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Ao minuto13.04.2026

EUA e Irão avaliam segunda ronda de negociações sobre conflito no Médio Oriente

Acompanhe os desenvolvimentos do dia no conflito no Médio Oriente.

13 de Abril de 2026 às 23:08
13.04.2026

EUA e Irão avaliam segunda ronda de negociações sobre conflito no Médio Oriente

Os EUA e o Irão estão a discutir a realização de mais uma ronda de negociações presenciais com vista a assegurar um cessar-fogo de longo prazo, de acordo com fontes citadas pela Bloomberg, depois de os primeiros encontros, em Islamabad, no Paquistão, não terem produzido avanços significativos.

O objetivo é realizar novas conversações antes de expirar o cessar-fogo atualmente em vigor, anunciado por Presidente dos EUA, Donald Trump a 7 de abril, durante duas semanas. A possibilidade de mais uma reunião foi avançada pela CNN esta segunda-feira, indicado que estava ser discutida por responsáveis da Casa Branca.

Trump sinalizou também que deverão decorrer mais negociações em breve, ao dizer que os EUA “foram contactados pelo outro lado”, referindo-se aos iranianos, dizendo que estes “querem chegar a acordo”. “Fomos contactados esta manhã pelas pessoas certas, pelas pessoas apropriadas, e elas querem chegar a um acordo”, disse o Presidente dos EUA, sem especificar a identidade dos interlocutores.

Além disso, o primeiro-ministro paquistanês, que serviu de intermediário na primeira ronda de conversações, disse que continuam os esforços para resolver as questões pendentes entre EUA e Irão. Responsáveis diplomáticos da Turquia e Egito também tiveram um papel relevante nas conversações, sugerindo que as negociações poderão ter lugar num destes países.

Depois de as negociações iniciais não terem produzido um acordo, sobretudo por causa da questão nuclear, Trump decidiu bloquear o estreito de Ormuz com a Marinha dos EUA, impedindo a navegação de navios com origem ou destino neste país, como forma de aumentar a pressão sobre o regime de Teerão.

13.04.2026

Dois petroleiros chegam a Ormuz e têm de voltar para trás após bloqueio dos EUA

Dois navios petroleiros chegaram ao estreito de Ormuz após a aplicação do bloqueio imposto pelos Estados Unidos às 14:00 GMT e tiveram de voltar para trás, segundo a plataforma de monitoramento de embarcações Marine Traffic.

O primeiro navio, o petroleiro Rich Starry, de 188 metros de comprimento e bandeira do Malaui, deu meia-volta "poucos minutos depois de se aproximar do estreito", indicou a organização, que acrescentou que a embarcação partiu hoje do ancoradouro de Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos, e navegava com destino à China.

O outro petroleiro foi identificado como Ostria, de 175 metros de comprimento e bandeira do Botsuana, e segundo a Marine Traffic também mudou de rumo após aproximar-se do estreito.

A empresa Kpler recordou que embora o trânsito através de Ormuz tenha mostrado "um ligeiro aumento" durante o fim de semana, ou seja, enquanto as conversações de paz entre os Estados Unidos e o Irão decorriam em Islamabad, no Paquistão, que terminaram sem acordo, o bloqueio americano daquela estratégica via marítima, adiciona agora uma incerteza sobre a retoma dos fluxos.

"Os movimentos de navios cisterna de GNL [gás natural liquefeito] continuam bloqueados, com embarcações encalhadas em ambos os lados do estreito e há operadores que ainda esperam garantias de segurança mais claras antes de reingressar na rota", indicou a empresa, que lembrou que por aquela via marítima passa aproximadamente um quinto das exportações globais de GNL.

Por outro lado, a plataforma de monitorização de petroleiros Tanker Trackers afirmou na sua conta na rede social X ter detetado em imagens de satélite um petroleiro que partiu da ilha de Jarg, no Irão, simulando no seu Sistema de Identificação Automática (AIS, em inglês) que tinha iniciado a rota na Arábia Saudita.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou hoje "eliminar imediatamente" qualquer navio iraniano que desrespeite o bloqueio que os militares norte-americanos iniciaram no estreito de Ormuz.

