Nvidia quase duplica receitas mas projeções ficam abaixo das expectativas mais elevadas
A gigante dos chips Nvidia superou as expectativas de receitas na apresentação de resultados do primeiro trimestre. As vendas dispararam 85% para 81,62 mil milhões de dólares, contra estimativas de 79,19 mil milhões dos analistas consultados pela Bloomberg.
Em termos globais, o lucro líquido mais que triplicou, subindo 211% para 58,3 mil milhões de dólares, contra os 18,8 mil milhões do trimestre homólogo. Já o lucro por ação ajustado subiu 140% para 1,87 dólares.
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Contudo, a empresa não foi ao encontro das expectativas mais elevadas nas previsões de receitas para o trimestre atual. As vendas deverão alcançar os 91 mil milhões, superando a previsão média dos analistas de 87 mil milhões, mas abaixo das estimativas mais elevadas, que apontavam receitas até 96 mil milhões.
O "outlook" poderá dececionar os investidores, que estão habituados a que a Nvidia apresente projeções que ultrapassam as expecativas dos analistas por larga margem. As previsões poderão ser um sinal da intensificação da concorrência no setor dos chips para inteligência artificial.
A primeira reação dos mercados aos números foi negativa, com as ações a recuarem 3% na negociação “after hours”. As ações registavam uma subida de 20% desde o inicio do ano, ultrapassando o desempenho do S&P 500, mas atrás da performance das fabricantes de chips rivais.
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Contudo, o CEO e fundador da empresa mantém-se otimista quanto ao futuro “A construção de fábricas de IA - a maior expansão de infraestruturas da história da humanidade - está a acelerar a uma velocidade extraordinária”, refere Jensen Huang no comunicado de apresentação de resultados.
Os investimentos em centros de dados, a principal fonte de receitas da Nvidia, continuam a acelerar. De acordo com dados da Bloomberg, a despesa das empresas que mais apostam no setor da IA deverá alcançar os 725 mil milhões de dólares este ano.
A Nvidia é a última das chamadas "Sete Magníficas" do setor tecnológico dos EUA a apresentar as contas trimestrais, depois de a Tesla, Apple, Amazon, Alphabet, Meta e Microsoft já o terem feito.
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