EUA aplicam tarifas de 25% a países que negoceiem com o Irão

As tarifas, que afetarão países como a China, Brasil, Turquia e Rússia, entram em vigor com efeitos imediatos, escreveu Donald Trump na sua rede social. Pretendem pressionar o regime de Teerão a acabar com a repressão dos protestos, o que já causou cerca de 600 vítimas mortais.
Trump sanciona países que negoceiam com Teerão
:Evan Vucci AP
Pedro Barros Costa 12 de Janeiro de 2026 às 22:26

Os parceiros comerciais dos EUA que façam negócios com o Irão vão enfrentar tarifas de 25%, anunciou Donald Trump, procurando aumentar a pressão sobre o regime teocrático, que enfrenta uma vaga de protestos que já causou 600 mortos.   

“Qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irão pagará uma tarifa de 25% sobre todas as transações comerciais realizadas com os Estados Unidos da América”, escreveu Trump numa publicação nas redes sociais. “Esta ordem é definitiva e sem recurso”, sublinhou.

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O Presidente norte-americano já tinha avisado Teerão para não disparar sobre os manifestantes, ameaçando com uma intervenção militar para travar a repressão das forças do regime sobre a população.       

De acordo com Trump, o regime está a “começar a ultrapassar” essa linha vermelha, estando a avaliar, com a equipa de segurança nacional, “opções muito fortes”.

As tarifas, que afetarão países aliados do Irão como a China, Brasil, Turquia e Rússia, alguns dos quais clientes do petróleo iraniano, entram em vigor com efeitos imediatos, escreveu Trump.  

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No domingo, o WSJ avançou que Trump irá reunir-se esta terça-feira com o secretário de Estado, Marco Rubio, o secretário da Defesa, Pete Hegseth, e altas patentes militares para avaliar as opções em cima da mesa para uma intervenção no Irão.

Além das sanções económicas, de ciberataques e do apoio às forças antigovernamentais no acesso à internet – com o possível uso do sistema Starlink, de Elon Musk – está também uma possível intervenção militar.

O Irão já respondeu a essa possibilidade, prometendo atacar as bases norte-americanas no Médio Oriente, caso as forças armadas norte-americanas visem alvos estratégicos iranianos.

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