13.04.2026

“Fomos contactados pelo outro lado. Eles querem chegar a acordo”, alega Trump sobre Irão

“Estão a chantagear o mundo”: Trump justifica bloqueio naval dos EUA ao Irão
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O Presidente norte-americano, Donald Trump, disse esta segunda-feira que ainda há hipóteses de os EUA chegarem a acordo com o Irão, apesar do aparente impasse negocial. “Posso dizer que fomos contactados pelo outro lado. Eles querem chegar a acordo muito desesperadamente”, disse Trump na Casa Branca.      

Trump refere que os enviados dos EUA “fizeram um bom trabalho nas negociações”, mas que o Irão não concordou por enquanto em abdicar de ter uma arma nuclear. Apesar disso, alega “ter a certeza” de que concordarão com esse aspeto das negociações, caso contrário “não haverá acordo”. Trump reiterou que “fomos contactados esta manhã pelas pessoas certas. Eles querem chegar a acordo”.

Trump assinalou também que, se não houver acordo até ao fim do prazo de suas semanas dado para o cessar-fogo, isso “não será agradável” para os iranianos.

Sobre o bloqueio do estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do comércio de crude global, Trump assinalou que “não podemos deixar um país chantagear ou extorquir o mundo, que é isso que estão a fazer”.

Trump afirmou também que os EUA, “apesar de não precisarem de outros países” para controlar o estreito, “alguns ofereceram os seus serviços” e serão divulgados na terça-feira.

O Presidente norte-americano referiu também que muitos petroleiros estão a caminho dos EUA para comprar o crude produzido pelo país, que é "mais do que a Arábia Saudita e a Rússia em conjunto", reiterando que os norte-americanos “não precisam nem utilizam o estreito de Ormuz”.


13.04.2026

Cessar-fogo Irão-EUA continua e partes tentam resolver impasse, diz Paquistão

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, assegurou esta segunda-feira que o cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão se mantinha e que estavam em curso esforços para resolver divergências que impediram um acordo no domingo.

“O cessar-fogo mantém-se e, no momento em que falo, estão em curso esforços para resolver os últimos litígios”, afirmou Sharif durante uma breve alocução transmitida pela televisão do Paquistão.

Delegações dos Estados Unidos e do Irão interromperam no domingo as conversações acolhidas pelo Paquistão sem conseguirem um acordo que permitisse pôr fim à guerra em curso no Médio Oriente.

As duas partes concordaram com um cessar-fogo que entrou em vigor na sexta-feira para permitir as conversações.

Face ao impasse em Islamabad, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um bloqueio a todos os portos do Irão a partir das 15:00 de hoje, hora de Lisboa.

O exército norte-americano não confirmou imediatamente se o bloqueio tinha efetivamente começado, de acordo com a agência de notícias France-Presse (AFP).

13.04.2026

Trump promete "eliminar" qualquer navio iraniano que tente parar bloqueio

O bloqueio da marinha norte-americana do estreito de Ormuz já começou e o Presidente dos EUA, Donald Trump, promete ser implacável. Numa publicação nas redes sociais, o líder da maior economia do mundo refere que a marinha iraniana está toda no "fundo do mar" e "obliterada", exceto uma pequena porção de "navios de ataque rápido" que foram poupados pelos EUA - mas que Trump promete "eliminar" caso tentem impedir o bloqueio. 

"Se algum destes navios se aproximar do nosso bloqueio, será imediatamente eliminado, utilizando o mesmo sistema de abate que usamos contra os traficantes de droga em embarcações no mar. É rápido e brutal", referiu o Presidente norte-americano, minutos depois de o bloqueio ter entrado em vigor às 15:00 de Lisboa desta segunda-feira. 

Além de navios com origem iraniana, os EUA prometeram ainda bloquear qualquer embarcação que tente passar pelo estreito de Ormuz através dos portos do país do Médio Oriente, na sequência das negociações falhadas entre Teerão e Washington, este fim de semana, em Islamabad. A decisão levou barril de Brent a voltar a negociar acima dos 100 dólares. 

