Ao minuto11h07

Trump pressiona Irão a levar negociações a sério "antes que seja tarde demais"

Acompanhe os desenvolvimentos do dia no conflito no Médio Oriente.
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Foto: Hussein Malla/AP Ataque israelita ao Líbano. Foto: Ohad Zwigenberg "Iron Dome" israelita dispara para interceptar mísseis sobre Tel Aviv. Foto: Vahid Salemi/ AP Manifestação de apoio ao regime iraniano em Teerão Foto: Aaron Favila/ AP Protesto contra subida dos combustíveis nas Filipinas.
Negócios 11:07
Últimos eventos
11h05

Trump pressiona Irão a levar negociações "a sério rapidamente, antes que seja tarde demais"

Donald Trump exortou Teerão a levar as negociações com os Estados Unidos (EUA) “a sério, rapidamente, antes que seja tarde de mais”.

Numa publicação na sua rede social Truth Social, o Presidente norte-americano voltou a reiterar que o Irão está a “implorar” para que se chegue a um acordo entre ambos os países para pôr fim à guerra, o que acrescenta ser “compreensível, uma vez que foram militarmente aniquilados, sem qualquer hipótese de recuperação”.

Ainda assim, escreve o republicano na mesma publicação, "os negociadores iranianos são muito diferentes e 'estranhos'", já que Teerão continua a afirmar “publicamente que estão apenas a analisar” a proposta dos EUA. “É melhor que levem isto a sério rapidamente, antes que seja tarde demais, porque se assim for, NÃO HÁ VOLTA A DAR, e não vai ser nada bonito!”, sublinhou Trump.

09h56

China vê "raio de esperança" em resolução do conflito

O ministro dos Negócios Estrangeiros da China diz ver um "raio de esperança" no que toca a uma resolução pacífica do conflito entre o Irão e os EUA, apesar de Teerão continuar a negar qualquer entendimento.

Wang Yi instou ao diálogo em conversas com os homólogos turco e egípcio, sugerindo que tanto Teerão como Washington deram sinais de que estão dispostos a negociar. "Com tanto os EUA como o Irão a sinalizarem disponibilidade para negociar, um raio de esperança na paz emergiu", disse Wang ao ministro dos Negócios Estrangeiros do Egito, de acordo com uma transcrição fornecida por Pequim.

09h11

Austrália proíbe entrada de pessoas com passaporte iraniano por seis meses

As autoridades australianas proíbe a partir de hoje que pessoas com passaportes iranianos entrem no país, e por uma período de seis meses , seja para fins turísticos ou de trabalho.

"As viagens para a Austrália estão temporariamente restritas para visitantes com passaportes iranianos", lê-se num comunicado do Departamento de Assuntos Internos da Austrália.

Sem mais detalhes, o departamento indica que o governo tomou essa decisão para "proteger a integridade e a sustentabilidade do sistema de migração".

O governo iraniano ainda não se manifestou oficialmente sobre a decisão de Camberra.

A medida surge após a Austrália ter concedido asilo a várias jogadoras da seleção feminina de futebol do Irão, que estavam no país a participar num torneio, depois da televisão estatal iraniana ter rotulado várias atletas de "traidoras" por se recusarem a cantar o hino nacional antes de uma jogo.

No entanto, cinco das sete jogadoras que inicialmente procuraram asilo acabaram por reverter a decisão e regressaram ao Irão na semana passada com a restante equipa, enquanto duas permaneceram na Austrália.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, instou a Austrália a conceder asilo às jogadoras.

07h29

Japão começa a colocar no mercado reservas estatais de crude

As autoridades japonesas começaram hoje a colocar no mercado milhões de barris das suas reservas estatais de petróleo bruto para compensar as perdas de abastecimento decorrentes da interrupção do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz.

Os barris, correspondentes a um mês de consumo nacional, serão entregues nos próximos dias a quatro grandes petrolíferas japonesas, que os adquiriram por um preço de 540 mil milhões de ienes (cerca de 2,9 mil milhões de euros), avança o diário económico japonês Nikkei.

A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, tinha antecipado esta terça-feira, numa mensagem na rede social X, que o país começaria hoje a colocar no mercado as reservas estatais, depois de, no passado dia 16 de março, ter sido libertado o equivalente a 15 dias de abastecimento das reservas privadas das petrolíferas japonesas.

Além disso, Takaichi afirmou que, ao longo do mês, começaria a ser libertado petróleo bruto das reservas que o arquipélago mantém em conjunto com países produtores de petróleo, como a Arábia Saudita ou o Kuwait.

O Japão importa do Médio Oriente 90% do petróleo bruto que consome, e, desde o início da guerra, as autoridades têm salientado a importância de garantir o abastecimento e limitar o impacto da guerra nos preços dos combustíveis.

