Trump prolonga prazo para Irão reabrir estreito de Ormuz até 6 de abril
Acompanhe os desenvolvimentos do dia no conflito no Médio Oriente.
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Trump prolonga prazo para Irão reabrir estreito de Ormuz até 6 de abril
O Presidente dos EUA, Donald Trump, prolongou o prazo para que o Irão reabra o estreito de Ormuz até 6 de abril, alegando novamente que as negociações estão em curso entre os dois países. Trump tinha dado na segunda-feira cinco dias para que Teerão normalizasse o tráfego, caso contrário destruiria as centrais energéticas iranianas.
“A pedido do governo iraniano, por favor deixem esta declaração servir para representar que estou a pausar o período de destruição das centrais elétricas por 10 dias até 6 de abril de 2026”, escreveu Trump na rede Truth Social. O prazo termina às 20:00 de Washington (01:00 de terça-feira em Lisboa).
“As conversações estão em curso e, apesar das declarações erróneas em contrário pelos media das notícias falsas, e outros, estão a correr muito bem”, afirmou Trump, apesar dos vários desmentidos das autoridades iranianas de que estejam sequer a decorrer negociações.
Esta é a segunda extensão do prazo dada por Donald Trump, depois de a 21 de março ter ameaçado inicialmente atacar as centrais energéticas do Irão caso o país não reabrisse o estreito à navegação em 48 horas, passando o ultimato na segunda-feira a cinco dias, devido às alegadas “conversações produtivas” com Teerão.
Teerão recetivo a qualquer pedido de Espanha para navegar por Ormuz
A embaixada do Irão em Espanha afirmou esta quinta-feira que a República Islâmica está recetiva a "qualquer pedido" proveniente de Madrid para atravessar o estreito de Ormuz, considerando Espanha um país "comprometido com o direito internacional".
A declaração, publicada na conta da embaixada nas redes sociais, surgiu num contexto de forte tensão na região e de restrições ao trânsito marítimo nesta via estratégica.
"O Irão considera Espanha um país comprometido com o direito internacional, pelo que se mostra recetivo a qualquer pedido proveniente de Madrid", referiu a missão diplomática.
Desde o início da guerra lançada pelos Estados Unidos e por Israel contra a República Islâmica, a 28 de fevereiro, Teerão mantém um bloqueio parcial do estreito, por onde transita cerca de 20% do petróleo mundial.
A 12 deste mês, o novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, afirmou que o estreito "deve permanecer fechado", com Teerão a aplicar o que designou como "fecho inteligente", que apenas permite a passagem de navios autorizados.
Nesse sentido, o Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano reiterou que os navios que pretendam atravessar Ormuz devem coordenar-se com o Governo iraniano.
Terça-feira, também nas redes sociais, a missão do Irão junto das Nações Unidas afirmou que os navios "não hostis", sem participar nem apoiar atos de agressão contra o Irão e em cumprimento das normas de segurança declaradas, podem transitar de "forma segura" pelo estreito.
Irão deu um "presente" aos EUA: deixou passar 10 petroleiros por Ormuz, diz Trump
Donald Trump diz que o Irão deu um "presente" aos EUA, ao autorizar a passagem de 10 petroleiros pelo estreito de Ormuz. Foi mais uma informação que avançou durante a reunião com a equipa governativa na Casa Branca.
O preço do barril de Brent mantém-se nos 107 dólares e o do WTI nos 94, ambos com valorizações entre os 4% e os 5%.
Trump diz que sem acordo os ataques ao Irão vão manter-se. "Vamos continuar a arrasá-los"
Donald Trump diz que os EUA vão acontinuar a atacar o Irão até que Teerão aceite fazer um acordo. "Vamos continuar a arrasá-los", disse o Presidente dos EUA, numa reunião com a equipa governativa. "Não podem fazer nada em relação a isso."
Trump disse não estar certo de que um acordo com o Irão será possível. "Digo que são péssimos combatentes, mas são excelentes negociadores, e estão a implorar para chegar a um acordo. Não sei se seremos capazes de o fazer. Não sei se estamos dispostos a fazê-lo", afirmou na Casa Branca.