13.04.2026

Já começou o bloqueio americano do estreito de Ormuz

Começou às 15:00, hora de Lisboa, o bloqueio dos EUA ao estreito de Ormuz. A partir de agora, os EUA deverão intercetar os navios que passem por portos iranianos.

Não é claro que meios é que vão ser utilizados para aplicar este bloqueio, mas os EUA têm ao seu dispôr, pelo menos, o USS Tripoli, um navio de guerra anfíbio, que pode levar a bordo 3.500 tripulantes, além de caças "stealth" e aviões de transporte.

O bloqueio surgiu em consequência das negociações falhadas entre Irão e EUA, este fim de semana, em Islamabad.

O barril de Brent segue a negociar nos 100 dólares, valorizando cerca de 5%.

13.04.2026

António Costa vai reunir-se com líderes dos Emirados, Catar e Arábia Saudita no golfo. Visita começa amanhã

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, vai reunir-se, durante o dia 14 e 15 de abril, com os líderes dos Emirados Árabes Unidos (EAU), da Arábia Saudita e do Catar na região do golfo Pérsico.

A informação, avançada em comunicado pela instituição europeia, revela que no centro do encontro estarão os últimos desenvolvimentos no Irão e no Médio Oriente. O objetivo será “trocar pontos de vista sobre formas de garantir uma segurança regional e global duradoura”, cita a mesma nota.

“A nossa prioridade e o nosso foco residem na colaboração com os nossos parceiros do Golfo para salvaguardar a estabilidade regional e proteger os nossos civis e os nossos interesses”, escreve o antigo primeiro-ministro português no comunicado. “Só é possível alcançar uma paz sustentável através da negociação e da diplomacia, conduzidas principalmente pelos próprios intervenientes da região”, acrescentou.

No dia 14 de abril, o presidente do Conselho Europeu reunir-se-á com o Presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Zayed Al Nahyan, em Abu Dhabi, e com o príncipe herdeiro e primeiro-ministro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, em Jeddah. Já no dia 15 de abril, António Costa reúne-se com o emir do Catar, Tamim bin Hamad Al Thani, em Doha.

13.04.2026

Rússia disposta a receber urânio enriquecido iraniano

A Federação Russa mostrou-se hoje disposta a receber o urânio enriquecido da República Islâmica iraniana, como parte de um eventual acordo de paz, um dia após o fracasso das negociações entre Washington e Teerão, no Paquistão.

"Essa proposta foi feita pelo Presidente [russo] Vladimir Putin durante contactos com os Estados Unidos da América (EUA) e com países da região. A oferta ainda está de pé, mas ainda não foi concretizada", disse o porta-voz do Kremlin (presidência russa), Dmitri Peskov, em conferência de imprensa.

As delegações de EUA e República Islâmica iraniana deixaram Islamabad no domingo sem acordo, no encontro cara-a-cara de mais alto nível entre os dois países desde a revolução islâmica de 1979.

Os EUA anunciaram que vão iniciar o bloqueio dos portos do Irão a partir das 15:00 de hoje (hora de Lisboa) na sequência da falta de acordo após 20 horas de negociações realizadas no fim de semana na capital do Paquistão.

A guerra em curso no Médio Oriente foi desencadeada por uma ofensiva militar conjunta de EUA e Israel lançada em 28 de fevereiro, quando decorriam negociações entre Washington e Teerão precisamente sobre o programa nuclear iraniano.

A ofensiva israelo-americana foi retaliada pelo Irão com ataques a Israel e a países da região, terá causado mais de quatro mil mortos até à trégua iniciada na sexta-feira, maioritariamente no Irão e no Líbano.

Provocou também subidas nos preços do petróleo dado o bloqueio pelo Irão do Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto da produção de energia mundial, o que fez recear uma crise inflacionária global.

13.04.2026

Alemanha avança com pacote de medidas de apoio estimado em 1.600 milhões

O Governo alemão anunciou hoje medidas adicionais de apoio face à escalada dos preços da energia avaliadas em 1,6 mil milhões de euros, que incluem a redução durante dois meses do imposto sobre combustíveis.

O líder alemão afirmou que a guerra no Médio Oriente é a verdadeira causa dos problemas que enfrentam, ao anunciar a redução temporária do imposto energético sobre o gasóleo e a gasolina, no valor de cerca de 17 cêntimos por litro.

