutir o atual contexto geopolítico.

Os quatro pontos da proposta de Xi são: 

- Defender o "princípio da coexistência pacífica" e "promover a construção de uma arquitetura de segurança comum, abrangente, cooperativa e sustentável para o Médio Oriente e a região do Golfo";

- Defender a soberania dos Estados, incluindo a proteção do pessoal, das instalações e das instituições;

- Defender o Estado de direito internacional, que não deve ser "utilizado quando convém e abandonado quando não convém". "Não podemos permitir que o mundo volte à lei da selva", disse;

- Todos os países devem "integrar o desenvolvimento e a segurança" e "criar um ambiente favorável e injetar energia positiva no desenvolvimento dos Estados do Golfo no Médio Oriente".

08h43

Arábia Saudita pressiona EUA a abandonar bloqueio do estreito de Ormuz

A Arábia Saudita  está a pressionar os EUA para que  e regressem à mesa de negociações, avança o Wall Street Journal. Ríade receia que o Irão possa retaliar e perturbar  outras rotas marítimas importantes, como o estreito de Bab el-Mandeb, no Mar Vermelho - se isso acontecer, o país pode perder a sua última via de exportação de crude.

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