Ao minuto31.03.2026

Comissão parlamentar iraniana aprova portagens em Ormuz. Irão ataca petroleiro do Kuwait no Dubai

Acompanhe os desenvolvimentos do dia no conflito no Médio Oriente.
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Foto: Jon Gambrell / AP Foto: Alex Brandon/ AP Trump diz que sem acordo os ataques ao Irão vão manter-se. Foto: Maya Levin/ AP Fumo visto no sul de Israel depois de um ataque com um míssil iraniano. Foto: Atef Safadi/ Lusa_EPA Sistema anti-míssil israelita interceta projétil iriano. Foto: Abedin Taherkenareh Um edifício destruído após um ataque aéreo no norte do Irão. Foto: Ahn Young-joon/ AP Manifestação contra guerra no Irão em Seul, Coreia do Sul. Foto: Ahn Young-joon/ AP Manifestação contra a guerra no Irão em Seul, Coreia do Sul.
Negócios 31 de Março de 2026 às 00:14
Últimos eventos
31.03.2026

Irão ataca petroleiro do Kuwait no Dubai

O petroleiro de bandeira do Kuwait Al-Salmi foi atacado pelo Irão enquanto estava atracado no porto do Dubai, anunciou a Kuwait Petroleum Corp., a petrolífera do país.

O navio estava totalmente carregado e sofreu danos no casco, tendo deflagrado um incêndio a bordo.

 As equipas de emergência foram mobilizadas e estão a trabalhar para conter a situação. O ataque poderá resultar num derrame de crude nas águas circundantes.

31.03.2026

Israel alcançou mais de metade dos objetivos na guerra contra o Irão, diz Netanyahu

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou esta segunda-feira que foram alcançados mais de metade dos objetivos da guerra contra o regime iraniano, prevendo que este irá acabar numa “derrocada”.

"Claramente, estamos a meio do caminho. Mas não quero estabelecer um calendário", afirmou Netanyahu numa entrevista ao canal de notícias conservador norte-americano Newsmax, no 31.º dia da guerra contra o Irão.

Questionado sobre a solidez da República Islâmica, que já perdeu o Líder Supremo ‘Ayatollah’ Ali Khamenei e alguns dos seus principais dirigentes, o chefe do governo israelita previu que acabará por ruir, embora tenha reiterado que não era esse o objetivo da guerra travada por Israel e pelos Estados Unidos.

"Acredito que este regime irá sofrer uma derrocada. Mas, por agora, neste preciso momento, o que estamos a fazer é simplesmente alterar as suas capacidades militares, as suas capacidades de mísseis balísticos, as suas capacidades nucleares, e também enfraquecê-lo por dentro", declarou Netanyahu.

“Acho que conquistámos muito. Enfraquecemos este regime. Desferimos-lhes um golpe muito duro. (...) Matámos milhares de membros da Guarda Revolucionária Islâmica e (...) matámos os seus líderes”, reivindicou o primeiro-ministro israelita.

31.03.2026

Rubio critica Espanha por não permitir uso do espaço aéreo para ofensiva no Irão

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, criticou esta segunda-feira a Espanha por proibir o uso do espaço aéreo, tendo questionado o papel da NATO se os Estados Unidos não se puderem servir "quando necessário".

"Temos países como a Espanha, um membro da NATO que nos comprometemos a proteger e que nos 2nega o uso do seu espaço aéreo e se vangloria disso, que nos nega o uso das suas bases, afirmou Rubio numa entrevista à Al Jazeera. "E há outros países que também o fizeram, e então perguntamo-nos: o que ganha os Estados Unidos?", argumentou.

Rubio explicou que uma das razões pelas quais ele próprio apoiava a NATO é porque as bases "dão influência, dão flexibilidade e dão capacidade operacional em todo o mundo" ao EUA.

"Mas se a NATO serve apenas para defendermos a Europa caso seja atacada, enquanto eles nos negam acesso às suas bases quando precisamos delas... não é um acordo muito bom", afirmou.

Rubio, que é também conselheiro de Segurança Nacional do presidente norte-americano, Donald Trump, alertou que "é difícil manter um compromisso e dizer que é bom para os Estados Unidos". "Tem sido muito frustrante", sublinhou.