Friedrich Merz anunciou também uma isenção fiscal para um subsídio de compensação de 1.000 euros que as empresas pretendam pagar seus funcionários.

As medidas anunciadas irão custar cerca de 1,6 mil milhões de euros às finanças públicas, afirmou a ministra social-democrata do Trabalho, Bärbel Bas.

Para compensar estas perdas, a coligação pretende aplicar, a partir de 2026, o aumento programado do imposto sobre o tabaco, anunciou o ministro social-democrata das Finanças, Lars Klingbeil.

A hipótese de um imposto sobre os lucros extraordinários do petróleo, defendida por este último, foi, pelo contrário, descartada por enquanto, tendo Merz afirmado dar preferência a "medidas ao abrigo do direito da concorrência e do direito fiscal".

"Não podemos compensar com recursos públicos cada resultado, cada evolução nos mercados", explicou Merz, para justificar a duração limitada da redução deste imposto.

"O Estado não pode absorver todas as incertezas, todos os riscos, todas as perturbações da política mundial", acrescentou.

A Alemanha deve esperar sentir "ainda por muito tempo as consequências" da guerra no Médio Oriente, "mesmo quando esta terminar", advertiu também.

"Estamos a preparar-nos para que, durante um período prolongado, haja um encargo considerável para a economia alemã" e, portanto, também para as famílias, insistiu o líder conservador, no cargo há um ano.

No início de abril, os principais institutos económicos do país estimaram que o choque energético iria "abrandar" a recuperação da economia alemã.

Neste sentido, o Produto Interno Bruto (PIB) alemão deverá crescer 0,6% em 2026 e 0,9% em 2027, o que representa, respetivamente, uma queda de 0,6 e 0,5 pontos percentuais em relação às previsões do outono.

13.04.2026

Irão retoma exportações de crude para a Índia ao fim de sete anos

Um superpetroleiro iraniano voltou a descarregar crude na Índia pela primeira vez em sete anos, num movimento facilitado por uma isenção temporária de sanções dos Estados Unidos. Segundo o El País, o navio Felicity, da companhia nacional iraniana, entregou cerca de dois milhões de barris à Reliance Industries, na refinaria de Sikka, estando previstos novos envios nos próximos dias.

A operação insere-se numa moratória de 30 dias aprovada em março pelo Office of Foreign Assets Control (Gabinete de Controlo de Ativos Estrangeiros), que permite a venda de crude iraniano já armazenado ou pronto para entrega, com o objetivo de conter a escalada dos preços da energia.  A medida, que expira a 19 de abril, colocou no mercado cerca de 140 milhões de barris, contribuindo para reduzir os descontos do petróleo iraniano num contexto de subida global dos preços, próxima de 30%.

Apesar deste alívio temporário, o impacto estrutural na economia iraniana deverá ser limitado. As sanções norte-americanas mantêm-se e há menor cooperação de países do Golfo nos mecanismos de evasão, o que restringe os canais de comercialização. Assim, mesmo com o aumento das exportações, os ganhos efetivos para Teerão permanecem condicionados.

13.04.2026

Turquia quer estreito de Ormuz reaberto o mais depressa possível

O ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Hakan Fidan, reclamou hoje a reabertura do estreito de Ormuz "o mais depressa possível", após o fracasso das negociações de domingo entre Irão e Estados Unidos.

"O que dizemos é que as negociações necessárias com o Irão devem realizar-se, que é preciso dar provas de persuasão e que o estreito deve ser reaberto o mais depressa possível", insistiu Fidan durante uma entrevista em direto à agência de notícias estatal Anadolu.

A Turquia envolveu-se nas transações com o Egito e o Paquistão antes da realização dos primeiros encontros diretos, no fim de semana, em Islamabad, entre as delegações do Irão e dos Estados Unidos, interrompidos no domingo de manhã.

"Mantivemo-nos em contacto com as partes envolvidas nas negociações ao longo do dia, a fim de considerar o que podemos fazer", prosseguiu Fidan.

O chefe da diplomacia turca reconheceu o risco de um impasse sobre o programa nuclear do Irão.

