Ao minutoAtualizado há 11 min11h20

Irão: Pentágono prepara-se para semanas de operações, diz Washington Post e Teerão assume que espera ataque terrestre

Acompanhe os desenvolvimentos do dia no conflito no Médio Oriente.
Ação de Trump tem gerado vários protestos pelo mundo
Jeon Heon-Kyun/EPA
09:30
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há 12 min.11h20

Israel afirma ter atacado centros de comando móveis e fábricas de armas em Teerão

Israel concluiu uma nova onda de ataques contra “centros de comando móveis” do Governo iraniano e fábricas de produção de armas em Teerão durante a noite passada, segundo informou este domingo o exército israelita.

Por seu lado, o Irão designou como alvos militares as universidades israelitas e norte-americanas no Médio Oriente, em resposta aos ataques de Washington e Telavive contra as suas instituições de ensino, e os rebeldes Huthis do Iémen lançaram, pelo segundo dia consecutivo, mísseis contra o sul do território israelita.

Em comunicado, o exército israelita afirma que, nos últimos dias, “o regime iraniano tinha começado a transferir os seus centros de comando para unidades móveis, depois de a maioria deles ter sido atacada pelas Forças de Defesa de Israel (FDI) durante o último mês”.

Segundo refere, os caças israelitas terão destruído vários destes centros de comando temporários, “incluindo os comandantes que neles operavam”, durante esta última onda de bombardeamentos.

O exército israelita acrescenta que os seus ataques também tiveram como alvo infraestruturas pertencentes à indústria de produção de armas iraniana, tendo atingido, segundo afirma, “dezenas de depósitos e fábricas de armamento”.

Por seu lado, a agência iraniana Fars indicou que “foram ouvidas várias explosões” na capital persa, sem fornecer mais detalhes.

Num comunicado divulgado pela agência iraniana Tasnim, ligada ao corpo de elite da República Islâmica, a Guarda Revolucionária assegurou que “todas as universidades do regime de ocupação [em referência a Israel] e dos Estados Unidos são alvos legítimos até que duas universidades sejam atacadas em resposta às iranianas que foram destruídas”.

A Guarda Revolucionária advertiu “todos os trabalhadores, professores e estudantes das universidades americanas na região e residentes nas suas imediações” para se manterem a uma distância de um quilómetro das instituições.

Na madrugada de sábado, os EUA e Israel bombardearam a Universidade de Ciência e Tecnologia em Teerão e, na quinta-feira passada, atacaram a Universidade Tecnológica de Isfahan, no centro do país, sem que se registassem vítimas mortais em nenhum dos dois casos.

Entretanto, os rebeldes xiitas Houthis do Iémen, aliados do Irão, levaram a cabo “a segunda operação militar” com um bombardeamento de mísseis de cruzeiro e drones dirigidos contra vários alvos militares no sul de Israel, indicou num comunicado o porta-voz militar do grupo, Yahya Sarea.

As Forças de Defesa de Israel garantiram que um dos drones, que fez disparar os alarmes às 20:00, hora local, em Eilat, foi abatido e um míssil foi intercetado antes de atingir a fronteira israelita, segundo informa o Times of Israel.

O porta-voz huti afirmou que o grupo continuaria os seus ataques “nos próximos dias” até que Israel suspendesse as suas operações militares, que classificou de “crimes contra o povo e os países da região”.

há 39 min.10h52

Presidente do Parlamento do Irão avisa que Washington prepara ataque terrestre

O presidente do Parlamento iraniano, Mohamed-Bagher Ghalibaf, afirmou este domingo que os Estados Unidos estão a planear uma ofensiva terrestre enquanto, publicamente, conduzem esforços diplomáticos para pôr fim à guerra.

“O inimigo envia publicamente mensagens de negociação e diálogo, enquanto secretamente planeia uma ofensiva terrestre”, disse Ghalibaf, antigo comandante da Guarda da Revolução, num comunicado divulgado pela agência noticiosa oficial IRNA.

Para o presidente do Parlamento iraniano, os sinais de aproximação demonstrados pelos Estados Unidos ao longo da última semana “não passam de uma cobertura para ocultar preparativos de uma invasão terrestre”, assegurando que o Exército iraniano está preparado para enfrentar essa operação.

“Mas o inimigo […] ignora que os nossos homens aguardam a chegada de soldados norte-americanos para os atacar e punir para sempre os seus aliados regionais”, afirmou o líder do Parlamento iraniano, dominado pelos ultraconservadores.

Na avaliação deste domingo sobre a atual situação da guerra, Ghalibaf afirmou que o conflito atravessa “o momento mais delicado”, uma vez que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que a reabertura do estratégico estreito de Ormuz, sob controlo total do Irão, se tornou uma “prioridade operacional”, face ao cenário económico que se avizinha, com um mercado energético “fora de controlo” e uma “inflação alimentar iminente”.

“Trump foi acusado de travar uma guerra sem sentido no mundo e não tem resposta para a opinião pública. A maldade de iniciar uma guerra voltou-se contra quem a iniciou”, acrescentou o presidente do Parlamento iraniano.