Irão responde formalmente a plano de paz dos EUA e não altera condições para cessar-fogo
A agência semioficial iraniana Tasnim revelou nesta tarde que o Irão já entregou uma resposta formal à proposta de 15 pontos apresentada pelos Estados Unidos (EUA), acrescentando que Teerão aguarda agora pela resposta de Washington.
De acordo com a Tasnim, que cita uma fonte não identificada, Teerão afirmou que os atos de agressão e os assassinatos a altos funcionários do regime devem cessar e que devem ser estabelecidas condições concretas para garantir que a guerra não se repita.
O fim dos combates deve ser implementado em todas as frentes e para todos os grupos de resistência envolvidos no conflito em toda a região do Médio Oriente, e as reparações de guerra devem ser garantidas e claramente definidas, acrescenta a Tasnim, que referiu ainda que a soberania do Irão sobre o estreito de Ormuz é e continuará a ser um direito do país.
Os pontos citados pela Tasnim para que um acordo seja alcançado são os cinco que já tinham sido enumerados pela emissora estatal iraniana Press TV na quarta-feira, incluindo a cessação total da “agressão” e dos “assassinatos por parte do inimigo”; o estabelecimento de mecanismos concretos para garantir que a guerra não se repita; o pagamento de indemnizações e reparações de guerra; o fim da guerra em todas as frentes e para todos os grupos de resistência envolvidos; e ainda o reconhecimento internacional e garantias relativamente à soberania iraniana sobre o estreito de Ormuz.
Israel diz que matou comandante da Marinha iraniana responsável pelo encerramento do estreito de Ormuz
Israel disse nesta quinta-feira que matou um comandante da Marinha da Guarda Revolucionária iraniana, neste caso, Alireza Tangsiri. Telavive acusou Tangsiri de estar por trás das medidas militares destinadas a bloquear o tráfego naval no estreito de Ormuz, como parte da resposta de Teerão à ofensiva israelo-americana, lançada a 28 de fevereiro.
"Hoje, as Forças de Defesa de Israel (IDF) eliminaram o comandante da Marinha da Guarda Revolucionária numa operação precisa e letal", afirmou o ministro da Defesa israelita, Israel Katz, que acrescentou que "vários oficiais" da organização também foram mortos no ataque, ainda que não tenha especificado as suas identidades.
Teerão acusa EUA de preparar ocupação de ilhas do sul do Irão
Teerão acusou hoje os Estados Unidos e Israel de planerarem a ocupação de uma das ilhas do sul do Irão com o apoio de um país da região que não foi especificado.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, numa aparente referência às ilhas de Abu Musa, disputadas com os Emirados Árabes Unidos, disse que o Irão tinha informações sobre um plano norte-americano e israelita para ocupar os territórios com o apoio de inimigos de Teerão.
Qalibaf realçou que todos os movimentos "inimigos estão sob a supervisão das Forças Armadas" mas não identificou "o país da região" que apoia o alegado plano dos Estados Unidos e Israel.
"Se tomarem alguma medida, todas as infraestruturas vitais desse país da região serão alvo de ataques implacáveis", ameaçou.
As declarações de Qalibaf foram divulgadas por Teerão depois de fontes da Administração norte-americana terem indicado que os Estados Unidos vão enviar elementos de uma divisão aerotransportada e de uma brigada de combate para o Médio Oriente.
Paralelamente foram publicadas notícias nos meios de comunicação norte-americanos sobre possíveis planos de invasão de Khark, um porto estrategicamente importante para a navegação no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz.
As autoridades iranianas confirmaram no último balanço mais de 1.500 mortes resultantes da ofensiva israelo-americana iniciada a 28 de fevereiro.
A organização não-governamental Ativistas dos Direitos Humanos no Irão, sediada nos Estados Unidos, elevou o número de mortos para mais de três mil.
Trump pressiona Irão a levar negociações "a sério rapidamente, antes que seja tarde demais"
Donald Trump exortou Teerão a levar as negociações com os Estados Unidos (EUA) “a sério, rapidamente, antes que seja tarde de mais”.
Numa publicação na sua rede social Truth Social, o Presidente norte-americano voltou a reiterar que o Irão está a “implorar” para que se chegue a um acordo entre ambos os países para pôr fim à guerra, o que acrescenta ser “compreensível, uma vez que foram militarmente aniquilados, sem qualquer hipótese de recuperação”.