"Se a questão nuclear se resumir a uma situação de tudo ou nada, em particular sobre o enriquecimento [de urânio], poderemos estar confrontados com sérios obstáculos", admitiu.

Os Estados Unidos anunciaram que vão iniciar o bloqueio dos portos do Ião a partir das 15:00 de hoje (hora de Lisboa) na sequência da falta de acordo após 20 horas de negociações realizadas no fim de semana na capital do Paquistão.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, justificou o bloqueio do estreito de Ormuz, que liga os golfos da Arábia e de Omã, com o que disse ser a recusa do Irão de renunciar às ambições nucleares.

A guerra em curso no Médio Oriente foi desencadeada por uma ofensiva militar conjunta dos Estados Unidos e de Israel lançada em 28 de fevereiro, quando decorriam negociações entre Washington e Teerão precisamente sobre o programa nuclear iraniano.

As partes interromperam as hostilidades na sexta-feira para as conversações de Islamabad e o ministro dos Negócios Estrangeiros da Turquia encorajou Teerão e Washington a manter o cessar-fogo.

"Pelo que sei, as duas partes são sinceras sobre o cessar-fogo", declarou Hakan Fidan à Anadolu, de acordo com a agência de notícias France-Press (AFP).

A guerra iniciada pela ofensiva israelo-americana, a que o Irão respondeu com ataques a Israel e a países da região, terá causado mais de quatro mil mortos até à trégua iniciada na sexta-feira, maioritariamente no Irão e no Líbano.

Provocou também subidas nos preços do petróleo dado o bloqueio pelo Irão do estreito de Ormuz, por onde passa um quinto da produção de energia mundial, o que fez recear uma crise inflacionária global.

O chefe da diplomacia turca disse que Ancara defende o regresso à situação anterior à guerra, sem uma portagem para atravessar uma via marítima essencial para o comércio mundial, como ameaçou o Irão.

"Os países da região com os quais falei estão preocupados com uma coisa: querem regressar, após a guerra, ao regime em vigor antes do conflito", insistiu.

Fidan lembrou que "se trata de uma zona internacional de livre passagem".

"A violação desta liberdade de passagem e desta segurança não é desejável para nenhuma das partes", afirmou.

O ministro turco acrescentou que pelo estreito transita não só petróleo e gás, mas também "géneros alimentares e outras mercadorias destinadas aos países do Golfo".

13.04.2026

China pede navegação "sem entraves" face a bloqueio de portos iranianos

A China defendeu hoje a necessidade de garantir uma navegação "sem entraves" no estreito de Ormuz, horas antes do bloqueio anunciado de portos iranianos pelos Estados Unidos, e pediu a Washington e Teerão para manterem o cessar-fogo.

"O estreito de Ormuz é uma via comercial internacional crucial para bens e energia, e é do interesse comum da comunidade internacional garantir a sua segurança, estabilidade e um tráfego sem entraves", afirmou o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Guo Jiakun, em conferência de imprensa.

O responsável reiterou que a guerra desencadeada pelos Estados Unidos e por Israel é a "causa principal" da quase paralisação do estreito de Ormuz.

"A solução passa por um cessar-fogo imediato e pelo fim das hostilidades. Todas as partes devem manter a calma e exercer contenção", acrescentou.

A diplomacia chinesa tem sido apontada como um dos fatores que contribuíram para o atual cessar-fogo entre o Irão e os Estados Unidos, apesar da discrição de Pequim.

A China é um parceiro importante do Irão, que antes da guerra destinava ao país asiático mais de 80% das suas exportações de petróleo, segundo a consultora Kpler.

Mais de metade das importações chinesas de petróleo transportado por via marítima provinha do Médio Oriente e transitava maioritariamente pelo estreito de Ormuz, segundo a mesma fonte.

"A China está disposta a continuar a desempenhar um papel positivo e construtivo", afirmou Guo Jiakun.

Pequim apelou a Teerão e Washington para prosseguirem a via diplomática, apesar do fracasso das negociações no Paquistão, considerando que essas conversações "constituem um passo rumo à paz".