Os Estados Unidos, recordou, têm dezenas de milhares de militares na Europa, milhares de milhões de dólares em armamento por toda a Europa. "Tudo isto para defender a Europa, não para defender os Estados Unidos (...) vamos ter de rever tudo isto" quando terminar a ofensiva contra o Irão, indicou.

Rubio salientou que "se amanhã decidíssemos retirar as nossas tropas da Europa, seria o fim da NATO".

Por outro lado, Rubio insistiu que o Irão "nunca pode vir a ter armas nucleares" porque as utilizaria para "chantagear" o mundo. "Não vamos permitir que isso aconteça de forma alguma, o risco é demasiado grande", sublinhou.

"E têm de deixar de patrocinar o terrorismo, e têm de deixar de construir armas que ameaçam os seus vizinhos, estes mísseis de curto alcance que estão a lançar têm apenas um objetivo, que é atacar a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, o Qatar, o Kuwait e o Bahrein", argumentou.

Por fim, sobre Cuba, Rubio sublinhou que os cortes de energia que ocorrem na ilha "não têm nada a ver" com os EUA. "Tiveram cortes de energia no ano passado, têm cortes de energia porque têm uma infraestrutura dos anos 50 e uma rede que nunca mantiveram e nunca melhoraram porque são incompetentes, é por isso que têm cortes de energia", salientou.

Espanha fechou o espaço aéreo a todos os voos envolvidos nos ataques ao Irão, além de ter recusado a utilização de duas bases militares pelos Estados Unidos (EUA), disseram o Governo e as forças armadas espanholas.

30.03.2026

Aliados dos EUA no golfo querem derrota clara do Irão

Os aliados dos EUA no golfo Pérsico defendem que o regime de Teerão não foi enfraquecido o suficiente pela ofensiva que começou há cerca de um mês, de acordo com fontes norte-americanas, israelitas e do golfo citadas pela AP.

Responsáveis da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos (EAU), Kuwait e Bahrein transmitiram em conversas privadas que não querem que a operação militar acabe até que haja mudanças significativas no regime ou uma mudança drástica no comportamento iraniano, diz a agência.

Embora os líderes regionais apoiem em grande medida a ofensiva dos EUA, um diplomata do golfo descreveu alguma divisão, com a Arábia Saudita e os Emirados a liderarem os apelos para o aumento da pressão militar sobre Teerão.

Os EAU surgiram como os mais agressivos dos aliados dos EUA no golfo e estão a pressionar fortemente o Presidente dos EUA, Donald Trump, a ordenar uma invasão terrestre, disse o diplomata à AP.

 

30.03.2026

Irão pressiona Houthis para ataques no Mar Vermelho caso EUA agravem conflito

O Irão está a pressionar os Houthis para se prepararem para uma nova campanha contra a navegação no Mar Vermelho, caso haja uma escalada da ofensiva dos EUA contra o país, e acordo com responsáveis europeus citados pela Bloomberg.

Os líderes dos Houthis do Iémen, aliados do Irão, estão a avaliar opções para ações mais agressivas depois de terem lançado misseis balísticos contra Israel, de acordo com a agência. Contudo, as divisões dentro dos líderes dos Houthis sobre a agressividade da resposta fizeram com que o grupo apenas entrasse na guerra quase um mês após o início do conflito.

Apesar de os Houthis terem dito que vão continuar os ataques até que cessem as operações dos EUA e Israel contra o Irão e as suas milícias aliadas – como o Hezbollah no Líbano – responsáveis norte-americanos e sauditas acreditam que o grupo quer evitar uma nova escalada contra ativos dos EUA da Arábia Saudita por agora

30.03.2026

Comissão parlamentar iraniana aprova portagens no estreito de Ormuz

Uma comissão parlamentar iraniana aprovou um plano para cobrar portagens aos navios que transitam pelo estratégico Estreito de Ormuz, informaram esta segunda-feira os meios de comunicação estatais.