Ainda assim, escreve o republicano na mesma publicação, "os negociadores iranianos são muito diferentes e 'estranhos'", já que Teerão continua a afirmar “publicamente que estão apenas a analisar” a proposta dos EUA. “É melhor que levem isto a sério rapidamente, antes que seja tarde demais, porque se assim for, NÃO HÁ VOLTA A DAR, e não vai ser nada bonito!”, sublinhou Trump.
China vê "raio de esperança" em resolução do conflito
O ministro dos Negócios Estrangeiros da China diz ver um "raio de esperança" no que toca a uma resolução pacífica do conflito entre o Irão e os EUA, apesar de Teerão continuar a negar qualquer entendimento.
Wang Yi instou ao diálogo em conversas com os homólogos turco e egípcio, sugerindo que tanto Teerão como Washington deram sinais de que estão dispostos a negociar. "Com tanto os EUA como o Irão a sinalizarem disponibilidade para negociar, um raio de esperança na paz emergiu", disse Wang ao ministro dos Negócios Estrangeiros do Egito, de acordo com uma transcrição fornecida por Pequim.
Austrália proíbe entrada de pessoas com passaporte iraniano por seis meses
As autoridades australianas proíbe a partir de hoje que pessoas com passaportes iranianos entrem no país, e por uma período de seis meses , seja para fins turísticos ou de trabalho.
"As viagens para a Austrália estão temporariamente restritas para visitantes com passaportes iranianos", lê-se num comunicado do Departamento de Assuntos Internos da Austrália.
Sem mais detalhes, o departamento indica que o governo tomou essa decisão para "proteger a integridade e a sustentabilidade do sistema de migração".
O governo iraniano ainda não se manifestou oficialmente sobre a decisão de Camberra.
A medida surge após a Austrália ter concedido asilo a várias jogadoras da seleção feminina de futebol do Irão, que estavam no país a participar num torneio, depois da televisão estatal iraniana ter rotulado várias atletas de "traidoras" por se recusarem a cantar o hino nacional antes de uma jogo.
No entanto, cinco das sete jogadoras que inicialmente procuraram asilo acabaram por reverter a decisão e regressaram ao Irão na semana passada com a restante equipa, enquanto duas permaneceram na Austrália.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, instou a Austrália a conceder asilo às jogadoras.
Parlamento iraniano quer cobrar portagem para passagem pelo estreito de Ormuz
O parlamento iraniano pretende aprovar uma lei para cobrar portagem aos navios que transitam pelo estreito de Ormuz, passagem estratégica por onde circula 20% do petróleo mundial, informou a agência de notícias Tasnim.
"Procuramos um projeto de lei que reconheça legalmente a soberania, o domínio e a supervisão do Irão sobre o estreito de Ormuz e que, além disso, seja uma fonte de receitas para o país através da cobrança de uma portagem", afirmou o presidente da comissão de Assuntos Civis do parlamento, Mohamad Reza Rezaei Kochi, de acordo com a Tasnim.
A mesma fonte indicou que está a ser elaborado um projeto de lei para "cobrar uma taxa pela prestação de segurança aos navios que transitam pelo estreito de Ormuz".
O responsável afirmou que se espera que o projeto seja finalizado na próxima semana --- o início da semana iraniana é no sábado --- e, em seguida, vai ser apresentado ao parlamento para discussão.
A República Islâmica mantém o estreito de Ormuz bloqueado "aos inimigos" desde o início da guerra lançada pelos Estados Unidos e Israel a 28 de fevereiro, embora tenha permitido a passagem de petroleiros de países que considera amigos, como Tailândia ou Índia.
Este bloqueio elevou o preço do petróleo, uma vez que o estreito é fundamental para o comércio energético global, pelo que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exigiu ao Irão que reabrisse a passagem, algo a que o país persa se recusou a fazer até ao momento.
Japão começa a colocar no mercado reservas estatais de crude
As autoridades japonesas começaram hoje a colocar no mercado milhões de barris das suas reservas estatais de petróleo bruto para compensar as perdas de abastecimento decorrentes da interrupção do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz.