"A China espera que as partes respeitem o acordo temporário de cessar-fogo, continuem a resolver as divergências por meios políticos e diplomáticos, evitem retomar as hostilidades e criem condições para um rápido regresso à paz", afirmou.

13.04.2026

Reino Unido rejeita apoiar bloqueio dos EUA no estreito de Ormuz

O Reino Unido "não apoia o bloqueio" do estreito de Ormuz que o Presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou impor a partir de hoje, afirmou o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.

"Não apoiamos o bloqueio", afirmou em declarações hoje à BBC, acrescentando que "toda a mobilização diplomática, política (...) tem-se concentrado no objetivo de reabrir totalmente o estreito".

Starmer admitiu estar "muito preocupado com o impacto que esta guerra está a ter nas pessoas no Reino Unido, que obviamente não tiveram qualquer papel na guerra" e disse que a melhor forma de evitar o aumento dos preços de energia é retomar a navegação no estreito de Ormuz.

Questionado sobre se o Reino Unido iria ajudar nas operações de desminagem das águas, como Trump sugeriu, Starmer afirmou que o país tem "capacidade" mas evitou discutir o que chamou "questões operacionais".

"Fomos muito claros ao afirmar que não iríamos ser arrastados para esta guerra, e não estamos a fazer. Mas, ao mesmo tempo, temos estado envolvidos em ações defensivas, protegendo vidas britânicas e os interesses britânicos", disse.

Os Estados Unidos anunciaram que vão começar a bloquear todo o tráfego marítimo de entrada e saída nos portos iranianos hoje às 15:00 (hora de Lisboa), conforme anunciado pelo Comando Central das Forças Armadas do país (Centcom), que cobre o Médio Oriente.

O Irão tem mantido o controlo total sobre a navegação pelo estreito, tendo apenas permitido desde o início da guerra a passagem de navios de países aliados, e com os quais manteve conversações recentes, como a China e a Índia.

"O bloqueio vai ser aplicado de forma imparcial a navios de todas as nações que entrem ou saiam de portos e zonas costeiras do Irão, incluindo todos os portos iranianos no golfo Pérsico e no golfo de Omã", indicou o Centcom em comunicado.

Keir Starmer está de regresso a Londres, após uma visita na semana passada ao Médio Oriente, durante a qual se encontrou com líderes da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar e Bahrain.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou no domingo um bloqueio de entradas e saídas de navios no estreito de Ormuz, após o fim das conversações presenciais com o Irão, sem acordo.

As autoridades norte-americanas disseram que as negociações falharam devido ao que descreveram como a recusa do Irão em comprometer-se a abandonar o caminho para uma arma nuclear, enquanto as autoridades iranianas culparam os Estados Unidos pelo fracasso das negociações, sem especificar os pontos de discórdia.

Nenhum dos lados indicou o que acontecerá após o fim do cessar-fogo de 14 dias, a 22 de abril, e os mediadores paquistaneses instaram todas as partes a mantê-lo.

Ambos disseram que as suas posições eram claras e colocaram a responsabilidade no outro lado, sublinhando o quão pouco a distância tinha diminuído ao longo das negociações.

13.04.2026

Turquia crê que Washington e Teerão são sinceros sobre manutenção de cessar-fogo

O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, afirmou hoje que Estados Unidos da América (EUA) e Irão estão a ser sinceros quanto à manutenção do cessar-fogo, apesar da interrupção das reuniões no domingo.

"Pelo que sei, ambos os lados estão a ser sinceros quanto ao cessar-fogo", disse à agência de notícias estatal Anadolu, acrescentando ter havido "contacto com as partes envolvidas nas negociações ao longo do dia, a fim de avaliar".

Segundo Fidan, "se a questão nuclear se tornar uma situação de tudo ou nada, particularmente em relação ao enriquecimento de urânio", aí, pode haver "sérios obstáculos".

As conversações de paz fracassaram no fim de semana, algo que levou o presidente norte-americano, Donald Trump, a anunciar um bloqueio de todo o tráfego marítimo de e para os portos iranianos.

As delegações de EUA e República Islâmica iraniana deixaram de Islamabade no domingo, sem chegarem a um acordo, após mais de 20 horas de reuniões, no encontro cara-a-cara de mais alto nível entre os dois países desde a revolução islâmica de 1979.