A televisão estatal iraniana informou, citando um membro da comissão de segurança do parlamento, que o plano inclui "disposições financeiras e sistemas de portagens em rials", a moeda iraniana, bem como a cooperação com Omã, localizado do outro lado do estreito.

O plano inclui ainda "uma proibição de passagem para os americanos e o regime sionista" (Israel), bem como para outros países que impuseram sanções contra o Irão, segundo a mesma fonte.

Em tempos de paz, aproximadamente um quinto do petróleo bruto e do gás natural liquefeito do mundo transita pelo Estreito de Ormuz, que o Irão declarou encerrado à navegação após os ataques de Israel e Estados Unidos contra o Irão, a 28 de fevereiro.

Desde então, o tráfego marítimo caiu cerca de 95%, segundo a plataforma de rastreio marítimo Kpler.

30.03.2026

Trump diz estar a negociar com presidente do Parlamento iraniano. Responsável nega

A troca de argumentos sobre as alegadas negociações entre EUA e Irão continuam, lançando novas incertezas sobre estão realmente a decorrer conversações.

Vários responsáveis norte-americanos recusaram identificar os interlocutores de Teerão nas negociações, tendo Donald Trump adiantado numa entrevista ao New York Post que estaria a negociar com o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf.

Trump foi questionado sobre se o Qalibaf é alguém no regime de Teerão com quem os EUA podem trabalhar, algo que tem sido noticiado nas últimas semanas. “Digo-vos dentro de uma semana”, respondeu.

A alegação de Trump foi desmentida quer pelo próprio Qalibaf, numa publicação no X, quer por um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros. O parlamentar disse que os EUA estão a promover “desejos como notícias enquanto ameaçam a nossa nação".

Já o porta-voz Esmaeil Baqaei disse que não decorreram quaisquer negociações, embora tenha confirmado que alguns intermediários entregaram um conjunto de propostas ao Irão.

O responsável disse que o Irão “não esquece a traição que foi infligida à diplomacia em dois momentos em menos de um ano”, referindo-se às negociações que antecederam os ataques norte-americanos em 2025 e 2026.

Qalibaf, um antigo piloto de 64 anos e antigo comandante da Guarda Revolucionária, já tinha já negado estar a negociar com os EUA depois de ter sido referenciado como o parceiro preferencial dos EUA para as negociações.

30.03.2026

Rubio afirma haver “fraturas internas” na liderança iraniana

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou esta segunda-feira que existem fissuras na liderança do Irão, apontando a diferença entre discurso público e privado dos seus interlocutores iranianos, sobre quem se escusou a fornecer pormenores, por segurança.

Em declarações ao canal televisivo ABC News, o chefe da diplomacia norte-americana afirmou que não revelaria a identidade das pessoas com as quais mantém diálogo em Teerão, para acordar o fim da guerra lançada pelos Estados Unidos e por Israel, porque “provavelmente isso lhes causaria problemas com outros grupos dentro do Irão”.

“Há lá algumas fraturas internas (na liderança iraniana). E creio que se há pessoas no Irão que agora, dadas todas as circunstâncias, estão dispostas a encaminhar o seu país numa direção diferente, isso será algo positivo”, acrescentou.

Hoje, o Presidente norte-americano, Donald Trump, insistiu na sua rede social, Truth Social, que o seu país “está em conversações sérias com um novo e mais razoável regime” no Irão, ao mesmo tempo reiterando as suas ameaças às instalações elétricas e petrolíferas da República Islâmica, “se não se chegar em breve a um acordo”.

Rubio assegurou depois à ABC que há pessoas em Teerão que, “em privado, estão a dizer algumas das coisas certas”.

“O que dizem e tornam público para o mundo não reflete necessariamente o que dizem nas nossas conversas. Mas, no final, temos de ver se estas pessoas acabarão por ser as que estão ao comando, se serão elas que têm o poder para cumprir o acordo. (…) Temos esperança de que seja esse o caso”, afirmou.

30.03.2026

Países do G7 dispostos a tomar "medidas necessárias" à estabilidade e segurança energéticas

Os ministros das Finanças e da Energia do Grupo dos Sete (G7) manifestaram esta segunda-feira disponibilidade para tomar todas as medidas necessárias para preservar a estabilidade e a segurança do mercado energético ameaçadas pelo conflito no Médio Oriente.