As declarações surgem em pleno contexto de conversações indiretas entre Washington e Teerão, com mediação do Paquistão (envolvem também Arábia Saudita, Egito e Turquia), e após o anúncio de Trump, feito na quinta-feira, de que adiava até 06 de abril o ultimato dado ao Irão para desbloquear o estreito de Ormuz, sob pena de destruir as suas centrais elétricas.

há 39 min.10h52

Presidente do Parlamento do Irão avisa que Washington prepara ataque terrestre

O presidente do Parlamento iraniano, Mohamed-Bagher Ghalibaf, afirmou este domingo que os Estados Unidos estão a planear uma ofensiva terrestre enquanto, publicamente, conduzem esforços diplomáticos para pôr fim à guerra.

“O inimigo envia publicamente mensagens de negociação e diálogo, enquanto secretamente planeia uma ofensiva terrestre”, disse Ghalibaf, antigo comandante da Guarda da Revolução, num comunicado divulgado pela agência noticiosa oficial IRNA.

Para o presidente do Parlamento iraniano, os sinais de aproximação demonstrados pelos Estados Unidos ao longo da última semana “não passam de uma cobertura para ocultar preparativos de uma invasão terrestre”, assegurando que o Exército iraniano está preparado para enfrentar essa operação.

“Mas o inimigo […] ignora que os nossos homens aguardam a chegada de soldados norte-americanos para os atacar e punir para sempre os seus aliados regionais”, afirmou o líder do Parlamento iraniano, dominado pelos ultraconservadores.

Na avaliação deste domingo sobre a atual situação da guerra, Ghalibaf afirmou que o conflito atravessa “o momento mais delicado”, uma vez que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que a reabertura do estratégico estreito de Ormuz, sob controlo total do Irão, se tornou uma “prioridade operacional”, face ao cenário económico que se avizinha, com um mercado energético “fora de controlo” e uma “inflação alimentar iminente”.

“Trump foi acusado de travar uma guerra sem sentido no mundo e não tem resposta para a opinião pública. A maldade de iniciar uma guerra voltou-se contra quem a iniciou”, acrescentou o presidente do Parlamento iraniano.

As declarações surgem em pleno contexto de conversações indiretas entre Washington e Teerão, com mediação do Paquistão (envolvem também Arábia Saudita, Egito e Turquia), e após o anúncio de Trump, feito na quinta-feira, de que adiava até 06 de abril o ultimato dado ao Irão para desbloquear o estreito de Ormuz, sob pena de destruir as suas centrais elétricas.

há 44 min.10h48

Ataque do Irão contra unidade de alumínio no Bahrein faz dois feridos

Um ataque iraniano a uma unidade de fundição de alumínio no Reino do Bahrein feriu duas pessoas, segundo avança o Financial Times citando o proprietário da infraestrutura. A empresa em questão, a Alba, afirmou que os ferimentos sofridos pelos seus funcionários foram ligeiros.

A Alba, que gere a maior fundição de alumínio do mundo num único local, afirmou que ainda estava a avaliar os danos causados pelo ataque. No sábado, o Bahrein informou que os seus sistemas de defesa aérea tinham intercetado 20 mísseis balísticos e 23 drones nas últimas 24 horas.

10h21

Pentágono prepara-se para semanas de operações terrestres no Irão, diz Washington Post

Chris Torres/EPA

O Pentágono está a preparar-se para semanas de operações terrestres no Irão, este domingo citando responsáveis norte-americanos. O plano, diz o jornal, acontece na mesma altura em que que milhares de soldados e fuzileiros navais norte-americanos chegam ao Médio Oriente para o que poderá tornar-se uma nova e perigosa fase da guerra, caso o presidente Donald Trump opte por intensificar o conflito.

O mesmo jornal adianta que não era claro, no sábado, se o presidente norte-americano, Donald Trump, aprovaria todos, alguns ou nenhum dos planos do Pentágono.

Nos últimos dias, a administração Trump tem oscilado entre declarar que a guerra está a chegar ao fim e ameaçar intensificá-la. Embora o Presidente tenha dado sinais de querer negociar o fim do conflito, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, advertiu na terça-feira que, se o regime de Teerão não puser fim às suas ambições nucleares e não cessar as suas ameaças contra os Estados Unidos e os seus aliados, Trump está "preparado para desencadear o inferno" contra Teerão.

No sábado, milhares de pessoas saíram à rua em todo o mundo em protestos contra a administração norte-americana. Estavam planeados mais de 3.200 iniciativas e contestação nos 50 estados norte-americanos, bem como em várias cidades fora dos EUA.

Tratou-se de uma nova vaga de protestos sob o lema “No Kings”, que os organizadores esperavam conseguir tornar na maior mobilização de um só dia na história do país.

09h43

Irão reivindica ataques contra grandes instalações industriais no Golfo

O Irão reivindicou este domingo ataques contra duas das maiores fundições de alumínio do mundo, no Bahrein e nos Emirados Árabes Unidos, reacendendo receios de perturbações significativas para a economia mundial após um mês de guerra no Médio Oriente.