O Governo de Takaichi aprovou também subsídios às petrolíferas para tentar manter o preço da gasolina em cerca de 170 ienes (0,92 euros) por litro, depois deste combustível ter atingido na semana passada um máximo de 190,8 ienes (1,04 euros).

Esta quarta-feira, a primeira-ministra reuniu-se em Tóquio com o diretor executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, e pediu-lhe que preparasse "possíveis libertações coordenadas adicionais" de petróleo bruto, caso a guerra no Irão se prolongue.

Birol reiterou que a agência está disposta a colocar no mercado reservas adicionais, se necessário, e agradeceu ao Japão pelo apoio à decisão de libertar centenas de milhões de barris das reservas estratégicas dos seus países membros para compensar as perdas de abastecimento.

07h29

Exército de Israel anuncia vaga de ataques "em grande escala" contra Teerão

O Exército de Israel comunicou hoje ter concluído uma vaga de ataques "em grande escala" contra vários alvos no Irão, sem fornecer mais detalhes.

Numa mensagem publicada na plataforma de mensagens Telegram, as Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram que estes bombardeamentos visaram "infraestruturas do regime de terror iraniano" e mencionaram Isfahan, no centro do país, como um dos alvos.

Ainda não é conhecido o alcance dos ataques.

Isfahan é um ponto-chave para a infraestrutura energética e militar iraniana, onde está albergada uma central de enriquecimento de urânio.

Desde que os Estados Unidos e Israel lançaram o ataque conjunto contra Teerão no dia 28 de fevereiro, que desencadeou o atual conflito, os bombardeamentos têm sido contínuos.

A Guarda da Revolução Islâmica iraniana afirmou também ter lançado uma nova onda de mísseis e drones contra Israel e contra alvos norte-americanos nos países do Golfo Pérsico.

07h28

Filipinas recebe petróleo russo dias após declarar "estado de emergência energética"

Um navio com mais de 700.000 barris de petróleo bruto russo chegou às Filipinas, revelou hoje uma fonte filipina, poucos dias depois de o país ter declarado "estado de emergência energética" devido à guerra no Médio Oriente.

O Sara Sky, com pavilhão da Serra Leoa, chegou na segunda-feira com petróleo bruto de alta qualidade proveniente do oleoduto russo Sibéria-Pacífico (ESPO) destinado à Petron, a única refinaria de petróleo das Filipinas, precisou a fonte em declarações à agência France-Presse (AFP), que não a identificou.

O arquipélago depende em grande medida das importações de combustível, cujo custo disparou desde o início da guerra no Médio Oriente, desencadeada pelos ataques americano-israelitas ao Irão em 28 de fevereiro.

O Irão está desde então a bloquear, de facto, o estreito de Ormuz, por onde transita 20% da produção mundial de hidrocarbonetos, grande parte dos quais se destina ao continente asiático.

Um jornalista da AFP constatou a presença do Sara Sky ancorado no porto de Limay, perto de Manila, onde se situa a refinaria Petron.

Trata-se da primeira entrega de petróleo russo às Filipinas em cinco anos, segundo vários meios de comunicação locais.

A Petron recusou-se hoje a confirmar a chegada da carga. O seu diretor-geral, Ramon Ang, tinha afirmado na semana passada à AFP que a empresa estava "em negociações" para uma eventual compra de petróleo russo.

07h27

Parlamento iraniano quer cobrar portagem para passagem pelo estreito de Ormuz

O parlamento iraniano pretende aprovar uma lei para cobrar portagem aos navios que transitam pelo estreito de Ormuz, passagem estratégica por onde circula 20% do petróleo mundial, informou a agência de notícias Tasnim.

"Procuramos um projeto de lei que reconheça legalmente a soberania, o domínio e a supervisão do Irão sobre o estreito de Ormuz e que, além disso, seja uma fonte de receitas para o país através da cobrança de uma portagem", afirmou o presidente da comissão de Assuntos Civis do parlamento, Mohamad Reza Rezaei Kochi, de acordo com a Tasnim.

A mesma fonte indicou que está a ser elaborado um projeto de lei para "cobrar uma taxa pela prestação de segurança aos navios que transitam pelo estreito de Ormuz".

O responsável afirmou que se espera que o projeto seja finalizado na próxima semana --- o início da semana iraniana é no sábado --- e, em seguida, vai ser apresentado ao parlamento para discussão.

A República Islâmica mantém o estreito de Ormuz bloqueado "aos inimigos" desde o início da guerra lançada pelos Estados Unidos e Israel a 28 de fevereiro, embora tenha permitido a passagem de petroleiros de países que considera amigos, como Tailândia ou Índia.

Este bloqueio elevou o preço do petróleo, uma vez que o estreito é fundamental para o comércio energético global, pelo que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exigiu ao Irão que reabrisse a passagem, algo a que o país persa se recusou a fazer até ao momento.

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