Trump justificou a decisão sobre atuar no estreito de Ormuz porque, segundo o próprio, Teerão não quer renunciar às suas "ambições nucleares".

13.04.2026

Forças Armadas iranianas condenam bloqueio americano de Ormuz como pirataria

O Irão condenou o bloqueio naval dos Estados Unidos ao estreito de Ormuz, com início previsto para hoje, como um ato de pirataria, ameaçando que nenhum porto no Golfo Pérsico estará seguro se os iranianos estiverem ameaçados.

"As restrições impostas pelos Estados Unidos, um país criminoso, à navegação e ao trânsito marítimo em águas internacionais são ilegais e constituem um ato de pirataria", declarou o segundo o porta-voz do Comando Central, tenente-coronel Ebrahim Zolfaqari, em declarações divulgadas pelos meios de comunicação estatais.

"Se a segurança dos portos da República Islâmica nas águas do Golfo Pérsico e do Mar Arábico estiver ameaçada, nenhum porto no Golfo Pérsico e no Mar Arábico estará seguro", segundo o porta-voz do Comando Central.

Zolfaqari reiterou que Teerão continuará a "impor firmemente um mecanismo de controlo permanente para o estreito de Ormuz", segundo o qual não permitirá a passagem de "embarcações ligadas ao inimigo".

"Outras embarcações, que respeitem as normas estabelecidas pelas Forças Armadas iranianas, poderão ainda atravessar o estreito", assegurou.

Os Estados Unidos anunciaram no domingo que iriam começar a bloquear todo o tráfego marítimo que entra e sai dos portos iranianos a partir de hoje às 14:00 GMT (15:00 em Lisboa).

"O bloqueio será aplicado de forma imparcial às embarcações de todas as nações que entrem ou saiam dos portos e áreas costeiras iranianas, incluindo todos os portos iranianos no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã", afirmou o Comando Central (CENTCOM) do EUA.

O anúncio do CENTCOM surgiu depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter dito que os EUA iriam bloquear o estreito de Ormuz e ter acusado o Irão de manter as suas "ambições nucleares", após as conversações de paz no Paquistão, durante o fim de semana, terminarem sem um acordo.

O Irão mantém encerrada esta via navegável estratégica, por onde passa um quinto do petróleo mundial, em retaliação pela ofensiva conjunta dos EUA e de Israel lançada em 28 de fevereiro contra a República Islâmica.

13.04.2026

Bloqueio de Ormuz pelos EUA começa esta segunda-feira. Só abrange passagem por portos iranianos

As forças americanas vão começar a bloquear todo o tráfego marítimo que entra e sai dos portos iranianos a partir das 10:00, hora de Nova Iorque, desta segunda-feira (15:00 em Lisboa), anunciou o Comando Central dos EUA, depois de o Presidente Donald Trump ter dito que o iria fazer após negociações de paz falhadas este fim de semana, em Islamabad.

"O bloqueio vai ser aplicado de forma imparcial a todas as embarcações, de todas as nações, que entrem ou partam de portos iranianos e zonas costeiras, incluindo todos os portos iranianos no Golfo Arábico e no Golfo de Omã", pode ler-se num comunicado citado pela Bloomberg.

As forças americanas esclarecem que não vão impedir a navegação de embarcações que façam a travessa do estreito de Ormuz sem se dirigirem a portos irianianos.

13.04.2026

Petróleo volta a disparar com receios de nova escalada do conflito no Médio Oriente. Brent acima dos 100 dólares

Os preços do petróleo voltaram a negociar com fortes valorizações nesta segunda-feira, depois de no conjunto da semana passada terem registado uma queda de mais de 10%. A impulsionar os preços está o facto de os Estados Unidos (EUA) e o Irão não terem conseguido chegar a um acordo durante as negociações em Islamabad, capital do Paquistão, o que levou Donald Trump a anunciar que as forças americanas vão começar a bloquear todo o tráfego marítimo que entra e sai dos portos iranianos a partir das 10h, hora de Nova Iorque, desta segunda-feira (15h em Lisboa).

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