Os barris, correspondentes a um mês de consumo nacional, serão entregues nos próximos dias a quatro grandes petrolíferas japonesas, que os adquiriram por um preço de 540 mil milhões de ienes (cerca de 2,9 mil milhões de euros), avança o diário económico japonês Nikkei.
A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, tinha antecipado esta terça-feira, numa mensagem na rede social X, que o país começaria hoje a colocar no mercado as reservas estatais, depois de, no passado dia 16 de março, ter sido libertado o equivalente a 15 dias de abastecimento das reservas privadas das petrolíferas japonesas.
Além disso, Takaichi afirmou que, ao longo do mês, começaria a ser libertado petróleo bruto das reservas que o arquipélago mantém em conjunto com países produtores de petróleo, como a Arábia Saudita ou o Kuwait.
O Japão importa do Médio Oriente 90% do petróleo bruto que consome, e, desde o início da guerra, as autoridades têm salientado a importância de garantir o abastecimento e limitar o impacto da guerra nos preços dos combustíveis.
O Governo de Takaichi aprovou também subsídios às petrolíferas para tentar manter o preço da gasolina em cerca de 170 ienes (0,92 euros) por litro, depois deste combustível ter atingido na semana passada um máximo de 190,8 ienes (1,04 euros).
Esta quarta-feira, a primeira-ministra reuniu-se em Tóquio com o diretor executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, e pediu-lhe que preparasse "possíveis libertações coordenadas adicionais" de petróleo bruto, caso a guerra no Irão se prolongue.
Birol reiterou que a agência está disposta a colocar no mercado reservas adicionais, se necessário, e agradeceu ao Japão pelo apoio à decisão de libertar centenas de milhões de barris das reservas estratégicas dos seus países membros para compensar as perdas de abastecimento.
Exército de Israel anuncia vaga de ataques "em grande escala" contra Teerão
O Exército de Israel comunicou hoje ter concluído uma vaga de ataques "em grande escala" contra vários alvos no Irão, sem fornecer mais detalhes.
Numa mensagem publicada na plataforma de mensagens Telegram, as Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram que estes bombardeamentos visaram "infraestruturas do regime de terror iraniano" e mencionaram Isfahan, no centro do país, como um dos alvos.
Ainda não é conhecido o alcance dos ataques.
Isfahan é um ponto-chave para a infraestrutura energética e militar iraniana, onde está albergada uma central de enriquecimento de urânio.
Desde que os Estados Unidos e Israel lançaram o ataque conjunto contra Teerão no dia 28 de fevereiro, que desencadeou o atual conflito, os bombardeamentos têm sido contínuos.
A Guarda da Revolução Islâmica iraniana afirmou também ter lançado uma nova onda de mísseis e drones contra Israel e contra alvos norte-americanos nos países do Golfo Pérsico.
Filipinas recebe petróleo russo dias após declarar "estado de emergência energética"
Um navio com mais de 700.000 barris de petróleo bruto russo chegou às Filipinas, revelou hoje uma fonte filipina, poucos dias depois de o país ter declarado "estado de emergência energética" devido à guerra no Médio Oriente.
O Sara Sky, com pavilhão da Serra Leoa, chegou na segunda-feira com petróleo bruto de alta qualidade proveniente do oleoduto russo Sibéria-Pacífico (ESPO) destinado à Petron, a única refinaria de petróleo das Filipinas, precisou a fonte em declarações à agência France-Presse (AFP), que não a identificou.
O arquipélago depende em grande medida das importações de combustível, cujo custo disparou desde o início da guerra no Médio Oriente, desencadeada pelos ataques americano-israelitas ao Irão em 28 de fevereiro.
O Irão está desde então a bloquear, de facto, o estreito de Ormuz, por onde transita 20% da produção mundial de hidrocarbonetos, grande parte dos quais se destina ao continente asiático.
Um jornalista da AFP constatou a presença do Sara Sky ancorado no porto de Limay, perto de Manila, onde se situa a refinaria Petron.
Trata-se da primeira entrega de petróleo russo às Filipinas em cinco anos, segundo vários meios de comunicação locais.
A Petron recusou-se hoje a confirmar a chegada da carga. O seu diretor-geral, Ramon Ang, tinha afirmado na semana passada à AFP que a empresa estava "em negociações" para uma eventual compra de petróleo russo.
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