"Estamos preparados para tomar todas as medidas necessárias em estreita coordenação com os nossos parceiros [...] para preservar a estabilidade e a segurança do mercado energético", declararam os países do G7, que inclui o Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos, num comunicado conjunto após uma reunião por videoconferência.

Convocada pela França, que detém este ano a presidência do G7, o encontro dos ministros da Energia e das Finanças contou também com a presença dos governadores dos bancos centrais do grupo para avaliar a evolução da situação no Médio Oriente e as suas implicações para os mercados energéticos, a economia global e a estabilidade financeira.

"Continuamos a acompanhar de perto os desenvolvimentos e o seu potencial impacto no crescimento global e nas condições do mercado financeiro", acrescentaram os membros do G7 no mesmo comunicado, destacando as avaliações em curso de organizações internacionais como o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial, a OCDE, a Agência Internacional de Energia (AIE) e o Conselho de Estabilidade Financeira.

O G7 saudou também a decisão tomada há alguns dias pelos membros da AIE sobre uma maior libertação coordenada das suas reservas de petróleo, num esforço para conter a volatilidade dos preços.

Por sua vez, os bancos centrais reiteraram o seu compromisso com a estabilidade de preços, sublinhando que "a política monetária continuará a ser orientada por dados" que reflitam o impacto dos preços da energia na inflação e na atividade económica.

Os ministros das Finanças e da Energia do G7 reforçaram ainda a necessidade de garantir mercados energéticos "que funcionem adequadamente, sejam estáveis e transparentes", e que assegurem o fornecimento suficiente de petróleo e gás "sem restrições injustificadas" à exportação de hidrocarbonetos.

"Da mesma forma, reafirmamos a importância de fluxos comerciais seguros e ininterruptos, incluindo a segurança da navegação e a proteção de infraestruturas marítimas críticas", acrescentaram.

30.03.2026

EUA prometem "retomar controlo do estreito de Ormuz"

Quer seja com escoltas americanas ou multinacionais, os EUA prometem, "com o tempo" vir a "retomar o controlo do estreito de Ormuz", disse o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, numa entrevista à Fox News.

Bessent admitiu que o mercado global de petróleo está com um "défice de 10 a 12 milhões de barris por dia e estamos a compensar esse défice". A libertação de reservas de crude pela Agência Internacional de Energia contribui para essa compensação, disse.

O secretário do Tesouro não se mostrou muito preocupado com possíveis perturbações no Mar Vermelho devido ao envolvimento do grupo rebelde houthi, dizendo que têm estado "muito calmos e espero que se mantenham assim". Quanto ataque com mísseis balísticos, este sábado, contra a Israel, Bessent diz ser "específico de Israel". 

30.03.2026

Trump volta a ameaçar Irão e promete "explodir" toda a infraestrutura energética do país

Donald Trump voltou à carga nas redes sociais. Esta segunda-feira, o Presidente dos EUA voltou a ameaçar a infraestrutura energética iraniana caso Teerão não desbloqueie o estreito de Ormuz, aumentando os receios de uma escalada de conflito na região, numa altura em que os norte-americanos têm reforçado a sua presença militar no Médio Oriente. 

Apesar de afirmar que os EUA estão em "discussões sérias" com o Irão para acabar com a guerra, Trump afirma que, caso um acordo não seja alcançado, o país vai concluir a sua "encantadora 'estadia' no Irão fazendo explodir e destruindo completamente todas as suas centrais elétricas, poços de petróleo e a Ilha de Kharg (e possivelmente todas as estações de dessalinização)". 

Na última semana, o Presidente norte-americano tem regularmente oscilado entre dizer que um acordo de cessar-fogo com o Irão está próximo e ameaçar o país do Golfo Pérsico com novas intervenções militares. Do outro lado, Teerão tem rejeitado qualquer aproximação com os EUA e sinalizado que este conflito pode durar muito mais tempo do que está a ser antecipado - mesmo com várias figuras da Casa Branca a apontarem para uma resolução nas próximas semanas. 

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