Num conflito que não dá sinais de diminuir de intensidade, o Irão e Israel continuam a bombardear-se mutuamente e vários países do Golfo voltaram a relatar ataques iranianos. No sábado, os rebeldes houthis do Iémen, apoiados por Teerão, abriram uma nova frente na guerra ao lançarem dois ataques contra Israel.

Os Guardas da Revolução, o exército ideológico do Irão, reivindicaram ataques com mísseis e drones que danificaram no sábado as fábricas da Aluminium Bahrain (Alba) e da Emirates Global Aluminium (EGA).

A fundição da Alba, uma das maiores do mundo, já tinha anunciado em 15 deste mês o encerramento de 19% da sua capacidade de produção para fazer face às perturbações no abastecimento provocadas pelo bloqueio, por parte do Irão, do estratégico estreito de Ormuz.

A empresa confirmou no domingo que dois dos seus trabalhadores ficaram ligeiramente feridos no ataque iraniano e afirmou estar a avaliar a extensão dos danos nas suas instalações.

No sábado, a EGA tinha anunciado que a sua fábrica de Al Taweelah, em Abu Dhabi, um dos seus dois locais nos Emirados, tinha sofrido "danos significativos" num ataque que provocou seis feridos.

As duas empresas, "graças aos investimentos e participações de sociedades norte-americanas, desempenham um papel importante no fornecimento às indústrias militares do exército dos Estados Unidos", afirmaram os Guardas da Revolução.

Segundo a mesma fonte, os ataques foram realizados em represália por ações norte-americanas e israelitas contra infraestruturas industriais no Irão.

Hoje de manhã, segundo a agência iraniana Irna, novos bombardeamentos atingiram um cais no porto iraniano de Bandar Khamir, perto do estreito de Ormuz, provocando cinco mortos e quatro feridos.

Os Guardas da Revolução ameaçaram também atacar universidades norte-americanas no Médio Oriente, em retaliação a idênticas operações por ataques que, segundo afirmam, danificaram dois estabelecimentos de ensino superior no Irão.

Várias universidades norte-americanas têm campus em países do Golfo, como a Universidade Texas A&M, instalada no Qatar, ou a Universidade de Nova Iorque, nos Emirados Árabes Unidos.

Disparos de mísseis e drones continuaram hoje em toda a região. Em Teerão, um jornalista da AFP ouviu por duas vezes explosões provenientes do norte da cidade, enquanto fumo se elevava de zonas atingidas a leste.

A cadeia televisiva qatari al-Araby anunciou que o seu escritório na capital iraniana foi atingido por um bombardeamento.

Em Israel, o exército voltou a relatar, como nas noites anteriores, mísseis iranianos a dirigirem-se para o seu território e pediu às populações das zonas visadas que procurassem abrigo.

O Kuwait e os Emirados Árabes Unidos também relataram ataques com drones e mísseis ao amanhecer de domingo.

No âmbito dos esforços diplomáticos para tentar pôr fim à guerra, responsáveis da Turquia, do Paquistão, do Egito e da Arábia Saudita deverão reunir-se ainda hoje e na segunda-feira em Islamabade para "discussões aprofundadas".

Numa altura em que o tráfego marítimo mundial está fortemente perturbado pelo bloqueio do estreito de Ormuz, a entrada dos houthis na guerra poderá agravar a situação: os rebeldes iemenitas realizaram numerosos ataques contra navios comerciais no mar Vermelho entre 2023 e 2025, durante a guerra entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza.

09h25

Teerão autoriza passagem de 20 navios paquistaneses por estreito de Ormuz

 O Governo do Irão autorizou a passagem de 20 navios comerciais sob bandeira paquistanesa pelo estreito de Ormuz, uma concessão anunciada este domingo por Islamabade como "um passo significativo para a paz".

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Paquistão, Ishaq Dar, confirmou o acordo que vai permitir a passagem de dois navios por dia por esta rota marítima estratégica, restrita ao comércio global desde o início da guerra lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, há um mês.

"Este é um gesto bem-vindo e construtivo por parte do Irão e merece reconhecimento. É um presságio de paz e ajudará a marcar o início da estabilidade na região", declarou o chefe da diplomacia paquistanesa numa mensagem publicada nas redes sociais.

Ishaq Dar disse que a autorização é "um passo significativo para a paz".

"Reforçara os nossos esforços coletivos nesse sentido", sublinhou o responsável, que insistiu que "o diálogo, a diplomacia e este tipo de medidas de reforço da confiança são o único caminho a seguir".

O levantamento parcial do bloqueio marítimo ao Paquistão ocorre apenas algumas horas depois de o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, ter mantido uma longa conversa telefónica com o Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian.

Durante a chamada, no sábado, Teerão exigiu a necessidade de "gerar confiança" como condição prévia para avançar nas conversações sobre a proposta de paz impulsionada pelos Estados Unidos e encaminhada pelo Paquistão.

A capital paquistanesa recebe hoje os ministros dos Negócios Estrangeiros da Arábia Saudita, da Turquia e do Egito, que ao longo de dois dias vão tentar coordenar uma possível saída para a crise que evite a expansão do conflito no Golfo.

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